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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 901 / 2016

12/12/2016 - 20:28:32

CTR inicia operação no Agreste e já recebe resíduos do lixão interditado

Até o dia 15 de dezembro, a CTR do Agreste recebe resíduos de Arapiraca e dos municípios do entorno sem custo

ASSESSORIA

A região Agreste começou uma nova fase quanto ao descarte correto de resíduos sólidos, com o início da operação da Central de Tratamento de Resíduos- CTR do Agreste desde a última terça-feira, paralelamente à interdição do lixão de Arapiraca efetuada pelo IMA e o Batalhão de Policiamento Ambiental – PBA.

Até o dia 15 de dezembro, como medida compensatória em relação a eventuais transtornos por conta da interdição, de acordo com Keylle Lima, diretor executivo do Grupo Alagoas Ambiental – empresa responsável pela instalação das únicas duas CTRs em Alagoas – , a Central do Agreste está recebendo, de forma não onerosa, todo e qualquer resíduo  de Arapiraca e de outros municípios do entorno, como: Limoeiro, Igaci e Taquarana, além dos transportadores que  levam resíduo comercial. Mas  a partir do dia 16 de dezembro, a CTR só receberá resíduos através da contratação por licitação, no caso das prefeituras.

Esta é a segunda CTR implantada no estado, com investimento inicial de R$ 14 milhões, atenderá 30 municípios e receberá mais de 1.000 toneladas por dia. O local possui 81 hectares e fica localizado entre os municípios de Craíbas e Arapiraca. A expectativa para o primeiro mês de atividade é receber 5.700 toneladas.

MUDANÇA DE 

CENÁRIO

Com a chegada da  CTR, a região começa a viver um novo cenário ambiental, exterminando a contaminação do solo, através do chorume. Na primeira fase, ela vai receber resíduos domiciliares e comerciais (Classe II); entulhos de construção civil (inerte); material resultante da podação de árvores, dentre outros, além da lagoa de chorume.  Os resíduos produzidos pelos estabelecimentos que atuam na área de saúde, como postos e hospitais (Classe I) vão continuar por enquanto sendo encaminhados para a CTR Metropolitana, no município de Pilar.

REALIDADE

A realidade em Alagoas quanto ao descarte correto não é animadora. Apenas Maceió apresenta um aterro sanitário condizente à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a adequação quanto a extinção dos lixões de todos os municípios brasileiros até o próximo ano. No entanto, apenas as CTRs estão 100% licenciadas pelo IMA, ou seja, o aterro da capital alagoana com a licença municipal só pode receber resíduos desse município, diferente das CTRs.

Segundo o diretor-executivo, a sugestão para os municípios que não podem destinar resíduos para as CTRs é implantar estações de transbordo, já que o investimento é menor e a concentração desses resíduos são levados para as CTRs mais próximas.

O lixão é fonte potencial de vetores de várias doenças, provoca vulnerabilidade social, além de causar impacto visual negativo da região. Segundo Keylle Lima, o objetivo do Grupo Alagoas Ambiental, a exemplo do que acontece hoje na CTR Metropolitana, que há um ano funciona no município de Pilar, é contribuir para a preservação do meio ambiente e garantir melhor qualidade de vida para a população das regiões atendidas.

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