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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 900 / 2016

06/12/2016 - 10:27:14

Gabriel Mousinho

Gabriel Mousinho

Fala-se muito nas candidaturas de Renan Filho e Rui Palmeira para o governo do Estado em 2018, mas ainda não pararam para avaliar a presença de JHC, que obteve grande votação para prefeito de Maceió nas últimas eleições.

Sua presença nas eleições de 2018 é certa. Não se sabe, porém, se JHC topa uma candidatura majoritária, ou se prefere ficar onde está com uma eleição praticamente garantida para deputado federal.

Esteja onde estiver, o apoio de JHC para qualquer candidato é muito importante, pois irá somar votos para quem se habilitar a disputar o governo do Estado. Como não pendeu para nenhuma das duas candidaturas no segundo turno para a Prefeitura de Maceió, JHC ainda é uma incógnita no processo eleitoral futuro.

Até o momento ninguém ainda se movimentou para fazer projeções para as próximas eleições sob a alegação de que ainda é muito cedo para discutir o pleito de 2018, mas diz um velho ditado que “quem é cocho parte cedo”.

Com absoluta segurança JHC será importante para qualquer candidatura, principalmente na capital do estado, onde obteve mais de 90 mil votos para prefeito. Subestimar seu apoio nos próximos anos é querer tapar o sol com a peneira. Por isso, é melhor se prevenir do que remediar.

Ano de aperto

Já não bastam as dificuldades para enfrentar, o governador Renan Filho será forçado a negociar reajustes salariais com várias categorias daqui pra frente. A primeira delas são os delegados de polícia, que querem equiparação salarial com desembargadores e a efetivação da carreira jurídica. 

Mesma linha

Os policiais civis não irão ficar atrás e começam a bombardear o governo por reajustes. O governo alega que o sindicato da categoria está num mundo fora da realidade e deverá engrossar as negociações. Com isso, greve à vista. Aliás, isso já se tornou comum nesta época do ano. Os policiais civis começam afirmando que faltam condições de trabalho mas, no fundo, no fundo, querem mesmo é reajuste salarial.

Época de crise

O governo do Estado, no momento, está preocupado com o pagamento em dia dos salários e do 13º. Falar em reajuste salarial neste momento é o mesmo que pregar no deserto. O governo sabe que enfrentará barra pesada nos próximos meses. 

Programado

Assessores do governador Renan Filho comentam nos bastidores de que a reforma no secretariado será pra valer. E deverá ser conhecida do final para a virada do ano. Ele quer recuperar o tempo perdido e refazer suas bases políticas pensando em 2018, quando será candidato à reeleição e fortalecer a candidatura do pai, senador Renan Calheiros.

Percorrendo o estado

Tão logo se livre dos vários e grandes compromissos em Brasília como presidente do Senado, Renan Calheiros descansará o final do ano em Maceió e viaja para a capital federal para terminar seu mandato na presidência do Congresso Nacional. Logo depois volta a Alagoas e começará uma visita aos municípios objetivando consolidar sua candidatura à reeleição. Até lá os acordos de Renan Filho já estarão em pleno funcionamento.

Mudanças pontuais

Ao contrário de Renan Filho, Rui Palmeira deverá fazer poucas modificações no seu secretariado. Algumas secretarias e o aproveitamento de alguns vereadores para dar lugar aos que não conseguiram se eleger para a Câmara. No mais, é tocar a bola pra frente e cumprir com os compromissos de campanha.

Insatisfação à vista

A aprovação da PEC sobre o Orçamento Impositivo pelos próprios deputados governistas é um sinal de que os parlamentares não estão nada satisfeitos com o tratamento que estão recebendo do Palácio dos Martírios. É um aviso de que podem virar a casaca nas eleições de 2018. Ou Renan Filho muda a forma de tratar os deputados de sua bancada, ou terá mais problemas pela frente.

Sobrevivência política

Deputados que preferem ficar no anonimato acham que chegou a hora de cobrar a fatura ao governador. Ou recebem afetos e gentilezas ou poderão transformar o Palácio num campo de guerra. O aviso foi dado.

Lava Jato vai           influenciar

As eleições de 2018 podem tomar um rumo diferente em Alagoas se aparecer as sentenças dos envolvidos na Operação Lava Jato. E existem possibilidades reais para isso. Basta o Supremo Tribunal Federal se dispor a dar uma resposta ao Ministério Público e consequentemente ao povo brasileiro. Se acontecer, a casa vai cair.

Água fria

Aprovação das medidas contra a corrupção e a proposta de penalização a juízes e procuradores é uma forma de a Lava Jato ir por água abaixo. Os deputados não se intimidaram com o clamor das ruas e mudaram totalmente o projeto inicial. Será um final de ano difícil para o Estado Brasileiro.

Preocupação

O senador Renan Calheiros está dando toda carga em Brasília para acampar em Alagoas a partir de fevereiro próximo. Ele sabe que não será fácil se eleger e eleger o filho. Votar em dois Calheiros numa eleição só é dose dupla.

Feijó no Peru

Alagoanos que se encontravam à porta do Hotel Hilton, em Lima, no Peru, para dar apoio à Seleção Brasileira de Futebol, se surpreenderam com a presença de Gustavo Feijó. Seu nome foi gritado por eles e um gaiato mandou Feijó voltar para Boca da Mata para cuidar da cidade.

Curiosidade

O jato da Polícia Federal estacionado no Aeroporto Zumbi dos Palmares na noite do último domingo deixou muitos alagoanos e políticos com a pulga atrás da orelha. Será que veio buscar alguém de Alagoas, se perguntavam passageiros que desembarcavam em Maceió. Soube-se, depois, que o jato viera buscar agentes para trabalhar em uma operação fora de Alagoas. Mas a qualquer dia ele vai sair daqui lotado, disse um deles.

Pra inglês ver

O governador Renan Filho tem destacado de que o estado de Alagoas deixou o primeiro lugar em violência no Brasil, mas o sentimento de quem mora por aqui é outro. Ninguém pode negar, entretanto, que a polícia tem feito o possível para melhorar a sensação de insegurança.

Estratégia

As obras em Maceió patrocinadas pelo governo do Estado vão continuar em ritmo acelerado. Essa é uma maneira de o PMDB ter um discurso mais forte nas eleições de 2018, para tentar recuperar o tranco que recebeu nas eleições para prefeito da capital.

Crise em Caruaru

Faz pena se visitar o Pólo de Caruaru, com as lojas vazias e a desesperança dos comerciantes nessa época do ano. Muitas lojas estão fechadas e outras talvez nem cheguem ao Natal. A crise tomou conta de um dos locais mais frequentados e a situação é idêntica na grande feira livre de roupas na cidade vizinha de Toritama. Nem os preços baixos atraem os consumidores.

Pra valer

O PSDB não está perdendo tempo e já faz planejamentos para 2018. Com um olho em uma vaga para o Senado, o ex-governador Téo Vilela tem organizado os encontros. Em Brasília, longe do burburinho local, a cúpula do partido se reuniu e não fez segredo: o objetivo é 2018.

Rui e Vilela

Os protagonistas, com o apoio de Rogério Teófilo, que ganhou as eleições em Arapiraca, são Rui Palmeira e o próprio Téo Vilela. Como são dois candidatos ao Senado, Rui deve marchar com Benedito de Lira e Téo, afastando assim qualquer possibilidade de acordo com a família Calheiros.

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