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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 899 / 2016

28/11/2016 - 18:52:28

Gabriel Mousinho

O crime do caixa 2

Gabriel Mousinho

O Congresso trabalha para tentar reverter a criminalização do caixa 2 de campanha. Seria uma espécie de anistia, tema condenado pela Justiça, pelo Ministério Público e naturalmente pela população brasileira.

O caixa 2 de campanha sempre foi utilizado de forma sorrateira, com dinheiro abastecido nas campanhas políticas de forma duvidosa, como a sua própria origem. No caixa 2 perde todo mundo. Perde o brasileiro e os governos federal, estadual e municipal. Essa tropa não recolhe impostos e muitas das vezes os recursos são oriundos de corrupção.

Passar uma anistia no Congresso Nacional para proteger grandes figurões da República é atentar contra o Brasil e a democracia. Enquanto não houver punições exemplares aos que dilapidam os cofres públicos, desviam dinheiro escancaradamente no superfaturamento de obras como tem constatado a Lava Jato, não se vai a lugar nenhum.

Que esse caixa 2 de campanha seja punido severamente pela Justiça colocando seus transgressores na cadeia, dando exemplo às futuras gerações. Depois da Lava Jato não se pode ter retrocesso nesse país. O povo está de olho e a possibilidades de tentar enganar a população e proteger criminosos já não cabem mais no nosso Estado Democrático de Direito. Que o Supremo Tribunal Federal esteja atento, para não permitir mais uma bandalheira que está preste a ser concretizada.

Alto lá

O governador Renan Filho vai ter muito trabalho nesses próximos dois anos de mandato para conter a volúpia de alguns deputados que podem complicar a situação financeira já cambaleante do Estado. Reajustes salariais para servidores, comissionados e até um trem da alegria já andam falando nos bastidores da Assembleia Legislativa.

Contrariando

Mesmo que não exista muita simpatia da alta cúpula do governo de Alagoas pelo vice e secretário de Educação, Luciano Barbosa, não há como negar o seu trabalho desenvolvido nos últimos dois anos. Barbosa recuperou escolas, manteve o ritmo do ensino público e implantou escolas de tempo integral.

Para a Saúde

Os boatos são de que Luciano deveria ser remanejado para a pasta da Saúde, com o governador Renan Filho negociando espaço político para seus projetos daqui a dois anos. Nada certo, mas a reforma política está em curso no Palácio dos Martírios.

Ainda tem força

A derrota para a Prefeitura de Arapiraca não pode ser creditada unicamente a Luciano Barbosa. Afinal de contas ele não era o candidato e toda vez que se candidatou ganhou as eleições. A derrota foi fruto de uma má administração de Célia Rocha e de uma campanha mal feita a exemplo de Maceió com Cícero Almeida.

Experiência ruim

Coincidência ou não, todos os candidatos a prefeito dos municípios com maior número de votos onde o governador Renan Filho se aproximou, perderam. É por isso mesmo que o senador Renan Calheiros deve tomar as rédeas de futuras campanhas para não ter surpresas desagradáveis.

Pilantragem

A Polícia, o Ministério Público e a Justiça devem ficar atentos aos grandes volumes de cheques sem fundos que circulam em Alagoas através de alguns prefeitos em fim de mandato. Manoelzinho, de Jacuípe, por exemplo, tem cheque sem fundo na praça em nome da prefeitura no valor de 80 mil reais da Caixa Econômica Federal. Bem que a Polícia poderia dar uma chegadinha por lá.

Inadimplência assusta

A inadimplência no comércio de Maceió tem assustado todos os comerciantes. Os últimos levantamentos apontam que os devedores chegam a 19,6%, sendo que 46% não têm como pagar suas dívidas nos próximos três meses. Este é o perfil do nosso consumidor. Os lojistas com crédito próprio estão chamando os devedores para uma composição, com desconto nos juros e prazos mais generosos para resolver a situação. 

Dezembro pobre

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Fernando Azevedo, a perspectiva de vendas para o Natal é ruim. A contratação de pessoas para as lojas é praticamente zero e a capacidade de arrecadação é cada vez pior. Com isso, perdem os comerciantes, o município e o Estado na arrecadação de tributos.

Reforma

O governo do Estado deve virar o ano já com sua reforma no secretariado pronta. Esta seria a decisão do governador Renan Filho para reunir novas forças políticas numa projeção para o ano de 2018, quando deverá ser candidato à reeleição.

Notas vermelhas

A “escolinha” do governador voltará a avaliar todo o secretariado. Alguns com notas generosas, outros com notas vermelhas e que deverão deixar as funções no final de dezembro ou começo de janeiro.

Composição

As modificações passam naturalmente pelo crivo político. Com eleições daqui a dois anos, Renan Filho quer reunir as maiores forças políticas do Estado para aumentar sua musculatura com relação ao ano de 2018. E tem uma missão difícil nessa escolha: não errar nas suas projeções para não chorar o leite derramado.

Trégua

Depois de esfriarem a cabeça, Renan Filho e Rui Palmeira retornam às atividades e planejando novas ações para o próximo ano. A princípio em 2017 não haverá novidades políticas, mas em 2018 tudo volta com carga total, quando estarão novamente em lados opostos.

Definido

O vereador Kelmann Vieira deverá ser mesmo eleito novamente para a presidência da Câmara pela maioria da Casa de Mário Guimarães. Fez um bom trabalho e conta com o apoio incondicional do prefeito Rui Palmeira. A disputa, agora, é do restante da Mesa Diretora.

Reforço

Experiente, bem relacionado e influente no meio político, o vereador Sílvio Camelo, reeleito com boa votação em Maceió, poderá fazer parte da Mesa Diretora. Seria um grande reforço para Kelmann Vieira.

Aposta

Mesmo sendo seu sogro, o deputado em exercício Cícero Cavalcante, ligado umbilicalmente aos Calheiros, Kelmann Vieira tem uma postura bem diferente. Saiu do PMDB, filiou-se ao PSDB e será um forte reforço na campanha de 2018.

Nebuloso

Na Assembleia Legislativa, a exemplo de anos anteriores, os deputados ainda irão decidir quem comandará a instituição nos próximos dois anos. Ser for utilizado o mesmo processo de antigamente o novo candidato deve fazer o mesmo: a criação de novos cargos comissionados para garantir a eleição.

Palmas para o Uber

Maceió parece que anda na contramão da história. Um projeto do vereador Galba Novaes proíbe a instalação do Uber na capital, exatamente um sucesso em outras cidades do Brasil. Com o Uber o passageiro é mais bem atendido, os carros geralmente são novos, servem água e balas e os preços chegam até à metade dos cobrados pelos táxis convencionais.


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