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Edição nº 901 / 2016

12/12/2016 - 21:06:15

O cerco está fechando

Alari Romariz Torres

Cada vez mais o Brasil caminha para um futuro duvidoso. O todo poderoso presidente do Senado foi afastado pelo Supremo Tribunal Federal. A mulher do Sérgio Cabral (ex-governador do Rio) foi presa. Políticos de diversos estados estão sendo afastados de seus cargos. A lista das delações premiadas da Odebrecht está nas redes sociais.

Parece que Alagoas vive fora da crise. Os políticos da terra agem como se nada tivesse acontecido. Os deputados estaduais, principalmente, ignoram a situação e continuam praticando atos ilegais. Não sei em que se confiam! Ontem mesmo foram presos 13 vereadores de Osasco-SP por se apossarem de metade dos salários de seus assessores.

Caindo Renan, a política no nosso pequenino estado muda consideravelmente. Dezenas de prefeitos e deputados ajudados por ele em suas eleições com certeza receberam dinheiro público. Tais políticos ficarão sem padrinhos.

Se em 2016 o grupo do senador saiu derrotado, perdendo inclusive, a Prefeitura de Maceió e de outros grandes municípios, imagine  quando a mina do dinheiro se esgotar.

Estivemos no Rio de Janeiro e ficamos impressionados com a pobreza do estado, outrora rico por causa do petróleo. Foram anos de abundância, sem nenhuma preocupação com o futuro. Lembro-me da luta do Sérgio Cabral pelos “royaltes” do ouro negro. Perdeu a batalha, deixou o Rio acabado. Ele, o ex-governador, ficou rico! Está pagando caro; presos ele e a mulher.

Em Alagoas, na década de 90 vivemos momentos difíceis: chegamos à triste situação de não recebermos salário durante 7 meses. Lembro-me que alguns colegas venderam casa, telefone, carro, etc... A crise foi séria e sobrevivemos! Mas, as sequelas foram muitas. 

Entretanto, os políticos continuam usando o dinheiro do povo e de algumas empresa em suas campanhas eleitorais. Virou hábito. Fica parecendo que tudo é normal e não propina. 

Quem não se lembra da criação da Petrobras? Seria a salvação do Brasil! Os estados brigavam para sediar a empresa. Hoje, dá pena ver como ela se encontra.

Do mesmo modo estão BNDES, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica, etc... Em cada uma delas havia representantes de políticos. Os diretores eram indicados por deputados, senadores, governadores. Não importava se o afilhado tinha conhecimento de causa. Ele teria, apenas, de obedecer ao padrinho e conceder altas quantias aos políticos em época de eleições. Na hora de declarar ao TRE os valores gastos nas campanhas, os candidatos não se preocupavam de onde vinha tanto dinheiro.

E o bolo da corrupção foi crescendo! Quando alguém se elegia sem o dinheiro público, tornava-se fenômeno raro. Mas, depois de eleito, o moço se juntava aos outros colegas de trabalho e viravam “taturanas”. 

Atualmente, há pessoas que não dormem com receio de serem presas! Vêm sendo eleitas por mecanismos sujos e só esperam ver seu nome nas listas de delação.

Toda semana estouram escândalos pelos estados. Poucos partidos vão escapar! Um senador foi preso e cassado. E também o presidente da Câmara! 

Em Alagoas, “taturanas“ condenados; o presidente do Tribunal de Justiça e um conselheiro do Tribunal de Contas, afastados. Vem alguém mais por aí?

O Poder Legislativo, cheio de políticos indiciados , faz de conta que não vê nada, não teme nada, é intocável. Todavia, está na mira do Ministério Público, da Polícia Federal e do Tribunal de Justiça.

O povo está revoltado, vai às ruas, cobra atitudes mais corretas de alguns políticos, exige a saída de outros e espera, pacientemente, que todos, sem exceção, devolvam o dinheiro subtraído dos cofres públicos e paguem pelos seus crimes.

Chega de corrupção!

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