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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 907 / 2017

31/01/2017 - 11:05:25

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

A bancada governista na Assembleia Legislativa anda pra lá de insatisfeita com o Palácio dos Martírios. No projeto de reajuste dos parlamentares alguns deputados ficaram a favor, mas o governador Renan Filho ficou contra. Daí vetar a matéria que agora vai ser apreciada pelo pleno da Assembleia.
Outros projetos o governo também tem barrado e a relação entre muitos deputados e o governador vai se deteriorando ao longo do tempo. Com o veto do reajuste dos salários, ficou claro que começa a existir um distanciamento entre o governo e a Assembleia Legislativa. Mas numa coisa Renan Filho tem razão: o reajuste de 5 mil reais no salário de cada deputado, não encontrou respaldo no que preveem as Constituições Estadual e Federal.
Ficando chupando dedo, os deputados devem ir para o confronto para derrubar o veto, numa reação prevista pelo clima instável que ali se instalou. Pelas avaliações e demonstração da insatisfação da Casa de Tavares Bastos com o governo, se prevê que novas dificuldades o governador vai enfrentar durante o ano que antecede as eleições de 2018.
O ano de 2017 vai ser bem disputado e as eleições de 2018 vão dar o tom de como os candidatos vão se comportar até lá, com Renan Filho sendo candidato à reeleição e o senador Renan Calheiros tentando se manter no Senado Federal. Se não houver flexibilidade daqui pra frente, com certeza o governador vai ter muitas dificuldades de formar um grupo coeso para dar força na sua candidatura no próximo ano.

Mais de mil
O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça vai tornar difícil a vida de privilegiados em Alagoas que até agora causaram um prejuízo aos cofres públicos em cerca de 9 bilhões de reais. A sonegação fiscal que sempre imperou o Estado pelos grandes conglomerados, parece que está chegando ao fim.


Fora de prumo
Tem gente no Palácio dos Martírios que não acerta uma. Primeiro foi com as eleições majoritárias para prefeito de Maceió, agora com pretensos futuros candidatos a deputado federal. A bola de crista dessa turma parece que anda com defeito.


Coisa feia
O Instituto Paraná reagiu rápido ao saber de que pessoas usaram seu nome para divulgarem pesquisas falsas sobre o desempenho do governador Renan Filho, considerado à época o mais bem avaliado do Brasil. A informação, considerada mentirosa, é a mesma de 2015, com 67,5%, onde a verdadeira diz que Renan Filho patinava apenas em 50,7% de aprovação.


Puxão de orelhas
Os puxa-sacos do governador devem receber um puxão de orelhas de Renan Filho, que ficou mal na fita. Pelos números “chutados” o governador admitia até incentivar seu nome para uma possível disputa futura à presidência da República.


O susto de Rosa
A presidente do Tribunal de Contas, Rosa Albuquerque, quase cai pra trás quando viu que mais de 90% do Orçamento do TC estava sendo destinado ao pagamento da folha de pessoal. A situação financeira do TC está beirando ao caos.


Dobradinha
O deputado Antônio Albuquerque e o ex-prefeito de Canapi, Celso Luiz, estão cada mais ligados politicamente. Eles sempre são vistos em conversas reservadas traçando projetos para o futuro.


Travado
A reestrutura administrativa da prefeitura de Maceió tem trazido preocupações para os secretários recém-nomeados. Com dificuldades da nomeação das equipes, os principais auxiliares do prefeito Rui Palmeira reclamam da demora, enquanto os processos se acumulam nos gabinetes.


Não será desta vez
O juiz de Coruripe decidiu avaliar as propostas de venda das usinas de Minas Gerais da Laginha Agroindustrial, pertencente ao grupo falido de João Lyra. Mas não será desta vez que as unidades serão vendidas. Este seria o primeiro passo para que as dívidas com os trabalhadores fossem quitadas. As duas unidades foram avaliadas em cerca de 430 milhões de reais.


Pé no freio
Enquanto puderem, os filhos de João Lyra vão fazer de tudo para tumultuar o processo de venda dos ativos. São recursos em cima de recursos, embora a administração da Massa Falida insista em que eles não teem legitimidade para atuar no processo.


Definição
Grupos políticos estão praticamente definidos de com quem irão ficar nas eleições de 2018. Ronaldo Lessa declinou do convite de participar do governo estadual e ficará ao lado de Rui Palmeira, juntamente com Benedito de Lira, Fernando Collor, Téo Vilela, Maurício Quintella e outros. O ministro Marx Beltrão já escolheu de que lado ficará apostando na reeleição de Renan Filho.


Longe da vaga
Bem que o ministro alagoano Humberto Martins teria cacife suficiente para integrar o Supremo Tribunal Federal, mas sua ligação com o senador Renan Calheiros pode melar sua indicação, muito falada em Brasília. Martins é atualmente o vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça. Se Humberto fosse o indicado, certamente atrairia para si a imprensa brasileira.


Substituição 1
A secretária Cláudia Petuba, que meses atrás balançou no cargo, pode desta vez ser substituída pelo vereador Galba Neto, aliado do governador Renan Filho. Pelo menos é o que se comenta nos bastidores políticos, dentro da reforma que o governador começa a fazer a partir deste mês.


Substituição 2
Não seria somente a secretaria de Esportes em que haveria mudanças. A Saúde também está balançada e pode ter novo inquilino nos próximos dias. O governador Renan Filho acerta os ponteiros para fortalecer seu apoio político com vistas às eleições de 2018.


VLT no Shopping
A reunião do presidente da CBTU, José Marques e do senador Benedito de Lira com o prefeito Rui Palmeira, definiu que o VLT vai mesmo até o Shopping Maceió nos próximos dois anos. A obra custará cerca de 120 milhões de reais e 60 milhões já estão garantidos no Orçamento da União, recursos obtidos pelo senador Biu de Lira. Em fase final, o projeto de expansão do VLT vai atender a milhares de pessoas todos os dias naquela região.

Incerto
O destino do senador Renan Calheiros a partir de 1º de fevereiro é incerto. Costurado nos bastidores, Renan tanto pode ser escolhido líder do governo ou mesmo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.


Mais presente
O senador Renan não quer se desligar do poder, em Brasília, mas sabe que terá de vir mais a Alagoas para continuar sua campanha pela reeleição. O PMDB vê com preocupação as candidaturas de pai e filho em 2018.


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