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Edição nº 900 / 2016

06/12/2016 - 10:24:59

Combate ao mosquito é preocupação nacional

Alagoas tem 24 municípios em situação de alerta ou risco de surto

Maria Salésia com assessoria
Camila Bastos disse que na UPA do Benedito Bendes os casos suspeitos são constantes

Febre alta, dores nas articulações, inchaço, dor de cabeça, manchas vermelhas na pele, tosse, vômito, perda de peso e náuseas são alguns dos sintomas da dengue, zika Virus e da febre chikungunya, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. E com a chegada do verão, as preocupações aumentam, embora  até outubro desse ano o Brasil tenha registrado 1.458.355 caso de dengue, queda de 5,5%  comparado ao mesmo período de 2015.  Em Alagoas, 24 municípios encontram-se em situação de alerta ou risco de surto. Até 24 de novembro foram recebidos 93 casos suspeitos de microcefalia por infecção do vírus zika residentes em Maceió, destes, 28 confirmados.

O jornal EXTRA esteve nas unidades de Pronto Atendimento (UPAs), do Trapiche da Barra e no Benedito Bentes, em Maceió, para colher informações sobre o número de atendimentos de pacientes com os sintomas da doença. Na Unidade do Trapiche, a informação foi de que apenas a assessoria de comunicação poderia responder. O assessor, por sua vez, disse que iria enviar as informações necessárias, mas até fechamento desta edição não atendeu ao pedido.

Na unidade do Benedito Bentes, a diretora administrativa Camila Bastos informou que os dados são encaminhados para vigilância epidemiológica, mas todos os dias são atendidas pessoas com sintomas da doença. Inclusive, afirmou que quando há suspeita de que o paciente esteja com a doença, o material é recolhido na UPA e encaminhado para análise. Em visita à unidade, a reportagem encontrou várias pessoas com as mais variadas queixas. Entre elas a dona de casa Maria José que reclamava de fortes dores de cabeça, febre e indisposição. “Parece que meu corpo vai se quebrar. Não sei como um mosquito tão pequeno faz um estrago tão grande”, comparou, se referindo ao Aedes aegypti.

LEVANTAMENTO

Segundo levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2016, realizado pelo Ministério da Saúde em parceria com a prefeituras, 24 municípios alagoanos encontram-se em situação de alerta ou risco de surto de dengue, chikungunya e zika. Diante dos números, a nova campanha para combater o mosquito transmissor das três doenças chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya.

Os municípios alagoanos de Major Isidoro, Girau do Ponciano, Arapiraca, Taquarana, Teotônio Vilela, Ouro Branco, Olho d´Água das Flores e Plameira dos Índios estão em risco. Outros 16  estão em alerta e 14 em situação satisfatória. 

“Para este ano, esperamos uma estabilidade nos casos de dengue e zika. Como chikungunya é uma doença nova, e muitas pessoas ainda estão suscetíveis, pode ocorrer aumento de casos ainda este ano”, explicou o ministro Ricardo Barros. Ele afirmou ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) está qualificado e preparado para o atendimento destas pessoas.

Das 22 capitais que o Ministério da Saúde recebeu informações sobre o LIRAa, apenas Cuiabá (MT) está em situação de alto risco. Já Maceió não enviou informações ao Ministério da Saúde.

DIA DE COMBATE 

A nova campanha do Ministério da Saúde, de conscientização para o combate ao mosquito, chama a atenção para as consequências das doenças causadas pela chikungunya, zika e dengue, além da importância de eliminar os focos do Aedes. “Um simples mosquito pode marcar uma vida. Um simples gesto pode salvar”, alerta a campanha, que será veiculada na TV, rádio, internet, redes sociais e mobiliários urbano (ponto de ônibus, outdoor) no período de 24 de novembro a 23 de dezembro. 

Nesta sexta-feira, 2, será realizado o Dia Nacional de Combate ao Mosquito, com ações integradas e simultâneas em todas as capitais do País, articuladas com prefeituras, governos estaduais e população.  

Em Maceió, o ministro dos Transportes, Portos e Aviação, Maurício Quintella, junto com o prefeito Rui Palmeira e agentes de saúde, visitarão residências no bairro da Santa Lúcia para conscientizar a população sobre a importância do engajamento de todos na luta contra o Aedes aegypti.

Maceió registra aumento no número de casos 

De acordo com o Boletim Epidemiológico nº 46 (relativo à semana de 13 a 19 de novembro), foram notificados 4.552 casos de dengue na capital alagoana. No mesmo período de 2015 foram notificados 3.703 casos. Já com relação aos casos de dengue com sinais de alarme foram registrados 54 em 2015 e oito este ano. Os de dengue grave foram oito em 2015 e dois este ano.

O documento indica ainda que em 2016 foram notificados 5.853 casos de febre chikungunya, 224 confirmados por laboratório, 3.757 por critério clínico-epidemiológico e os demais estão em investigação. Foram registrados 36 casos graves, 16 confirmados, seis descartados e os demais estão em investigação. Em 2015, no mesmo período, foram notificados 85 casos, 27 confirmados e 58 descartados.

O boletim aponta também que foram notificados 5.962 casos suspeitos de zika vírus, sendo 352 gestantes com dois casos graves. Do total, 142 casos foram confirmados por exame laboratorial e 3.713 por critério clínico-epidemiológico. Em 2015 foram notificados 3.928 no mesmo período, sendo 15 confirmados por exames de laboratório e 3.910 por critério clínico-epidemiológico.

Vale ressaltar que até 24 de novembro deste ano foram recebidos 93 casos suspeitos de microcefalia por infecção do vírus zika em Maceió. Destes, 45 foram descartados e 28 confirmados como microcefalia, possivelmente relacionados ao zika vírus. Houve um óbito.

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