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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 906 / 2017

24/01/2017 - 08:09:10

Integrantes do PCC chegam a 23% da população carcerária de AL

Em 2013, Alagoas já ocupava o segundo lugar entre os estado do Nordeste com mais integrantes da facção

Da redação
Presídio do Agreste para onde foram transferidos membros do Comando Vermelho, rival do PCC

A semana foi tensa para o sistema penitenciário brasileiro. Em Alagoas, não foi diferente. Tanto é que 240 detentos chegaram a ser transferidos da Penitenciária de Segurança Máxima, recém inaugurada, para o interior do Estado. O remanejo foi devido à tensão gerada pelos assassinatos de dois detentos na semana passada. Em âmbito nacional, autoridades do país fazem vigília para que as rebeliões de facções criminosas não explodam em outras penitenciárias e presídios.


Um relatório do Centro de Segurança Institucional e Inteligência do Ministério de Público de São Paulo (MPSP) mostra que, já em 2013, Alagoas era o segundo em estado do Nordeste em número de integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Em primeiro lugar apareceu Ceará, que na época, tinha 1.400 “batizados”. Em terras alagoanas o número foi de 970, o que representaria cerca de 23% dos detentos do estado.


No Rio Grande do Norte, onde houve 27 mortes na rebelião do último final de semana, na Penitenciária de Alcaçuz, foram contabilizados 446.O número de membros do PCC no Norte e Nordeste há três anos já estava na casa dos seis mil, o que corresponde a cerca de 33% de todos os filiados à organização. No Sudeste, sede da facção, são aproximadamente 43%, seguido do Sul (16%) e Centro-Oeste (7%).
A Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) informou ao EXTRA ALAGOAS que “independentemente de facção, a pasta tem traçado as diretrizes e os agentes penitenciários. Com o auxílio das demais forças de segurança ainda têm trabalhado diuturnamente para preservar a integridade física de todos os apenados, servidores e visitantes. O Estado está acima das facções e mantém o controle de todos os presídios. Prova disso é que desde de 2010 não registramos rebeliões nas unidades prisionais de Alagoas”, informou.

Mortes em Alagoas
Na quinta-feira, 12, dois presos foram encontrados mortos na Casa de Custódia de Maceió. O módulo onde os assassinatos aconteceram era destinado ao PCC. As vítimas tiveram os corpos perfurados apesar dos crimes terem ocorridos em módulos distintos.  As vítimas foram Alexsandro Neves Breno, 40, era reincidente e  Jonathan Marques Tavares, 25, que foi detido no dia 21 de dezembro.
Segundo o delegado Fábio Costa, coordenador da Delegacia de Homicídios da Capital, (DHC), os assassinatos não possuíram ligação, e o homicídio que vitimou Jonathan já foi esclarecido. Ele foi vitimado pelo reeducando José Hildemar da Cruz Reis, o “Baiano”, que estava preso por homicídio na unidade penitenciária.


A vítima e José Hildemar estavam detidos no mesmo módulo, e o homicídio ocorreu por desavença que sugiram fora do sistema prisional, que envolviam a namorada de Jonathan.
Quanto à segunda vítima Alexsandro Neves Breno, que faleceu no módulo 2, o delegado disse que o inquérito está em fase de conclusão. Mas, para Costa, o homicídio que vitimou Alexsandro, tem a possibilidade de ser guerra entre facções, do Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV).

Investimento
Alagoas receberá R$ 44 milhões para aquisição de novos equipamentos e construção de novos presídios. A informação foi confirmada pelo secretário de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), tenente-coronel Marcos Sérgio, que esteve reunido com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, e outros secretários de Segurança do país, na terça-feira (17), para discutir o plano nacional de segurança nos presídios.
 Os recursos servirão também para que os agentes tenham condições de trabalho. O gestor da Ressocialização destacou também  a implantação do núcleo de inteligência para auxiliar o trabalho dos agentes penitenciários e demais forças da segurança pública. 

Reforma do sistema penitenciário
O governo federal publicou nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União o decreto que cria a Comissão de Reforma do Sistema Penitenciário Nacional. O objetivo da comissão é avaliar o sistema penitenciário nacional e acompanhar a implementação do Plano Nacional de Segurança Pública, além de formular propostas para a reforma do sistema penitenciário.

A criação da comissão foi anunciada na última terça-feira (17) pelo porta-voz da presidência como uma das medidas adotadas pelo governo para conter a atual crise nos presídios. O decreto publicado estabelece que o órgão será composto por integrantes do Ministério da Justiça e Cidadania, da Casa Civil, do Ministério da Defesa, das Relações Exteriores, entre outros órgãos do governo.

Terá também representantes da Câmara, do Senado e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), além de nomes indicados pelos conselhos de procuradores, defensores públicos, da ordem de advogados e de secretários estaduais de segurança pública, entre outros. A Pastoral Carcerária terá um representante e o presidente da República poderá indicar dois nomes da área jurídica.

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