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Edição nº 901 / 2016

08/12/2016 - 20:38:53

Aumento de salário de vereadores revolta população

Projeto eleva vencimentos de R$ 3,5 mil para R$ 6 mil a partir de janeiro

Da Redação
Dirigentes da Câmara de Inhapi aprovaram aumento de salários

Revoltada com o aumento de 71% nos vencimentos dos vereadores de Inhapi, a população do município foi  às ruas e protestou  contra a medida tomada por seus representantes.O Projeto de Resolução (PR 01/2016) eleva salários de R$ 3,5 mil para R$ 6 mil e a verba indenizatória também foi reajustada, passando de R$ 1,5 mil para R$ 3 mil. A medida é válida para a legislatura que começa em 2017 e termina em 2020.  O protesto serviu ainda para alertar sobre a PEC 55 (antiga 241), que limita os gastos da União nos próximos 20 anos. Estiveram presentes a manifestação, os vereador Morcego que foi contra o projeto e Divan Ferreira que não compareceu a sessão, mas que demonstrou apoio contrário logo após a decisão.

A manifestação aconteceu no último dia 11, mas nas redes sociais o protesto continua. Em uma página do Facebook, foram estampadas as caras dos seis vereadores que votaram a favor do aumento. Laércio, Valter de Elias, Vaninho, Beto Malta, Benzol e Gilson Tenório seriam os beneficiados. Já Morcego, Alex, Márcio de Adelmo e Niquinha votaram contra o projeto, e não aparecem na postagem.

Com o tema “Dessa vez o golpe veio da Câmara de Inhapi/AL” as manifestações são as mais variadas. Na hashtags #COMPARTILHE #VEJA #QUEM #VOTOU #SIM os internautas dizem que “Inhapi quer respeito ao dinheiro do povo. Salário de vereador tem que ser um salário mínimo”.

O número de compartilhamentos da postagem foi bastante elevado, o que mostra a indignação da população. Há quem diga que “é uma vergonha o que esses cidadãos estão fazendo”. Outro, “Ainda bem q n moro mais no Inhapi e se morasse n votaria em nenhum desses” . E alguém foi mais longe: “Como não quebrar o Brasil com atitudes imorais de políticos como essa dos veradores de Inhapi, não é mesmo Senhor Valter de Elias? Enquanto enchem o bolso votando a favor de aumentar os seus já super salários, ainda conseguem zombar do povo carente defendendo uma PEC da qual não sabem nem o que significa. Só balançam a cabeça para os que estão no poder ordena. Hipocrisia...#MudaAlagoas.”

O Projeto de Resolução de autoria do vereador Valter de Elias foi aprovado no dia 8 de novembro. Segundo informações do site http://inhapiemfoco.com/, “a proposta pegou de surpresa alguns vereadores e bem como toda a população de Inhapi que entende o momento difícil evidenciado atualmente pela mídia nacional, e a grande crise dos municípios com a diminuição na arrecadação de recursos”.

Ainda segundo a publicação, “para que se torne lei o projeto precisa ser sancionado pelo prefeito Zé Cícero que já adiantou desconsiderar essa hipótese, pois o momento é de crise, tendo cada verba seu lugar destinado para a população inhapiense”.

No site correionoticia.com.br o assunto foi bastante explorado. Segundo o veículo, a atual folha de pagamento de vereadores (subsídios e verba indenizatória) é de R$ 55.000,00 por mês, o que equivale 45,83% do duodécimo que é de R$ 120.000. Com a medida, diz, a folha passará para R$ 99.000 mensal. Ou seja 72,20% do duodécimo de 2017, que será de R$ 125.000,00.

A polêmica parece não ter fim. Além da indignação da população, as informações são de que o prefeito José Cícero Vieira (PT) disse que se o projeto chegar ao gabinete vai vetar. Por outro lado, o vice-presidente da Câmara, Valter de Elias, garantiu que não há qualquer irregularidade, pois se trata de um projeto de resolução e para ser aprovado precisa apenas do voto da maioria, e foi o que ocorreu. Além do que, acrescentou, para se tornar válido, o PR 01/2016 não precisa de sanção do Executivo.

Vereador diz que 

ato será anulado

As mais diversas manifestações feitas pelos moradores do município de Inhapi, no Sertão de Alagoas, em protesto ao aumento de mais de 70% nos vencimentos dos vereadores parece que surtiram efeito imediato. Embora alguns vereadores afirmassem que o projeto era possível e que nem o Executivo poderia barrar, a questão tomou outro rumo e provavelmente a decisão vá de água abaixo.

Segundo o vereador Vaninho, que também votou a favor do projeto, após reunião com os demais representantes do povo, foi entendido que o cenário não é favorável a aumento e assim o ato poderá se tornar nulo. O vereador afirmou que ainda não tem data definida para a decisão ser anulada, mas provavelmente em 15 dias aconteça. “Será ato nulo. O aumento não pode acontecer”, garantiu Vaninho.

O jornal EXTRA tentou falar com o prefeito, mas não obteve êxito até o fechamento desta edição.

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