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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 897 / 2016

15/11/2016 - 08:59:58

Pedro Oliveira

Donald Trump. Uma ameaça

Pedro Oliveira

Brasília - A maneira como o magnata Donald Trump, eleito presidente dos Estados Unidos, encara questões como economia, relações comerciais e diplomáticas com o resto do mundo dá pistas do que o país pode aguardar do próximo presidente americano. Com exceção das inflamadas promessas para imigração, a América Latina foi tema periférico na corrida à Casa Branca para o candidato. Pouco se falou de concreto sobre a região - e o Brasil sequer foi mencionado pelo agora presidente dos Estados Unidos.

Mas a forma como Trump trata questões como economia, relações comerciais e diplomáticas com o resto do mundo pode dar pistas sobre o que o Brasil pode esperar de seu período na Casa Branca. Além da questão migratória, as fortes críticas à China e a política protecionista apregoada por Trump são vistas como um sinal, segundo analistas, de que o Brasil pode ter muito a perder com ele como o próximo presidente.

Segundo Timothy Power, diretor do programa de estudos brasileiros da Universidade de Oxford, um governo Trump - que em 2014 sequer sabia quem era Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva, em entrevista à revista Veja - será “péssimo não apenas para os EUA e o Brasil, mas para a ordem internacional”.

A vitória de Donald Trump também é vista com preocupação pelo cientista político David Fleischer (meu professor na Universidade de Brasília e para mim o americano que mais entende de Brasil). Ele acredita que a política externa restritiva e conservadora do republicano poderá ser bastante prejudicial ao Brasil.

Ameaças na economia

Além de limitar o comércio exterior para obter saldo positivo na balança comercial - o que afetaria as exportações brasileiras para os EUA, segundo maior parceiro do Brasil -, na Casa Branca o magnata poderá ainda atrapalhar o plano do governo Michel Temer de atrair investidores estrangeiros, entre eles americanos.

O professor Fleischer ainda destaca a questão da imigração. “Está cheio de brasileiro sem documentação nos EUA. Se Trump decidir expulsar todos os estrangeiros em situação irregular, muito brasileiro vai ser deportado também”.

Já a política econômica defendida por Trump traz ingredientes que podem levar a uma recessão global ou até a um “colapso do comércio mundial”, segundo Cláudio Frischtak, presidente da Inter. B Consultoria Internacional de Negócios.

O especialista afirma que, na prática, o magnata republicano dá sinais de que não seguirá as regras da OMC. “Não há um único economista de peso que o apoie”, argumenta.

A expectativa é que após sua eleição Donald Trump mude. Ao descer do palanque sua agenda econômica e suas posições políticas que beiraram a irresponsabilidade tomem outro rumo. Será possível isto? Poderia ele ter uma agenda responsável? Fica no ar a preocupação de que os americanos tenham colocado no posto de homem mais poderoso do mundo um político menor, um milionário desequilibrado que causará danos imprevisíveis também ao Brasil. (Com informações de Agência Reuters)

O destino de Heloisa Helena

A imprensa da fofoca, muitas vezes da irresponsabilidade e da especulação maldosa, vive a criar “factoides” apenas para ocupar espaço ou provocar discussões inócuas no processo eleitoral que nem terminou direito e já buscam iniciar o outro (2018). Esta semana li algo escrito por um desses irresponsáveis de plantão sobre uma improvável candidatura de Heloisa Helena ao Senado já com apoio de dois prefeitos eleitos em importantes cidades. Não existe nada disso nem agora nem depois. Heloisa não será candidata a nenhum cargo majoritário em Alagoas. Sabe que o “sistema mafioso” não lhe daria chance de uma eleição, que aqui é comprada, negociada e conspirada com muita antecedência. Tenho dito, e já disse a ela, que seu caminho seria a busca de um mandato proporcional (federal ou estadual) ou buscar, como quer e insiste Marina Silva, a disputa majoritária em outro estado, o que ela não consegue admitir, pelo menos por enquanto. Na verdade Alagoas e sua política são pequenos demais para a dimensão que alcançou a guerreira solitária da moralidade. Não é hora de parar, mas também não é hora de aventuras e desta matéria ela conhece mais do que eu. O resto é conversa fiada de quem não tem o que fazer.  

Mostrando serviço

O presidente do Senado, Renan Calheiros, fez esta semana um balanço das medidas administrativas adotadas pela Mesa da Casa nos últimos quatros anos e anunciou decisões que serão tomadas até o encerramento dos trabalhos legislativos deste ano, no próximo dia 15 de dezembro.

Segundo Renan, até o mês de outubro o Senado conseguiu economizar R$ 637 milhões, valor alcançado com a racionalização da estrutura administrativa; redução dos contratos; reformulação do modelo de assistência à saúde; novas diretrizes para compras e contratações; corte de pessoal; eficiência no uso dos recursos públicos; e enxugamento das funções comissionadas.

Entre mais de 200 medidas adotadas internamente foram destacadas as economias mais expressivas, entre elas o corte de 25% das funções comissionadas, a extinção de oito secretarias da Diretoria-Geral, o fim de 24 funções de chefia na gráfica, e a fusão entre o Instituo Legislativo Brasileiro (ILB), Interlegis e Universidade do Legislativo.

Maurício Quintella

O ministro Maurício Quintella tem se revelado capaz de enfrentar crises e tocar pra frente suas inúmeras atribuições cuidando das rodovias, ferrovias, portos e aeroportos do país, setores diretamente ligados à pasta que ocupa. Em um momento está reunido com deputados e senadores ouvindo reivindicações e pondo em prática projetos importantes reivindicados pelas bancadas federais, obras paralisadas há anos. Na agenda atribulada entram na semana inauguração de importantes obras em Porto Velho, dragagem do Rio Madeira viabilizando hidrovias, iniciando pavimentação e recuperação de rodovias cujas obras estavam paradas e abrindo novas frentes de trabalho nos transportes. Cumpre uma agenda em Brasília que algumas vezes se estende pela madrugada. E ainda lhe sobra folego para nos fins de semana transitar pelo interior de Alagoas “asfaltando” seu caminho político que por enquanto só ele sabe para onde vai. O ministro “conhece o caminho das pedras”.

Simpósio de RH

Começa na segunda feira (14) no auditório do Tribunal de Contas do Estado o Simpósio Estadual de Recursos Humanos. O evento vai reunir servidores públicos de diversos órgãos, profissionais e estudantes durante os dias 14,16 e 17 abordando temas importantes como: “Gestão de Pessoas” tendo como conferencista a professora Danielle Brandão (presidente da ABRH/AL); ”Coaching – uma Ferramenta de Desenvolvimento Profissional”“, abordado pelo especialista Cesar Araújo e “Informática como Instrumento de Apoio ao RH”, por Ruslan Queiroz, destacado profissional da área. As inscrições para o Simpósio ainda podem ser feitas pelos telefones 3338-1756, 3341-5055 e no sábado e domingo 98800-8225. Sócios da ABRH terão desconto de 50% na inscrição.

Marcelo Palmeira

No exercício do cargo de prefeito de Maceió Marcelo Palmeira tem tido uma agenda movimentada enquanto o titular aproveita um merecido descanso depois da guerra eleitoral vitoriosa. Disciplinado, responsável e empreendedor, o vice não deixa a coisa parar e faz com que a administração prossiga em ritmo normal tanto no campo da gestão quanto na seara política que ele domina com muita competência. 


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