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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 896 / 2016

08/11/2016 - 07:22:49

Pedro Oliveira

Rui venceu por merecer

Pedro Oliveira

Findado o pleito todas as homenagens ao grande vencedor. Rui Palmeira por mérito, pelos resultados positivos de sua administração, por sua história de vida honrada, pela competência de um marketing eleitoral de resultados e pela livre a soberana vontade de 241.977 eleitores atingindo um percentual de 60,27 dos votos foi reeleito prefeito de Maceió. 

Rui carrega em sua história o que poucos políticos conseguem nos dias de hoje: a credibilidade da população, mesmo de muitos que não votaram nele. Esta credibilidade tem berço e também tem nome: Guilherme Palmeira, em minha modesta opinião o maior homem público da história política de Alagoas.

Como candidato o prefeito vencedor usou com a máxima competência as redes sociais e o horário eleitoral gratuito. Ele não disse o que fez, e sim mostrou o que fez por Maceió no seu primeiro mandato. 

Contou com apoios de peso em sua campanha a exemplo do ministro e deputado Mauricio Quintella, senador Benedito de Lira e deputado estadual Rodrigo Cunha, entre outros nomes de expressão politico/eleitoral. 

Enfrentando períodos de turbulência, diante de uma crise que afetou todos os municípios brasileiros, conseguiu com criatividade, transparência, vontade  política de fazer e uma equipe que foi se ajustando aos poucos, realizar uma administração com ampla aprovação da população que aplaudiu os resultados e compreendeu o que não conseguiu ser feito. 

O seu único adversário, o resto foi apenas figuração e “laranjadas” , teve uma expressiva votação à qual fez jus. Tem uma incontestável penetração nas camadas mais carentes, tem jogo de cintura para tocar uma campanha em astral elevado, mesmo em momentos de crise e uma administração por oito anos que certamente lhe assegurou votos significativos.

Venceu o melhor, venceu o que apresentou o melhor desempenho de convencimento do eleitor. 

Agora cabe ao povo cobrar as promessas feitas, os projetos, os planos para uma Maceió melhor nos próximos quatro anos. Eu mesmo gravei muitas dessas promessas de ambos os candidatos. Anotei e vou cobrar, como cidadão e como eleitor.

Ao vencedor o troféu das urnas! O crédito dado pelo eleitor! A obrigação de fazer o que prometeu!

Não deveria ser assim

Falei da vitória do prefeito Rui Palmeira e agora quero falar da campanha política que antecedeu as eleições. Confesso que a certa altura deixei de acompanhar os programas de rádio e televisão, os debates e até mesmo a frequência das redes sociais. Assistir o quê? As propostas viraram denúncias de ambos os lados, acusações de teor muito grave e impróprias para pessoas com o mínimo de ética a preservar, os boatos transformados em fatos de fazer o “capeta” tremer, as injúrias, as difamações ditas e repetidas insistentemente, com o objetivo de destruir o adversário. Pecaram ambos os lados agredindo o eleitor com o índice de baixaria inaceitável. A democracia, a postura republicana de uma eleição não deveria ser assim. As feridas abertas serão difíceis de sarar e a prova disto está nas reações pós eleição.

Marqueteiros da maldade

Sou do tempo em que o principal produto em uma eleição era o candidato. Suas virtudes, seus defeitos, sua atuação política eram o foco da campanha, muitas vezes extremada. O guia eleitoral, as propagandas de rua, rádios, jornais e outros meios de comunicação eram produzidos por excelentes profissionais e agências locais, com peças da melhor qualidade para disputar a “guerra do voto”. O marketing das campanhas era profissional e produtivo, sem custar milhões e sou testemunha disso, pois participei de negociações e contratações de alguns. Lembro aqui duas consagradas agências de propaganda que durante anos alavancaram candidaturas em todos os níveis em Alagoas: Chama Publicidade (Aloisio e Nelson) e Publicar (do saudoso Arnaldo Costa). Em ambas a qualidade das produções em minha opinião eram bem melhores que as de hoje, com um detalhe: o jogo baixo, a injúria, a difamação e criação da maldade não existiam. Terminada a campanha a um a glória da vitória e ao adversário o reconhecimento da derrota. Sem mágoas, sem as feridas da agressividade virulenta de hoje. Eram concorrentes nunca inimigos, salvo casos raros.

