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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 899 / 2016

28/11/2016 - 19:17:52

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

De olho em 2017

Se a Proposta de Emenda Constitucional 55 for aprovada pelo Senado (já foi pela Câmara) e sancionada pelo presidente da República, começa a valer a partir de janeiro. Isso significa que o governo vai cortar seus gastos durante a vigência da lei, que será até 2037, após quatro sucessores. Eu estarei com 85 anos. Meus ancestrais tiveram uma boa longevidade, sempre acima dos 80 anos. Rezo para que acompanhe toda essa trajetória do nosso País, cujo presidente, deputados e senadores, apresentaram um orçamento para 20 anos. Algo impossível de acontecer numa verdadeira democracia com o voto popular elegendo seus políticos. Mas no Brasil tudo pode, exatamente por não ser um País sério. 

E vem mais reformas por aí: previdenciária e trabalhista, sempre com o governo querendo tirar direitos constitucionais dos trabalhadores. Já privatizou o pré-sal (que era exclusivo da Petrobras), e o desmanche das demais estatais já começou: Banco do Brasil, Caixa Econômica e Correios. Isso significa mais demissões em massa, fim da estabilidade dos servidores públicos, para que haja a paridade com os colegas da iniciativa privada, podendo ser demitidos quando o patrão (governo) quiser.

Inflação

Vai continuar sendo controlada pelo governo, como acontece desde a adoção do Plano Real, há 16 anos, com as taxas de juros elevadas, para inibir o consumo e o dólar aumentando também, beneficiando os exportadores. O Brasil é o maior produtor de soja, café e açúcar, além de carne bovina e frango, assim como de minério de ferro. A abertura econômica beneficia os asiáticos com seus produtos mais baratos do que os similares nacionais, já que o custo de produção deles é infinitamente inferior ao do Brasil.

Juros

A chamada Taxa Selic, que funciona entre bancos, não atinge o consumidor, que paga muito mais quando toma um empréstimo bancário, usa o cartão de crédito parcelado e o cheque especial. Evite esses mecanismos de crédito, optando pelas compras à vista, exigindo um bom desconto. 

Poupança

Procure separar 10% do que ganha para aplicar numa caderneta de poupança, investimento seguro, que não paga impostos e tem liquidez imediata, ou seja, pode ser sacada a qualquer dia, enquanto os fundos de renda fixa têm prazo e paga impostos e taxas. Pela primeira vez, há vários anos, a caderneta de poupança rendeu mais do que a inflação. 

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