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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 897 / 2016

15/11/2016 - 08:27:22

Vá encher o saco da sua mãe!

JOSÉ ARNALDO LISBOA

Nos  últimos anos, as comunicações tiveram maravilhosos avanços, com a tecnologia nos brindando com descobertas e invenções espetaculares. Nós que somos testemunhas vivas desses avanços, estamos sendo  contemporâneos de uma série de coisas maravilhosas, tendo a Física e a Química como principais auxiliares do nosso desenvolvimento. Em em cada dia que se passa, vemos novos horizontes serem desbravados. Afinal de contas, alguns de nós somos da época do rádio, do telefone com fio, da televisão colorida, dos aviões supersônicos, dos computadores, e, por último, de toda tecnologia dos telefones celulares e companhia. Nossa época foi e está sendo muito privilegiada, com a humanidade se beneficiando com esse modernismo. Às vezes, temos medo e receio, porque certos homens não sabem que temos limites diante de Deus. Já fizeram transplantes do coração, do fígado, das mãos, dos braços e estão querendo fazer transplantes dos cérebros, para que eles sejam alugados ou vendidos aos menos inteligentes, mas, Deus está vendo tudo isso, calado. 

Para que tudo não fique às mil maravilhas, estamos sendo vítimas de pessoas que vivem estudando maneiras para nos prejudicar, como fazem certos estudiosos, quando jogando “vírus” nos computadores. Acontece que estão exagerando na dose da nossa paciência e os nossos limites estão sendo atingidos. Estão aproveitando-se da paciência para acabarem com as nossas horas de refeições, nossas horas de descansos, nossas horas para o trabalho e nossas horas para o lazer. Por outro lado, certos vivaldinos estão esperando que cheguemos em casa, para as refeições ou para o descanso, a fim de que sejamos bombardeados com telefonemas, nos oferecendo cartões de créditos, aberturas de contas bancárias, áreas de cemitérios, planos de saúde, planos odontológicos, consórcios de automóveis e seguro de vida. Estão enchendo nosso saco, com insistentes telefonemas na hora do nosso almoço e nosso descanso. Eu sei que o modernismo é que faz isso, mas essas empresas deveriam anotar os telefonemas já dados, para que nós não fossemos obrigados a termos nossas refeições interrompidas. 

Através do telefone convencional, com fio, eu já fui obrigado a dizer que fosse oferecer “à sua mãe”, já que a nossa privacidade estava sendo atingida. Ora, chegamos em casa, depois de um trânsito tumultuado e infernal e temos que tolerar mocinhas e rapazes nos oferecendo tudo para que sejamos seus clientes.  Acham pouco os celulares com gravações irritantes, num país sem “ordem e sem progresso”, onde as empresas ditam suas normas, levando o nosso dinheiro para ser dividido com os propineiros de plantão. 

Em tempo - Eu tenho dois excelentes leitores dos meus artigos que são: os irmãos Dr. Roberto Cavalcante e o Dr. Radjalma Cavalcante, amigos do bom bate-papo na  Barraca Pedra Virada, aos domingos.  

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