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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 903 / 2016

03/01/2017 - 09:53:12

Sururu

Epidemia

Da Redação

Os inúmeros casos de Chikungunya que diariamente chegam à rede pública hospitalar do Estado indicam que Alagoas está à beira de uma epidemia dessa doença viral, transmitida pelo mosquito da dengue.  

Os médicos advertem que o caso é gravíssimo e, se nada for feito, a doença pode atingir até um terço da população, com graves sequelas. 

Relatos médicos indicam que estamos vivendo a maior crise da saúde pública na história de Alagoas. E o mais grave: hospitais e médicos estão despreparados para enfrentar uma epidemia.  

Já perdemos várias batalhas contra a pobreza e a miséria, que afetam dois terços dos três milhões de alagoanos. Será que também vamos perder essa guerra para o Aedes Aegypti?

Com a palavra as autoridades, que até agora têm feito ouvidos de mercador. 

Caros privilégios 

A Braskem assinou acordo de leniência para devolver mais de R$ 3 bilhões à União por receber benefícios fiscais indevidos através de medidas provisórias (MPs) via lobby da Odebrecht junto ao Congresso Nacional. 

Endereço certo

Vale lembrar que medida provisória (MP) é um ato unipessoal do presidente da República, com força imediata de lei, sem a participação do Poder Legislativo, que somente será chamado a discuti-la e aprová-la em momento posterior. A menos que os congressistas atuem em conluio com o chefe do Executivo, o que parece ser o caso dessas MPs com endereço certo. 

Nafta e energia

Só na compra de nafta a preço camarada, a Braskem, braço petroquímico da Odebrecht, teria lucrado mais de R$ 8 bilhões entre 2006 e 2015. Sem falar na garantia de energia barata fornecida diretamente pela Chesf. Um privilégio que outras indústrias nordestinas não têm.

Crédito indevido

No vácuo da Lava Jato – que está passando o Brasil a limpo – a Braskem também enfrenta problemas por aqui. É que o Sindifisco (sindicato dos fiscais de renda de Alagoas) acusa a indústria de receber R$ 61 milhões em créditos fiscais concedidos ilegalmente pelo Estado. 

Usurpadores

Na mesma denúncia, o Sindifisco acusa a Procuradoria Geral do Estado (PGE) e a própria Secretaria da Fazenda de usurparem atribuições dos fiscais de renda. Tudo isso para atender interesses da Braskem e de outras indústrias, em detrimento dos cofres públicos.

Dúvida

Como a Odebrecht é controladora da Braskem e fez doações milionárias nas eleições de 2012 em Alagoas, seria bom que essa questão fosse esclarecida pelo secretário da Fazenda e o pelo procurador-geral do Estado, até para que não paire dúvida sobre o próprio governador do Estado.

Precatórios

Outra questão que requer esclarecimento oficial é a decisão da Sefaz de suspender as operações de compensação tributária com a Refinaria de Manguinhos, que com isso deixou de comprar “precatórios” em Alagoas.  A refinaria carioca já havia negociado R$ 150 milhões em ICMS. Com a medida, mais de 20 mil servidores com direito a “precatório” ficaram e ver navios. 

Deu na Folha 

Renan Calheiros não tem ambições de assumir o comando da Comissão de Constituição e Justiça do Senado quando voltar à planície. Seu objetivo é liderar a bancada do PMDB na Casa – cargo que o mantém no controle de todas as articulações relevantes. 

Máfia do                carimbo

Acabou o ano e também o mandato do presidente do TJ e o Pleno do tribunal não julgou a decisão do desembargador João Azevedo Lessa que reduziu as taxas extorsivas cobradas pelos cartórios de imóveis de Maceió. 

Acordão 

Com isso, a decisão será rediscutida entre os cartórios e a Corregedoria-geral de Justiça a partir de janeiro. A coisa cheira a “acordão “para deixar tudo como está, mas ai a máfia do carimbo pode se dá mal porque o desembargador Paulo Lima é tido como “osso duro de roer”. 

Padre Damasceno

No dia 22 de novembro Alagoas perdeu um ícone da comunicação, o jornalista e radialista José Alves Damasceno, conhecido como Padre Damasceno, figura ímpar, de grande inteligência e admirável senso de humor. Antigos companheiros de batente fizeram questão de testemunhar sobre ele e prestarem sua homenagem.

“Desnecessário qualquer comentário sobre suas atividades e competência. Passou por todos os nossos jornais, algumas rádios, com incomparável desempenho. Muito querido por todos, acompanha, assim,  seu grande amigo Valmir Calheiros, que partiu já há algum tempo. Amigo nosso desde o inicio da década de 60, fará enorme falta. Que fique com Deus!” (Luiz Carlos Reis).

“Um dos homens mais cultos com quem convivi. Homem das letras, cultor das palavras. Trabalhamos juntos no Diário de Alagoas, na Gazeta de Alagoas, no Jornal de Hoje e no Jornal de Alagoas. Me ensinou bastante. 

Era um sujeito bem humorado. Na pensão de Dona Aristéia, na Rua do Sol, era o cara das boas histórias, aquele que produzia as melhores gargalhadas. Largou o jornalismo, fez Faculdade de Direito e, mais tarde, tornou-se padre da Igreja Brasileira. Gostava de ser chamado de Reverendo Damasceno. Nos últimos dias de vida, padecia de problemas circulatórios agravados pela obesidade”.

(Artur Armando Gondim)

“Foi um colega e mestre de todos nós. Trabalhei com ele no Jornal de Alagoas, Jornal de Hoje e no Tribunal de Contas do Estado de Alagoas. Pessoa humana das melhores e bastante solidário com seus colegas de jornalismo”. (Bernardino Souto Maior)

Ciço e a Máfia

Passados as festas de fim de ano e o Carnaval, o deputado federal Cícero Almeida (PMDB) finalmente deverá ser ouvido no inquérito que tramita no STF e que investiga a Máfia do Lixo. Trata-se do escândalo que, segundo o MP, lesou em mais de R$ 200 milhões os cofres públicos durante o tempo em que foi prefeito de Maceió, de 2005 a 2011. O interrogatório dele está marcado para o dia 9 de março, às 14h, na13ª Vara Criminal da Justiça Federal, em Maceió.

Casal feliz

A Câmara de Vereadores de Quebrangulo aprovou aumento de salário do prefeito Marcelo Lima e da vice Andréa Lima, que vem a ser sua esposa. Marcelo – o prefeito mais rico do Estado – embolsará R$ 18 mil por mês e madame, R$ 9 mil. Juntos, serão felizes para sempre.

Perigo real

É grave a situação na Unidade de Menores Infratores do Estado. Na segunda, 19, até água para os internos beberem faltou na instituição por conta de atraso no pagamento da conta da Casal.

Mais grave ainda foi o assassinato, um dia depois, de um menor infrator nas dependências da unidade.

Ele foi morto a espetadas dentro do que as autoridades afirmam ser uma guerra entre duas facções: PCC e CV.

Seja o que for, é obrigação do Estado preservar a vida e garantir a segurança de quem lá está para ser ressocializado. 


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