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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 906 / 2017

24/01/2017 - 08:03:49

Será que o Brasil mudou?

Alari Romariz

uritiba e os políticos começaram a ser investigados, um raio de esperança surgiu no território brasileiro. Escândalos se sucediam, políticos famosos eram presos pela Polícia Federal e nós, pobres mortais, pensávamos que o dinheiro público seria utilizado de maneira correta.


Na verdade, antes do Moro, ocorreu o julgamento do Mensalão, após frenética denúncia do Roberto Jefferson, quando o partido dele não recebeu a propina justa, segundo seu pensamento.
Assisti, pela TV, a quase todos os julgamentos dos “mensaleiros” e as surpresas eram eletrizantes. O primeiro a ser preso foi o ministro José Dirceu, aliado de Lula, malvisto por não atender bem aos companheiros que o procuravam em busca de propina. E a novela foi longa e interessante porque, além dos julgamentos, havia sérios desentendimentos entre os ministros do Supremo Tribunal Federal. Mas, no fim, valeu a pena e a torcida do povo brasileiro foi recompensada.


Começamos a imaginar que surgiria um Brasil novo, com eleições limpas e os idealistas se elegeriam como antigamente. Acabariam a compra de votos, os currais eleitorais e os crimes ocorridos no interior do país e dos estados. Surgiriam novos coronéis políticos, agora, sem poder usarem o dinheiro público.
O Partido dos Trabalhadores e seus aliados começaram a desmoronar! Esquemas políticos entre empresas públicas e privadas vieram à tona. Os candidatos eternos foram ficando com medo de usar propinas ou verbas de campanha nas eleições. Em Alagoas, um cacique político avisou a seus candidatos: “Usem a criatividade, o dinheiro está curto”. E perdeu os principais redutos do pequenino estado nas eleições de 2016.


Mas os próprios eleitores já estavam viciados. Para votarem precisavam de dinheiro, telhas, camisas, aparelhos dentários, consultas médicas gratuitas. E o pior: servidores públicos eram usados como cabos eleitorais, pagos pelos cofres do Estado. Nada disso mudou; os maus costumes ficaram arraigados entre candidatos e eleitores.


Aconteceu uma leve mudança e em alguns municípios foram eleitas pessoas estranhas ao poder. Os caciques eleitorais perderam o pleito em várias cidades importantes. Os discursos não convenceram, o dinheiro foi pouco e o resultado surpreendeu.


Figuras importantes começaram a cair, outras ficaram amedrontadas com as delações premiadas. Todo começo de semana a Polícia Federal prendia empresários e políticos. O suspense aumentava e famosos iam parar na cadeia. O cara saía da beira-mar de Ipanema ou de um rico condomínio do Rio ou de São Paulo para uma triste e fria prisão em Curitiba. E o povo se animava com as punições!


A Dilma, que foi eleita depois de vários processos complicados, começou a entrar numa queda livre. Nada conseguiu segurá-la e depois de cenas mirabolantes foi expulsa da Presidência.


Veio o Temer, político antigo do PMDB, ligado aos famosos caciques políticos deste nosso sofrido Brasil. Segurá-lo no poder é evitar um desastre maior; as instituições oficiais ainda funcionam precariamente, mas funcionam.


No entanto, as grandes figuras dos maiores partidos brasileiros ainda não foram presas. Alguns deles já respondem a vários processos judiciais, andam livremente pelas ruas e continuam usando e abusando do poder público.


Em Alagoas, pouco mudou. Os deputados não temem a Justiça, a Polícia Federal, o Ministério Público, muito menos o Sérgio Moro. Desfrutam do dinheiro público, cortam salários, engolem processos. Para eles não adianta punição. São insaciáveis!


O principal responsável por tanta corrupção, que é o Lula, continua solto, fazendo campanha, ameaçando sair candidato em 2018. Parece até que ainda é o presidente do Brasil!


Daí, queridos leitores, a mudança ainda é pequena; os esquemas continuam funcionando, os coronéis perderam muito pouco de sua arrogância.


Só falta agora a mão de Deus cair fortemente na cabeça dos corruptos!

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