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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 898 / 2016

22/11/2016 - 10:10:45

O prefeito do centenário

Jorge Morais

Segundo levantamentos e estudos feitos há dois anos, as estatísticas apontam Arapiraca entre as 20 cidades que mais vão crescer nos próximos vinte anos, em todo o Brasil. Essas cidades vão se desenvolver no aspecto urbanístico, em população e no seu desenvolvimento natural. Consequentemente, vão crescer, também, em problemas, caso não comecem a se preparar a partir de agora. Ou melhor: isso já devia ter sido feito nas áreas do saneamento básico, habitação, educação, saúde e segurança pública, pelo menos.

Há poucos dias, conversei com o prefeito eleito Rogério Teófilo e lembrei o fato de que ele pode ser o prefeito do centenário, já que Arapiraca fez 92 anos, no último dia 30 de outubro, e como ele assume em 2017, mais um mandato lhe dará essa possibilidade. Como resposta, antes daquela gargalhada já muito comum nele, respondeu que é candidato a trabalhar muito pelo município. Disso não temos a menor dúvida.

Rogério Teófilo aguardou 20 anos para conquistar esse direito. Nesse período, foi vice-prefeito sem gabinete e não assumiu nenhum dia, viu a dupla Luciano Barbosa e Célia Rocha governar a cidade e ficou só olhando, tentando o cargo algumas vezes, sendo derrotado pelas urnas. Dessa vez foi bem diferente. Quando se imaginava mais uma derrota para o grupo Teófilo, até pelos números da campanha sempre ocupando o terceiro lugar, surpreendeu, virou o jogo e ganhou a eleição.

Pelo tempo que levou para ser eleito prefeito, pelos projetos que tem para desenvolver a cidade e pelo desejo de acertar, o que lhe garante um novo mandato, que seria o do centenário, acredito que ele está muito bem preparado para governar a cidade de Arapiraca. Esse tempo todo buscando essa oportunidade, assumindo cargos no Legislativo e no Executivo, serviu como uma escola, um aprendizado que, agora, terá a oportunidade de poder executar.

Mas, vai ser fácil? Claro que não, até porque o que é fácil já foi feito. Ele vai ter que montar uma equipe mais técnica do que política (política quem faz é o prefeito); mandar arregaçar as mangas da camisa; deixar o ar-condicionado dos gabinetes desligados; colocar os pés nas ruas; desenvolver projetos e executá-los. Diferente disso deixará passar o bonde da história (Centenário/2024); decepcionará ao próprio prefeito, que trabalhou para isso durante 20 anos; e, especialmente, o eleitor que acreditou na mudança.

A partir de 1º de janeiro de 2017, Rogério Teófilo, obrigatoriamente, passa a incorporar ao seu nome a palavra “trabalho”, o que não deve faltar nesse primeiro mandato, como ele mesmo disse lá no início do texto, que é candidato a trabalhar muito por sua cidade, e quem o conhece mais de perto, sabe dessa sua determinação para tanto, sendo nesse sentido a resposta que precisa levar para os arapiraquenses, que lhe deram uma vitória em uma disputa dada como perdida, contra os grupos do governador Renan Filho, do vice-governador e ex-prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa, e da atual prefeita Célia Rocha.

Acredito que, com esse artigo, pelo pouco que conheço, reduzo as possibilidades do nome de Rogério Teófilo fazer parte de alguma chapa para o Governo de Alagoas em 2018. Não acredito que uma pessoa que lutou tanto para governar a sua cidade possa, em dois anos, abrir mão desse projeto como ambição ao governo. Então, quem imaginava a dupla RR (Rogério e Rodrigo Cunha) nas próximas eleições, pode começar a fazer uma nova composição na escolha de outros nomes bem diferentes disso. É o que penso.

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