Acompanhe nas redes sociais:

18 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 907 / 2017

26/01/2017 - 19:52:21

Auditoria nos últimos 5 anos deve esclarecer rombo milionário

Prefeito Rogério Teofilo quer saber destino dos R$ 125 milhões recebidos pela prfeitura no último bimestre de 2016

Assessoria
Situação do município foi apresentada por Rogério Teófilo em coletiva de imprensa

A notícia sobre o rombo milionário nas contas da Prefeitura de Arapiraca estremeceu os bastidores políticos da segunda maior cidade do Estado. O assunto veio à tona na última terça-feira (24), quando o prefeito Rogério Teófilo (PSDB) abriu as contas da Prefeitura para a sociedade e anunciou um deficit de R$ 98,6 milhões, sendo R$ 16.544.104,35 referentes à folha de dezembro, R$ 17.188.814,90 em pendências com fornecedores e R$ 64.921.554,47 em débitos previdenciários acumulados nos últimos 20 anos.


Diante da gravidade da situação, o prefeito tucano apresentou os extratos bancários das contas da Prefeitura que, juntas, somam um saldo de apenas R$ 136.560.87, apesar dos balancetes confirmarem que no último bimestre de 2016 a Prefeitura de Arapiraca recebeu recursos na ordem de R$ 125 milhões. Para onde foi o dinheiro? Essa foi a pergunta que ficou no ar.


A notícia dessa conta que não fecha caiu como uma bomba na cidade e poderá provocar reflexos diretos nas eleições de 2018, uma vez que Teófilo já solicitou a realização de auditoria nos últimos cinco anos na Prefeitura de Arapiraca, que inclui o último ano da gestão do peemedebista Luciano Barbosa e dos últimos quatro anos de Célia Rocha (PSL).


Os números foram apresentados pelo prefeito em quatro reuniões. A primeira numa entrevista coletiva envolvendo jornalistas, radialistas e demais profissionais da imprensa. A segunda com os vereadores e as demais com sindicalistas e representantes do setor produtivo, as chamadas entidades de classe.

MEDIDAS
Diante da situação, a atual gestão terá de cortar da própria carne e já anunciou medidas emergenciais. Além de cortar 80% dos cargos comissionados e reduzir de 16 para 10 o número de secretarias, a Prefeitura irá suspender o pagamento de gratificações, reduzir o número de contratos, promover o retorno dos servidores que estão cedidos, criar uma mesa de negociação com os servidores e realizar o censo do servidor municipal.

Teófilo também irá solicitar uma auditoria junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) para rever os débitos empenhados sem cobertura financeira, além de contratar uma auditoria independente para analisar as contas nos últimos cinco anos da gestão.

“Nos deparamos com uma conta que não consegue ser fechada. Na condição de gestor preciso tomar conhecimento da real situação da Prefeitura. Não quero apontar culpados, mas ser responsável apenas pelos meus atos. Se houver culpados quem vai dizer é a Justiça”, finalizou o prefeito.

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia