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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 899 / 2016

28/11/2016 - 19:20:58

Quem faz a redação hoje

Material humano do semanário é composto por profissionais da melhor qualidade

Maria Salésia [email protected]

Pela redação do mais antigo semanário em ação do estado de Alagoas, o EXTRA, já passaram profissionais da melhor qualidade, pessoas de boa índole e outros duvidosos. Nestes 18 anos de existência muitas águas rolaram e todos os colaboradores que por aqui passaram têm uma história ou muitas para contar. Mas nem todas as pessoas acreditavam em sua vida longa e havia quem dissesse que o tablóide não teria um mês de vida. Ledo engano. Se tivesse apostado teria passado vergonha. Hoje, o EXTRA é bem visto pela opinião pública e reconhecido por seus fiéis leitores. 

A credibilidade vem desde sua criação e o compromisso com a verdade dos fatos é o que move a redação. Atualmente, e não poderia ser diferente, a equipe é composta por jornalistas experientes, outros jovens, porém destemidos e que se notabilizam pela coragem e ousadia. Tudo para deixar a população bem informada. 

Não é a toa que o jornalismo independente praticado no EXTRA é sua marca registrada nestes 18 anos de existência. O jornal inquieto, com trabalho consolidado, sério, honesto e que incomoda a muita gente busca atuar com transparência, proporcionando espaço a todas as vertentes de opinião.

Citar nome de quem deu sua contribuição para que o EXTRA chegasse à maioridade com toda vitalidade talvez não coubesse em uma página. Assim, nos detemos a falar da atual redação do semanário.

É no batente do dia a dia que os jornalistas Fernando Araújo, Vera Alves, João Mousinho, Maria Salésia, José Fernando Martins e as estagiárias Jullyane Farias e Anna Elís Laurindo lapidam informações, investigam, apuram e publicam a verdade dos fatos. Mas a equipe conta ainda com o reforço dos colaboradores Odilon Rios, Valdete Calheiros e dos colunistas Jorge Oliveira, Gabriel Mousinho, Pedro Oliveira, Claudio Vieira, Jorge Moraes, Alari Romariz, Jair Pimentel, Fernando Calmon, José Arnaldo Lisboa, Roberto Baia e João de Deus, além do contato comercial Jacinto Santos e o diretor comercial Afrânio Bastos.  

Nestes 18 anos do EXTRA, o editor Fernando Araújo tem lutado para manter o semanário em atividade. No artigo “Jornalismo e Poder”, que escreveu em outubro de 2001, ele sintetiza o exercício da profissão, ao assinalar que “mais que uma ocupação, o jornalismo deve ser encarado como sacerdócio, a exigir vocação, desprendimento, senso crítico e sobretudo dignidade profissional... Nesse emaranhado de interesses, a profissão de repórter se transforma num desafio diário do fascínio que o poder oferece onde muitos sucumbem”.

O projeto gráfico, sob responsabilidade de Paulo Holanda, tem passado por várias mudanças, para melhor servir à sociedade. Com a mesma independência editorial, o atual projeto veio para rejuvenescer o semanário e tornar mais dinâmico. Vale ressaltar que desde 2007 Holanda conta com a colaboração do arte-finalista e webdesigner Fábio Alberto, que chegou para somar a equipe EXTRA.

E para comemorar os 18 anos, a sede do EXTRA vai ganhar cara nova. O local passará por reforma e ambientação. O arquiteto Lucas Vicente, responsável pelo projeto, disse que a redistribuição dos espaços é para que os profissionais da redação possam trabalhar em ambiente mais amplo e acolhedor. 

“Um ambiente planejado deixa o espaço de trabalho mais produtivo e aconchegante”, garantiu o arquiteto. 

E para fechar com chave de ouro o ano em que alcança sua maioridade, o EXTRA ALAGOAS venceu uma categoria e foi finalista em outra no VII Prêmio Sincor de Jornalismo Alberto Marinho, evento realizado no último dia 16, em Maceió. José Fernando Martins, coordenador do site NOVO EXTRA, foi o vencedor pela categoria Webjornalismo. Já as jornalistas Vera Alves e Valdete Calheiros foram finalistas na categoria Jornal Impresso. A premiação é uma parceria do Sindicato dos Corretores de Seguros de Alagoas com o Sindicato dos Jornalistas de Alagoas (Sindjornal).


Em 2014, a chefe de Redação e repórter Vera Alves deu outro prêmio ao semanário. Foi a vencedora na categoria Jornalismo Impresso - Informação Política/Econômica do Prêmio Braskem de Jornalismo, considerado o Oscar do jornalismo alagoano.

Semanário relembra colaboradores que partiram para outro plano 

O Jornal EXTRA DE ALAGOAS nasceu há 18 anos e desde então tem causado rebuliço na imprensa alagoana. Pela redação da antiga Cooperativa dos Profissionais de Comunicação do Estado de Alagoas (Copcom) e atual Editora Novo Extra, passaram vários profissionais que deixaram saudades, seja pelo comprometimento, pela responsabilidade, pelo profissionalismo ou simplesmente pelo companheirismo, mas que já partiram para outro plano. E para fechar o mês de comemoração do aniversário do EXTRA, nesta edição, iremos homenagear alguns desses colaboradores, sem esquecer de citar outros, a exemplo de Gui Palmeira, articulista que usava toda sabedoria para enaltecer as páginas do EXTRA com assuntos atuais. 

MENDONÇA NETO

O jornalista, advogado, ex-deputado federal e ex-deputado estadual Mendonça Neto, foi um dos grandes colaboradores que passou pelo EXTRA e deixou saudades. Com texto polido, culto e rico vocabulário, Mendonça tinha facilidade não apenas para oratória, mas também para escrever. E todas as sextas-feiras, seus fiéis leitores - que eram muitos - iam às bancas comprar o EXTRA para saber o que o jornalista tinha escrito naquela edição.  Cada semana, um novo texto, uma nova surpresa, uma nova polêmica, uma nova lição. E assim Mendonça colaborou por muitos anos até que no dia 10 de novembro de 2010, aos 65 anos, “a voz que não se cala”, como era conhecido, se calou. Antônio Saturnino de Mendonça Neto morreu vítima de um câncer. Na ocasião, o governador em exercício, José Wanderley Neto, decretou luto oficial por três dias pela morte do também escritor. 

RÓDIO NOGUEIRA

O que dizer de um sertanejo lá de Santana do Ipanema que, apaixonado pelo jornalismo, em 1976 pede demissão do banco em que trabalhava como caixa e vai estagiar sem remuneração no Jornal de Hoje? Esse era Ródio Nogueira Barros que até 2010 atuou no EXTRA. Todas as tardes ele chegava à redação com novas e velhas histórias para contar. No universo policial, se alguém queria alguma informação, não importava o ano, bastava recorrer ao Ródio. Mente brilhante, contava cada detalhe de crimes bárbaros, de mando, traição e tudo mais que povoava as páginas policiais. No entanto, a categoria, mais uma vez, teria que somar nova perda. No dia 2 de maio de 2011, aos 61 anos, Ródio morreu vítima de cirrose hepática. Com seu estilo inconfundível de apurar e escrever reportagens policiais, Ródio conquistou respeito entre as suas fontes e reconhecimento profissional dos diferentes segmentos da sociedade. 

Ao completar um ano do jornalismo alagoano sem Ródio, sua filha, a também jornalista Adelaide Nogueira, escreveu uma crônica emocionante intitulada “Saudade de você”. Entre tantos relatos, lembrou a frase em que o “escritor disse que ‘a gente não morre, fica encantado’. Depois de sua partida, tive certeza da verdade da frase. Muito obrigada pela vida linda que você me deu, pelos carinhos, ensinamentos e por tudo que um pai pode proporcionar”. 

JOSÉ ARÁBES

A gargalhada do jovem jornalista José Arábes Dias Filho era inconfundível na redação do jornal EXTRA. Profissional conhecido pelo companheirismo e pela generosidade com os colegas, Arábes estava sempre em busca da melhor notícia. Mas na sexta-feira, 13 de junho de 2014, o jornalismo alagoano amanheceu de luto. Aos 34 anos, Arábes dava adeus aos parentes e amigos. Ele lutava contra uma leucemia descoberta recentemente. 

NUNES LIMA

Falar de Nunes Lima - o Pessoa como era conhecido, é muito fácil. Mas vasculhando os arquivos encontramos um artigo feito pelo jornalista Odilon Rios que tão bem retrata quem foi o Nunes. O texto intitulado “O tamanho de Nunes Lima, em um envelope amarelo” diz que “Uma boa lembrança do chargista Nunes Lima - que morreu ontem aos 80 anos- será a costumeira viagem de ônibus às quartas-feiras, ao Farol. Nunes trabalhou na Gazeta de Alagoas como chargista, mas seus causos eram contados no jornal Extra. 

Os causos eram retalhos vistos por Nunes da realidade. Não se sabia de seus homens ou mulheres até que ponto eles existiam na realidade ou estavam na fantasia daquele homem baixo, calça comprida social bem passada, a camisa impecável e os cabelos brancos levemente penteados. Tudo simples, como Nunes sempre será. Mas, os personagens estavam lá escritos, na folha de papel da máquina de escrever, estiloso, fartamente corrigido de caneta, e entregue em um envelope amarelo na redação. Nunes falava pouco. 

- Grande Nunes, como vai? 

- Grande nada, sou pequeno. O homem dos causos passava anônimo entre tantos. Ali era o menor mesmo. Porque o seu tamanho estava naquele envelope amarelo”.

Em outubro de 2001 ele resolveu publicar a crônica “Nunes Lima, por ele mesmo”. E assim escreveu: “Sou alagoano, inventado no ano de 1931, em Bebedouro. Jornalista profissional, há mais de 20 anos militando na imprensa local, e chargista por obra e graça do acaso. .. o que aprendi, aos trancos e barrancos, tem dado para ir enfrentando as carrancas da vida. Pra mim, ‘tubem’. Obrigado”. E esta doçura e competente “Pessoa” em 4 de julho de 2011 morre aos 80 anos.

CLÁUDIO CANUTO

Cláudio Canuto era daquelas pessoas que não passava despercebida. Seja por seu tamanho “avantajado” ou simplesmente pela simpatia ímpar. Ele emprestava sua desenvoltura e inteligência às páginas do EXTRA com textos inteligentes e baseados em informações contundentes. Mas um fato que marcou a passagem do sociólogo e professor universitário Magal (apelido carinhoso) foi o especial que ele escreveu no EXTRA sobre o atentado terrorista às Torres Gêmeas do World Trade Center, nos EUA, em 11 de setembro de 2001. “A maios poderosa potência militar de todos os tempos, curvou-se a golpes de sabre diante de terroristas”.  Em abril de 2010, quase nove anos depois, já fora da redação do EXTRA, Cláudio Canuto morre sem ter tido tempo de se despedir dos amigos.

ÁLVARO TOJAL 

O jornalista Álvaro Luiz Soares Tojal também teve sua passagem pela redação do EXTRA. Não há como esquecer, bem no início do semanário, a Coluna “As Certinhas do Tojal”. Algumas fotos até eram polêmicas, mas o jornalista não dava  importância e ria das críticas. Brincadeiras à parte, Tojal era um profissional respeitado e querido no meio. No dia 11 de outubro de 2005, aos 43 anos, Alvinho morreu em acidente automobilístico, no trevo da Praia do Gunga.

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