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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 900 / 2016

06/12/2016 - 11:35:46

Dr. Arnaldinho, o grande baluarte que materializou um sonho

J. Vieira Guimarães

Numa madrugada adornada de encantamento, do dia 24 de dezembro de 1981, mais precisamente às 03h45, cujo universo refletia o esplendor de um céu de verão estrelado e fascinante, enquanto a humanidade cristã ensaiava homenagens especiais em louvor ao aniversário do Nazareno – filho de Deus – um júbilo de magia desabrochava na terra de Jaciobá, com o coroamento, em êxtase jubiloso, uma família privilegiada comemorava o nascimento do primogênito Arnaldo Mendes Melo Filho, celebração materializada na Unidade Hospitalar Mista Dr. Djalma Gonçalves na bela e encantadora cidade alagoana, banhada pelo rio da Unidade Nacional, Pão de Açúcar.

Quis o destino que o belo rebento, com apenas 1 ano e 7 meses de idade fosse-lhe detectada, no seu frágil organismo físico, uma deficiência cardíaca congênita – denominada Tetralogia de Fallot.

Sob as bênçãos do Deus da vida e as mãos santas de renomados mestres que tanto orgulham a medicina alagoana, hoje, quiçá, brasileira, o pequeno infante vencia galhardamente seu primeiro desafio, submetendo-se a uma cirurgia cardíaca sob a maestria dos Drs. Cid Céllio Cavalcante e José Wanderley Neto e sua triunfante equipe, procedimento cirúrgico coroado de êxito no dia 4 de agosto de 1983.

Os anos avançavam a passos largos e o pequeno infante atingia a idade escolar, iniciando o primeiro degrau estudantil até alcançar a faixa etária em busca de seus sonhos – seguir a carreira da Medicina, cuja especialidade confundia-se com o seu primeiro desafio relacionado à cardiopatia congênita.

Sempre usei como lema, a pertinácia, como o grande fertilizante da esperança, para vencer as obstinações da vida e você Arnaldinho é um grande exemplo desse princípio filosófico.

Quão maravilhoso é para os que adoram os seus semelhantes e assistem em glorificação altruística o esplendor do seu irmão.

Se eu não tenho capacidade emocional de vangloriar a ascensão do meu semelhante, contrariando a célebre e imortal Palavra do Senhor, quando Ele proferiu em sábia lição: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei!”, sucumba-me a minha fraqueza humanitária e soterre-me o meu caráter de imagem e semelhança de Deus.

Arnaldinho, ninguém materializa um desejo de aspiração profissional só, somente só, porque o egocentrismo é incompatível à ascensão programada e desejada, primeiro porque Deus é o centro principal da glorificação dos sonhadores e a Família, com a força do altruísmo, é a anfitriã que mergulha sem medo de afogamento para enaltecer a vitória.

Arnaldinho, no Everest de sua vida, você lutou ardentemente sob o pálio da dignidade e da honradez e soube, com a fortaleza de seus propósitos, construir um templo de amor e de esperança, buscando alcançar com a proeminência de seus devaneios o “podium” de seus sonhos.

Arnaldinho, o desejo de homenageá-lo ultrapassa a ambição de vê-lo galgar o ápice da escada de Jacó, porque você é uma dádiva de Deus; é a fortaleza cromossomática do bem; é a esperança daqueles que suplicam o seu bálsamo medicamentoso.

Quando uma criança ou um ancião de parcos recursos financeiros suplicarem a sua complacência profissional, não hesite em acudi-los, porque os anjos da esperança serão eternamente agradecidos.

Que o juramento de Hipócrates seja para você a excelência indestrutível dos verdadeiros profissionais da Medicina.

Ninguém avança um amanhã promitente e avassalador se sua alma expurga a elevação do Cristo Ressuscitado.

Lembre-se que você foi escolhido para curar a matéria humana e o Deus da benevolência é o grande esteio da imortalidade espiritual.

Arnaldinho, somos mortais em matéria, todavia o espírito e a consciência deslumbram no horizonte eterno, como a estrela que brilha incandescente no universo e você recebeu do Criador o privilégio de poder comungar com os irmãos terráqueos, prolongando a vida material.

Arnaldinho, o amanhã reservar-lhe-á, na galeria dos grandes vultos da sapiência médica, um lugar de realce, que somente os dadivosos do Senhor poderão alcançá-lo.

Arnaldinho, não faça desse pergaminho uma moeda de troca, mas o eleve a grandeza dos que suplicam o exercício pleno de uma medicina desinteressada economicamente.

Nunca use o seu pergaminho dourado como instrumento de empáfia, de prepotência ou mesquinhez idolatrada, mas um “modus vivendi” enaltecendo o seu âmago de ser capaz de elevar os seus semelhantes ao ápice da vida material e tenha como paradigma o exercício pleno da consciência do dever cumprido, como forma inabalável de engrandecer o seu espírito, proporcionando ao Criador candelabros suntuosos e gratificantes.

Joaquim Nabuco, o grande estadista pernambucano, que adornou, no século XIX, o grandioso estado de Pernambuco, na hora de sua morte exclamou com a pujança de sua alma, expressando, diante do médico da família: “Doutor, sei que o meu corpo perece, porém, o meu espírito e a minha consciência tornar-se-ão fecundos e incólumes”.

Este, portanto, é o horizonte crepuscular do amanhecer que deve ser seguido por você, Arnaldinho, para o pleno contentamento de todos os seus familiares, amigos e colegas de profissão.

Arnaldinho, você foi sorteado para conviver coroado entre tantos monstros sagrados da Medicina, seja como estudante, seja como estagiário e não tenho o mínimo resquício de dúvida de que você permanecerá, como profissional a partir de hoje em diante, integrado no seio das celebridades que engrandecem a medicina alagoana.

Que a sinceridade do seu tio afim ecoe nos mais distantes rincões do nosso planeta, consagrando-o como um dos grandes profissionais do século XXI.

Que Deus, na sua infinita bondade o abençoe hoje e sempre.

Parabéns Arnaldinho.

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