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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 897 / 2016

15/11/2016 - 08:26:35

Gabriel Mousinho

Novo estilo

Gabriel Mousinho

Quem conhece o senador Renan Calheiros de longos carnavais se surpreendeu com a nota agressiva que ele divulgou depois das eleições para prefeito de Maceió. Renan, ao contrário de outros momentos de tensão, se mostrou agressivo, violento nas palavras, deixando transparecer que o seu velho estilo de administrar problemas precisava ser reformulado.

O senador foi duro, implacável com o prefeito Rui Palmeira. Chegou até a dizer que as provocações na campanha foram grandes, como se seu candidato Cícero Almeida tenha se comportado no Guia Eleitoral como um santinho de bons propósitos.

As agressões na campanha, de ambos os lados, tiveram seu motivo de ser. Almeida, empurrado pela força dos Calheiros, como o presidente do Senado e o governador do Estado, pensava que iria ser uma batalha fácil de ganhar. Não sabia, porém, que Rui Palmeira estava bem armado, com um programa compacto, um marketing definido, enquanto ele começou a errar no início e no fim.

Vai ser difícil, pelo menos por enquanto, apagar as arestas criadas entre os Renans e Palmeira, principalmente quando se vislumbrar, em dois anos, novos embates, quando novamente disputam as eleições Renan pai e Renan Filho, com amplas possibilidades de Rui também se fazer presente.

Os grupos que se enfrentarão em 2018 já estão definidos e, mais uma vez, vamos ver para onde a balança vai pender. No ringue, adversários históricos e em jogo quem vai governar o Estado e quem ficará durante mais oito anos no Senado.

Bateu, levou

Novo estilo de enfrentar crise, o senador Renan adotou uma velha postura do bateu, levou que já passou por Alagoas. Daqui pra frente a imagem de bonzinho de Calheiros não será a mesma. Para ele, agora, bateu, levou.

Meia volta

Depois da briga de Renan com Rui Palmeira, a situação do ex-governador Téo Vilela fica muito delicada. Como muitos dizem por aí que haveria de ser renovada a possibilidade de uma dobradinha para o Senado, parece que a coisa não será bem assim. Se Téo for pra lá pode criar uma situação constrangedora com o grupo de sustentação política de Rui Palmeira. Essas questões já começam a ser analisadas pelos caciques da situação e oposição.

Aí complicou

O deputado cassado Eduardo Cunha fez sua defesa prévia e colocou, no seu rol de testemunhas, ninguém menos do que o ex-presidente Lula e o presidente Michel Temer. Parece que está todo mundo endoidando depois da Lava Jato.

Faixa cretina

O governador Renan Filho não gostou nem um pouco de uma faixa colocada logo após as eleições para prefeito de Maceió no elevado do Cepa.  A assessoria do governador está sendo apontada como culpada por ter deixado a faixa, que ninguém sabe quem colocou, durante tanto tempo exposta para o público.

Ele pode voar

Tadeu Lira, administrador do Porto de Maceió, segundo informações de bastidores, estaria sendo fritado e sua permanência lá seria por pouco tempo. De volta, da família Beltrão, está circulando novamente o nome de Djalma, filho de Rosiana Beltrão, eleita prefeita de Feliz Deserto.

Não paga a ninguém

A crise no Porto de Maceió parece que é a mais grave dos últimos tempos. Fornecedores, terceirizados e outros segmentos estão sem ver a cor do dinheiro desde setembro. O pior é que ninguém sabe quando as pendências serão resolvidas.

Apoio a Marx

A iminente substituição de Tadeu de Lira do Porto seria porque a ex, Rosiana Beltrão, estaria novamente de boa com Marx lhe prometendo apoio irrestrito nas eleições de 2018. Em nome dos votos a Administração do Porto vai mudar de patrão.

Não adianta gritar

A população tem que ficar alerta, adotar medidas práticas e cobrar mais das autoridades na desenfreada corrupção no Brasil. Não adianta ficar esbravejando, gritando, sem pressionar de forma concreta o Judiciário a tomar providências rápidas e objetivas. O povo espera que todos os envolvidos no assalto aos cofres públicos da Petrobras e outras instituições, vão logo para a cadeia.

Tiro no pé

O governo precisa ter mais cuidado ao divulgar dados estatísticos, principalmente quando se refere à segurança pública. O jornalista Davi Soares descobriu que os dados foram forjados, daí deixando que Alagoas figurasse como o Estado mais violento da Federação. A diferença apurada foi de mais de cem assassinatos que não foram computados no levantamento feito pela segurança pública. O governo reagiu e negou qualquer ação para burlar dados.

Ampliando

Mesmo com a maioria na Câmara de Vereadores, o objetivo do prefeito de Maceió é ampliar o apoio na Casa de Mário Guimarães. Vereadores que estavam na coligação de Almeida só esperam o retorno de Rui Palmeira, que tirou dez dias de férias, para conversar. É apenas uma questão de tempo.

E o tempo passando

Somente no próximo dia 29 de novembro o processo da Taturana volta à pauta no Tribunal de Justiça. Todas às vezes que tem um julgamento marcado, aparece uma novidade. Vamos ver se dessa vez, vai.

Sem paciência

Por falar em processo, tem muitos que ainda esperam decisão judicial para serem resolvidos, mesmo depois de a sentença transitar em julgado. Os prejudicados já estão pensando seriamente em denunciar a morosidade ao Conselho Nacional de Justiça.

Surpresa

Na vitória de Donald Trump nos Estados Unidos ninguém acreditava. As pesquisas erraram grosseiramente ao dar praticamente a vitória a Hillary Clinton. O magnata é futuro presidente e ninguém sabe o que poderá acontecer no mundo. Se cumprir o que prometeu na campanha, o ano de 2017 será efervescente.

Perguntar não ofende

Quando o Supremo Tribunal Federal vai decidir sobre as denúncias feitas pelo Ministério Público contra os envolvidos da Laja Jato?

Para complicar

Silvânio Barbosa, que não ficou nada satisfeito com a votação que obteve nas últimas eleições, pode ser o adversário de Kelmann Vieira na disputa pela presidência da Câmara. Para a bancada do prefeito Rui Palmeira, Silvânio está perdendo tempo.

Tranquilidade

Ao fazer a maioria na Câmara de Vereadores, o prefeito Rui Palmeira vai administrar os próximos quatro anos – se não sair candidato ao governo – com muita tranquilidade. Os outros de outras coligações também podem migrar para a situação.

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