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Edição nº 899 / 2016

28/11/2016 - 19:16:32

Centrais de tratamento são citadas em reunião da AMA

CTR Metropolitana e CTR Agreste são apresentadas aos novos prefeitos

Assessoria
Tratamento adequado de resíduos sólidos foi debatido na AMA

A Associação dos Municípios Alagoanos (AMA) reuniu, na manhã da terça-feira (22), os prefeitos eleitos e reeleitos de Alagoas em torno dos desafios a serem enfrentados a partir de janeiro de 2017. Um dos debates principais teve como tema a correta destinação dos resíduos sólidos e a necessidade da eliminação de lixões a céu aberto no interior do Estado. Na ocasião, as Centrais de Tratamento de Resíduos (CTRs) Metropolitana, em Pilar, e do Agreste, entre Craíbas e Arapiraca, foram citadas por especialistas e autoridades estaduais como possíveis soluções para os municípios situados no entorno das duas centrais. O Grupo Alagoas Ambiental é responsável pela implantação de ambas e esteve representado na reunião.

“É importante lembrar que estamos à disposição dos municípios alagoanos para colaborar da melhor forma possível para a solução desse problema. Nosso objetivo enquanto grupo privado é apoiar as iniciativas que visem cumprir a legislação e proteger, dessa forma, o meio ambiente e a saúde das pessoas”, destacou o diretor executivo do Grupo Alagoas Ambiental, Keylle Lima. Além do presidente da AMA, Marcelo Beltrão, participaram das discussões o secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, o diretor-presidente do Instituto do Meio Ambiente (IMA), Gustavo Lopes. A palestra que abriu o debate foi do engenheiro químico Paulo Mesquita, que apresentou a experiência exitosa de São Luís, capital do Maranhão.

Como especialista, Paulo Mesquita explicou as diferenças entre lixão, aterro sanitário e aterro concentrado e apontou as centrais de tratamento de resíduos sólidos como saídas ambientalmente responsáveis para os municípios que ainda se utilizam de lixões. “Além de respeitar a legislação, os gestores que aderem a políticas responsáveis de destinação de resíduos estão dando o tratamento adequado ao lixo produzido em seus municípios, eliminando riscos de contaminação do solo, preservando meio ambiente e, principalmente, a população”, garantiu o engenheiro maranhense. 

Para o secretário Alexandre Ayres, o Governo do Estado tem se empenhado em trabalhar junto aos municípios, AMA e Governo Federal para cumprir a legislação e eliminar os lixões. “Alagoas conta atualmente com quatro possíveis saídas para a destinação correta de lixo, os aterros sanitários do Sertão e do município de Maceió e as centrais de resíduos da região metropolitana em Pilar e do Agreste. No entanto, lembro que existe uma necessidade por parte dos municípios e uma preocupação do Governo em abraçar a educação ambiental junto à população, já que a coleta seletiva influencia diretamente na gestão responsável dos resíduos sólidos”, destacou o secretário. 

O Instituto do Meio Ambiente, por sua vez, continua com o trabalho de acompanhamento junto às prefeituras. Segundo o gerente de Monitoramento e Fiscalização do órgão, Ermi Ferrari, 47 prefeituras foram autuadas no último ano. “Todas as infrações foram motivadas por disposição irregular de resíduos sólidos”, afirma. 

Segundo o diretor-presidente do Instituto, Gustavo Lopes, a solução definitiva não é simples de ser alcançada, já que é preciso esforço político para resolver o problema. “Já existem alternativas para destinação correta no Estado. Em outubro, por exemplo, notificamos o Consórcio do Agreste para que as prefeituras consorciadas passassem a destinar corretamente seus resíduos, principalmente agora com a CTR Agreste em fase de conclusão”, diz.

Por fim, o presidente da AMA, prefeito Marcelo Beltrão, destacou que não se trata apenas de um problema dos municípios. “O gestor público quer cumprir a lei, entidades municipalistas como a AMA têm tentado sensibilizar os Estados e a União para a necessidade de uma solução conjunta, que dê um basta definitivo aos lixões, permitindo a defesa do meio ambiente e uma melhor qualidade de vida para a população”, conclui Marcelo Beltrão.  

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