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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 896 / 2016

08/11/2016 - 07:20:20

Menino birrento

Alari Romariz Torres

Era uma vez um garoto nascido no interior de Alagoas, numa cidade pequena, próxima à capital do estado. Vindo de família numerosa, filho de político, na adolescência já começou a ser líder estudantil.

Sabido, vivo, bom de papo, logo virou deputado estadual. Sua carreira foi rápida e, antes dos 50, se elegeu senador da República. 

Os irmãos foram acompanhando e hoje, quase toda família é paga pelos cofres públicos. Vários irmãos são funcionários da Assembleia Legislativa de Alagoas, um irmão foi deputado federal e, atualmente, é deputado estadual. O filho mais velho é governador do Estado e um sobrinho elegeu-se prefeito de Murici.

E assim teve origem o clã dos Calheiros, um dos mais famosos do nosso pequeno estado: são donos de Murici, quase donos das Alagoas, mas não conseguiram tomar a Prefeitura de Maceió.

Pode-se dizer que o nobre senador é um dos homens mais famosos da República do Brasil.

Eu o conheço muito pouco; mantive alguns contatos com ele, mas sempre me passou a imagem de um homem gentil, educado, atencioso e vivo, muito vivo.

Sempre esteve ao lado de Lula e Dilma, entretanto votou a favor do afastamento da presidente. Na hora da votação notei que o olhar do político tinha algo de diferente; pensei: “Vem confusão por aí”. Ele fez um discurso inflamado e apoiou a divisão do voto, conservando os direitos políticos da Dilma. Aí ele se protegeu e passou a mão na cabeça de prováveis políticos indiciados. “Xeque mate”, pensei com meus botões.

Ainda no plenário do Senado, declarou em alto e bom som ter evitado no Supremo Tribunal Federal que uma senadora e seu marido se tornassem réus. Assustou o país inteiro e maculou a imagem da Corte Suprema.

Não sei se o poder subiu à cabeça do cidadão ou se as pressões têm sido muito fortes. O que me passa pela mente é que ele deixou de ser sereno. Está descontrolado. Lembrei-me de algumas cenas antigas quando meus filhos davam “chilique”. Nós repreendíamos as crianças e dizíamos: “Vão para o quarto socar seus travesseiros! Chilique lembra palmada”.  

Como nem sempre a vida é cheia de alegrias, o político de quem falo tem um sonho não realizado: ser governador de Alagoas! Levou uma bela rasteira de Collor quando presidente da República. Ele, Collor, apoiava um e a mulher apoiava o outro. E o senador dançou!!!

No momento atual, o menino de Murici é um dos grandes nomes do nosso Brasil, esfacelado pelo desgoverno do PT e seus aliados. Manda, grita, esperneia, nomeia e demite ministros, virou uma metralhadora giratória.

Recentemente deu novo “chilique”: Chamou um juiz de “juizeco” e o ministro da Justiça de “chefete de polícia”, ofendendo o Supremo.

A presidente Cármen Lúcia deu um “tapa de luva” no senador. Defendeu o juiz e honrou o Supremo Tribunal Federal. “Assunto encerrado”, disse a presidente.

O menino birrento em que se transformou o político pediu desculpas, elogiou a ministra e pensa que ficou por isso mesmo. Mas sua imagem foi arranhada.

     Deu outro “chilique”: publicou uma nota contra o Prefeito eleito de Maceió, criatura que derrotou o seu candidato, enfatizando que o primeiro emprego do Rui foi ele que deu. Mas, quem pagou foi a nação!!!

     A grande verdade é que o menino de Murici perdeu parte de seu reduto eleitoral, está assustando o povo brasileiro com suas destemperanças.

     É bom lembrar ao Senador o que eu dizia para meus filhos: “Chilique lembra palmada”. 

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