Hoje tudo mudou. De anos para cá surgiu a figura execrável do “marqueteiro” que nada mais é que um cidadão com a inteligência voltada para a maldade, para a desagregação a troco de milhões. Para a política atual funciona assim: quanto menor for o escrúpulo e maior for a criatividade marginal está qualificado o tal de “marqueteiro”.

Um dia os políticos haverão de compreender que poderão disputar eleições limpas, sem usar da criminalidade das palavras e histórias que só destroem. 

Vamos apostar e cobrar que a reforma política a ser proposta não seja uma enganação e corrija de pronto as condutas bandidas desses “marqueteiros de ouro”. 

Esperar para ver

Em uma votação na tarde da última terça-feira, o Plenário do Senado aprovou o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados (PLC) 24/2016, que considera a vaquejada e o rodeio como manifestações da cultura nacional. A proposta que foi aprovada na Comissão de Educação do Senado e recebeu requerimento de urgência do senador Otto Alencar (PSD-BA) para ser analisado em Plenário.

A polêmica sobre o assunto começou depois que no último dia 6 de outubro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu derrubar uma lei do estado do Ceará que regulamentava a vaquejada, tradição cultural na região Nordeste, na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pela cauda. Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais.

Inconformados, vaqueiros chegaram a fazer manifestações em Brasília contra a decisão dos ministros do STF. Parlamentares da bancada do Nordeste também questionaram a posição do Supremo.  A iniciativa legislativa visa legalizar a prática, que passa a ser considerada um esporte.

A aprovação como não foi uma Emenda Constitucional pode esbarrar na manutenção da decisão do Supremo Tribunal Federal ou ser vetada pelo presidente Temer.  É esperar para ver.

Rodrigo Cunha

O deputado Rodrigo Cunha, sem dúvida o parlamentar mais atuante na Assembleia Legislativa, é autor de mais uma importante proposta que visa o interesse público da sociedade alagoana. O projeto já aprovado estabelece normas para a realização de concurso público no estado. O próprio parlamentar destaca três pontos como mais importantes da lei.

1)Direito à nomeação do aprovado em concurso caso comprove-se que a Administração contratou agentes temporários ou terceirizados para exercer funções do cargo anunciado no edital; 

2) Direito à candidata grávida somente realizar prova física após 120 dias do fim do período gestacional; 

3) Proibição de concurso para a formação exclusiva de cadastro de reserva.

A matéria agora segue para sanção do governador. “Vamos acompanhar, pois com certeza se tornando lei, muitos alagoanos serão beneficiados e o serviço público ganhará mais credibilidade, transparência e eficiência” – ressalta Rodrigo Cunha. 

TJ a maior capacitação

O Tribunal de Justiça através do Instituto Cidadão e do Funjuris realizou neste ano de 2016 o maior programa de capacitação da história do Poder Judiciário voltado para seus funcionários. Foram cerca de 12 cursos, capacitando mais de duzentos servidores com temas como: Liderança no setor público; Gestão e Fiscalização de Contratos, Maximizando a produtividade dos servidores públicos; Desenvolvimento de Liderança e Chefias, Auditoria Interna; Informática,  além de outros. Os cursos tiveram avaliação de excelência pela grande maioria dos servidores que serão privados do programa no próximo ano, por falta de “orçamento” segundo o gestor do Funjuris, juiz Maurílio Ferraz. Uma pena que sempre sobre para aqueles que mais ajudam na imagem do Poder Judiciário.

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