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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 898 / 2016

22/11/2016 - 10:10:06

A educação no combate à pobreza

FERNANDO LIRA

O País, Estado e Município que possuir altos índices de pobreza têm dificuldades enormes para iniciar e desabrochar processos vigorosos de desenvolvimento, já que pobre é vítima de uma armadilha em forma de ciclo, gerando altos índices de ignorância e, consequentemente, mais pobreza. Assim, nesse movimento circular a ignorância é alta, a educação é baixa, sem qualidade e condições para romper esse ciclo vicioso: pobreza = ignorância=pobreza

Nesse movimento pendular onde os dois polos representam a pobreza, à medida que a educação vai avançando a ignorância tende a diminui em proporção exponencial gerando uma sociedade, aonde a ignorância e a pobreza vão sendo eliminadas, para dar lugar à educação, cultura, inteligência criativa, mobilidade social, alta produtividade e com ela, aumento da renda mediana, assim, ao alcançar esse novo estágio de renda cresceste a sociedade entra em outro círculo virtuoso: pobreza = educação=renda média=desenvolvimento humano

Ao gerar esse novo nível econômico, social e político a população e, especialmente, os trabalhadores, não param mais de estudar: se atualizando, galgando novos postos de trabalho, ao mesmo tempo em que sua renda média se eleva e se expande no seio da população, forma uma ampla classe média, que vai servir de âncora para o desenvolvimento saudável e progressista.

A partir desse ponto todas as dificuldades básicas do desenvolvimento, sejam elas financeira ou material, estão sendo superadas pela criatividade e aumento progressivo da produtividade de todos os fatores de produção, em direção à sociedade mais igualitária, evitando desse modo o crescimento econômico desigual e injusto. A sociedade igualitária aumenta com o avanço, em todos os sentidos, do progresso econômico.

Já no processo de crescimento sem educação qualificada da população, a distribuição da riqueza gerada é muito frágil e desigual entre as pessoas e entre a micro, macro e grandes regiões. É assim que muitas regiões que parecem ricas, quando ocorre um fenômeno novo, elas sucumbem economicamente, pois seu desenvolvimento não é sustentado no tempo. Nos casos em que a produção de riqueza ultrapassa o nível da pobreza e isso não se dá pelo aumento generalizado da produtividade, a sustentação desse aumento da riqueza é gerado pela grande desigualdade social em toda sociedade.

Portanto, ao tentar sair da pobreza por caminhos tortuosos esse crescimento econômico é incerto, de alto risco e, sobretudo, injusto, pela desigualdade de renda, com todas as consequências desumana que daí decorrem. Nesse sentido, a forma mais aceitável de combate ao padrão de crescimento desigual é expressa pela educação que produz crescimento humano, com garantia de todos os direitos e deveres de seus cidadãos, fortalecendo as instituições e as relações civilizadas entre as pessoas e seus negócios. Também cabe à educação eliminar todo tipo de superstição, preconceitos, exploração e as falsas lideranças, que dominam e aliena o povo pobre, fortalecendo o ciclo de pobreza independente do regime que estão submetidos: democracia ou ditadura.

No regime de educação plena toda a qualidade das lideranças vai aumentando à medida que se eleva o quantitativo e qualitativo da educação. Uma liderança surgida pelo voto dos cidadãos educados se dá através de uma pauta de reinvindicações que beneficia a todos e fortalece o processo de desenvolvimento coletivo. Nesse caso, não há lugar para aventuras ou espertezas, pois o povo tem consciência do papel que sua escolha desempenha, sobretudo na gestão, criação das leis e novas instituições democráticas.

A democracia, lastreada na educação, é um regime dos mais justos e, dentro de regras preestabelecidas, deve incentivar as iniciativas individuais e coletivas. Assim sendo, a educação pode ser feita por iniciativa pública e privada, mantendo a qualidade estabelecida por lei. Não importa o caráter público ou privado das instituições de ensino, o que vale considerar é sua missão, objetivos e metas em direção a oferecer para todos educação de qualidade.

Muitos países de elevada qualidade de vida utilizaram as duas modalidades de ensino com sucesso, pois mesmo se formando em instituição privada o profissional pode contribuir com o combate a pobreza na mesma proporção. Portanto, a educação por si só aceita o lucro, comoremuneração do capital aplicado, e o elemento basilar desse lucro é, por excelência, a taxa médiade juros dos investimentos em geral.

Respeitada essas condições, todos os capitais que desejam investir em educação têm um imenso e nobre espaço aberto, para contribuir com o combate a pobreza e civilização da sociedade. Por outro lado, é importante considerar que esse padrão de desenvolvimento não se alcança no curto prazo e, por isso mesmo, a educação não pode ser considerada gasto desqualificado, mas um investimento do mais produtivo de médio e longo prazo. Não há atalho possível para a formação de um cientista, médico, ou engenheiro, e quando isso for feito perde-se tempo, dinheiro e perspectiva de futuro.

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