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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 898 / 2016

22/11/2016 - 10:09:23

Governo sem rumo, um perigo

ELIAS FRAGOSO

O Brasil que chegou a ser a 7ª economia mundial (com projeções para até o final desta década alcançar à 6ª posição) ocupa agora a 9ª posição, resultado de uma queda brutal em apenas 3 anos de nada menos que 25% em nosso PIB fruto dos desgovernos criminosos da era petista. Repito: uma queda de 25% do PIB em menos de três anos! Inacreditável. Do ponto de vista social isso é uma verdadeira tragédia. É o exemplo mais direto possível de  quantos estragos a corrupção pode trazer a uma sociedade já que ela atua como um imposto regressivo que apena diretamente as camadas menos favorecidas e assalariadas da população.  

Os principais responsáveis pela manutenção do país com um dos mais altos índices de corrupção do mundo são, segundo a ONG transparência Brasil, pela ordem: os partidos políticos, as polícias, o congresso nacional e os órgãos arrecadadores dos impostos.

O impeachment do PT (via Dilma) foi medida profilática para se iniciar o processo de mudanças exigido pelo povo e para um basta na criminosa “venezuelização” a que o país estava irremediavelmente sendo encaminhado. Conseguido pela força do povo nas ruas, diga-se de passagem, e não pelos corruptos que habitam nossas casas congressuais (especula-se que a delação premiada da Odebrecht envolve cerca de 300 deputados e senadores).

 O novo governo liderado pelo PMDB  chegou marcado pela inescapável vinculação de 13 anos aos governos petistas pródigo em promessas de distribuir riqueza, incompetente para criá-la, mas absolutamente eficaz em mentir todo o tempo e pilhar o dinheiro do povo. Neles teve ministros e enormes fatias da máquina burocrática. Saiu com suspeita de participação direta no butim sofrido pela Nação, e uma enorme dúvida de um “acordão” de bastidores para ajudar a livrar a cara dos encalacrados peemedebistas (e de outros partidos) da Lava Jato.

Vivenciamos um momento de ruptura política e de forte tendência de ruptura social que poucos ainda se deram conta da extensão e profundidade. Venho afirmando aqui desde a mudança de governo: o país não sairá da fase mais aguda dessa crise antes de dois anos e só vai superá-la de fato em 10 anos. Se tudo for feito de acordo com o regramento técnico (o que não está acontecendo). 

É preciso dar ciência ao povo dessa realidade factual. E criar mecanismos para ajudar a amortecer - no que for possível - esse rito de passagem sob pena de vermos, de novo, os mesmos que provocaram essa bagunça voltarem às ruas insuflando o povo pelo seu retorno. É assim que eles agem.  

Vimos estarrecidos na última segunda-feira o presidente da República colocar ainda mais fogo nessa fogueira ao explicitar de forma clara e didática “porque não se devia prender o Lula”. Isso vindo de um professor especialista em direito constitucional não apenas é o cúmulo como altamente suspeito. E por que não se pode prendê-lo se está mais que clara a sua participação como chefe do bando de assaltantes do país? Por acaso o presidente da República agora também é juiz e promotor? O que está por detrás dessa fatídica fala? Isso envolve “zerar” a roubalheira via caixa dois para livrar a cara dos políticos ladrões e dos empresários bandidos? É por isso que a Odebrecht ainda não assinou o termo delação? 

Senhores políticos, não se deve brincar com fogo. Vocês estão perigosamente flertando com o perigo. O povo parece quieto. Mas na verdade está à espreita. Pronto para democraticamente voltar às ruas e fazer prevalecer a constituição. A lei. Que foi feita para todos. Quem roubou deve ser preso e devolver o produto da pilhagem. Não deve haver saídas milagrosas ou escapatórias honrosas para criminosos desse naipe. 

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