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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 898 / 2016

22/11/2016 - 09:57:08

Gabriel Mousinho

Eleição complicada

Gabriel Mousinho

A eleição para deputado federal vai ser uma das mais difíceis dos últimos anos. Com dinheiro escasso depois da Operação Lava Jato e a proibição pela Justiça Eleitoral de doações de empresas, quem não tiver bases sólidas feitas ao longo do tempo com certeza terá enormes dificuldades para se eleger.

Dos deputados que estão aí, têm amplas possibilidades Maurício Quintella, Arthur Lira, Marx Beltrão, que está aposentando seu projeto de disputar o Senado, Givaldo Carimbão e Pedro Vilela. Os demais vão ralar o joelho para continuar na Câmara Federal.

Ronaldo Lessa, Paulão e Cícero Almeida - que desce para disputar uma vaga de estadual - , vão ter que trabalhar muito, principalmente por que não conseguiram fazer nenhum prefeito nas últimas eleições.

As composições e a engenharia política já começam a esquentar para 2018. Todos eles sabem que, para sobreviver em tempos de vacas magras, é preciso reinventar a política e apostar num futuro incerto.

Área de risco

O deputado Ronaldo Lessa, sem bases sólidas no interior do estado, vai enfrentar muitas dificuldades para se reeleger, embora já tenha seu nome consolidado na política local. Seus redutos na eleição passada foram frutos de composições para que ele não complicasse a eleição para governador, saindo como candidato. Recebeu apoio e se elegeu deputado federal. Agora, afora Maceió, onde ainda tem votos, Lessa não possui prefeitos eleitos com sua ajuda e isso dificulta sua reeleição.

Fica onde está

O deputado Marx Beltrão, que ampliou seu raio de ação, deve ficar mesmo onde está, ou seja, na Câmara Federal. Prefere não arriscar seu futuro político no momento, disputando uma candidatura difícil para o Senado da República.

Quem manda é Renan

No PSD, que Marx Beltrão comanda atualmente, quem manda mesmo é o senador Renan Calheiros, muito próximo a Gilberto Kassab. Basta lembrar da eleição passada, quando João Lyra era o presidente do partido. Ou JL iria para a coligação do PMDB apoiar o atual governador, ou perdia o PSD. João Lyra não contrariou Renan e o mesmo pode acontecer com Marx Beltrão.

Bola da vez

O deputado estadual Rodrigo Cunha deve topar uma candidatura a federal. Com o apoio de Rogério Teófilo, eleito prefeito de Arapiraca, Cunha deve ganhar musculatura eleitoral para ir para Brasília.

Sem dinheiro

O custo de campanha em 2018, a exemplo da eleição passada, vai cair e muito por aqui. Quem tiver base política, se salva. Quem não tiver joga no escuro e pode ter grande decepção.

Força no Senado

Se não aparecer nenhuma candidatura que venha a atrair o eleitorado, as duas vagas no Senado serão disputadas por Renan Calheiros, Benedito de Lira e possivelmente Téo Vilella. Dos três pode vir dobradinha por aí, o que facilitaria a eleição de dois dos pretendentes.

Sem chances

Está cada vez mais distante uma dobradinha entre Renan Calheiros e Téo Vilella como aconteceu em épocas passadas. O posicionamento do PMDB e do PSDB contribui para isso. Hoje, embora não troquem farpas, Renan e Téo estão de lados opostos, o que começou com a disputa pela Prefeitura de Maceió.

Opção

Caso o prefeito Rui Palmeira seja candidato ao governo em 2018, o que tudo indica que será, Téo Vilela deve fechar um pacto para disputar o Senado junto com Benedito de Lira, ou seja, o primeiro e segundo voto. Renan, nessa eleição, ficaria órfão de nomes de peso, apostando no surgimento de outras lideranças que não lhe atrapalhem.

Esforço redobrado

O governador Renan Filho vai trabalhar dobrado para garantir sua reeleição e a do seu pai. Votar numa mesma eleição em dois Renans não será nada fácil na conjuntura política atual.

Irritação

O senador Renan Calheiros surpreendeu até os amigos mais íntimos com as declarações agressivas contra o prefeito Rui Palmeira tão logo foram encerradas as eleições. Este nunca foi o comportamento do senador, se atribuindo aos problemas que ele vem enfrentando em Brasília e suas perspectivas políticas para 2018.

Aguenta Zé

Os puxa-sacos do governador andam estressados com a reação do chefe depois das eleições para prefeito de Maceió. Renan não deve perdoar a acomodação da turma durante a campanha de Cícero Almeida. A vitória de Ciço era uma questão de honra para o governo do Estado para trabalhar mais sossegado com vistas às próximas eleições.

Ajustes

Rui Palmeira também deverá fazer alguns ajustes pontais na sua equipe. Mas manterá a base que trabalhou duro, tanto na administração da Prefeitura de Maceió, como durante a campanha eleitoral.

Burrice não                      tem perdão

Agredir o reitor do Cesmac, ex-político de sucesso João Sampaio na campanha eleitoral, foi talvez um dos maiores pecados dos marqueteiros de Cícero Almeida. Se já vinha perdendo votos no Guia Eleitoral com agressões desnecessárias, despencou ainda mais quando agrediram João Sampaio.

O caso é sério

Pela primeira vez o PMDB pode perder a liderança eleitoral em Alagoas. Depois da derrota fragorosa em vários municípios chaves como Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, Maragogi, Rio Largo, São Miguel dos Campos, Pilar, Piranhas, Marechal Deodoro e outros, o partido acendeu uma luz amarela para as eleições de 2018.

Sai da frente

O deputado Sérgio Toledo está com a corda toda para desembarcar na Câmara Federal. Fiel aos seus redutos eleitorais, Toledo é pule de 10 nas próximas eleições e tem aumentado o seu poder de fogo em outros municípios.

Trégua

Tanto o governador Renan Filho como o prefeito Rui Palmeira deram uma trégua nas discussões políticas. Tiraram dez dias de férias cada um para renovar as baterias e voltar com mais fôlego para retomarem as ações já olhando para 2018.

Reeleição garantida

O desempenho do deputado JHC nas urnas como candidato a prefeito de Maceió praticamente garante sua reeleição para a Câmara Federal. JHC sairia com pelo menos 40 mil votos na capital, complementando a votação em Ibateguara, União dos Palmares e municípios adjacentes. Poderia, também, fazer uma composição para vice numa chapa majoritária.

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