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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 896 / 2016

08/11/2016 - 07:22:01

As urnas falaram

ELIAS FRAGOSO

As urnas mais uma vez “falaram”, ou melhor, “gritaram” alto e bom som por mudanças. O que não é nenhuma novidade desde 2013 com as primeiras manifestações gigantes ocorridas em todo o país. Mais de 1/3 do eleitorado (em alguns casos quase 40%) votou nulo ou em branco ou simplesmente nem apareceu para votar. Os eleitos o foram – de modo geral - por menos de 40% dos eleitores. Cerca de 60% da população ou votou contra ou demonstrou sua insatisfação com os “ungidos”. Um sinal mais que claro do caos político reinante no Brasil. 

No Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, vejam só, as abstenções, os votos em branco e os nulos superaram os votos recebidos pelos dois candidatos mais votados. Juntos. Em outras dez capitais (Aracajú, Belém, Cuiabá, Belo Horizonte, Cuiabá, Curitiba, Campo Grande, Porto Velho, Porto Alegre, São Paulo), a soma das abstenções, votos nulos e brancos superou os votos do primeiro colocado nas eleições. Em outras 11 capitais (Boa Vista, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Macapá, Maceió, Natal,Palmas, Recife, Salvador e São Luís) suplantaram os votos do segundo colocado. E em João Pessoa, Manaus, Rio Branco, Teresina e Vitória, se situaram como a “terceira força política” na eleição para prefeito.

Os quase 11 milhões de não votos, a abstenção nacional, os votos nulos e em brancos representam fielmente aqueles que não se veem representados pelos políticos atuais e que gostariam de ter outras novas opções em quem votar. Se quiserem trazer esses votos de volta. os (poucos) políticos não afetados pela corrupção endêmica que tomou conta da atividade precisam se renovar. Atualizar. Ou vão perder seus lugares para uma nova geração que começa a tomar forma e conteúdo nas ruas, nas escolas e nos bairros. Não tenham dúvidas disso. A redução do custo das eleições é um excelente handicap para essas novas candidaturas.

Quanto às centenas (por enquanto) de políticos corruptos e ladrões vinculados à roubalheira institucionalizada pelo petismo (que recebeu resposta direta do povo nestas eleições varrendo-o do mapa politico nacional ao colocá-lo como 11ª força política, de onde só sairá para a extinção), parece que seu tempo chegou.

Os novos passos da Lava Jato com a “macro delação” da Odebrecht e dos novos “acolhidos” do juiz Moro como Eduardo Cunha, Palocci e outros e as já conhecidas delações de mais de uma dezena de personagens e empresas irão ajudar a completar a limpeza do submundo da política, um tsunami que ameaça principalmente quase todo o PP, grande parte do PMDB incluindo suas principais figuras, políticos do PSDB, dentre outros.

Esse país mudou. Os políticos profissionais fingem que não viram. A pressão popular tirou a presidente da República e o presidente da Câmara dos Deputados. Um dos homens mais ricos do Brasil está mendigando para ficar somente 3 anos e meio preso, presidentes e diretores de empresas de grande porte estão pagando por seus crimes. 

Somente os políticos ainda não entraram na “dança das algemas”. Com a palavra o Supremo que demora a tomar as iniciativas tão esperadas pelo povo brasileiro.

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