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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 896 / 2016

08/11/2016 - 07:12:01

EXTRA completa 18 anos “dizendo o que os outros não dizem”

data será lembrada em cada edição nos meses de novembro e dezembro

Maria Salésia [email protected]

Em 1998 a primeira edição do EXTRA ALAGOAS iria para as ruas e como bem  estampou em seu editorial, “chegamos para ficar”. Com a manchete “Império de Napoleão por um triz”, o semanário, comandado por um grupo de jornalistas independentes,  veio para discutir os temas  da atualidade e “ dizer o que os outros não dizem”. Nunca mais o universo da comunicação alagoana seria o mesmo. Entre idas e vindas, este ano o EXTRA comemora sua maioridade e chega aos 18 anos mais maduro e com responsabilidade redobrada. E durante todo os meses de novembro, e dezembro, em cada edição, a data será lembrada. 

O semanário passou por várias mudanças e noticiou fatos pitorescos, emblemáticos, deu vários “furos”, investigou, mas sempre primando pela verdade dos fatos. O que dizer das “Crônicas do Nunes”, leitura obrigatória para descontrair. E a sessão de cartas do leitor, onde as pessoas viam suas opiniões publicadas a cada semana. No ano de 2005 o EXTRA abriu espaço para o esporte amador. A procura por seu time de bairro ou seu esporte favorito era parada obrigatória naquela sessão. Houve ainda a época poética onde trazia um “mural de poemas”.

Mas o que atraia mesmo de fato o leitor eram as manchetes bombásticas. Na edição 446, do ano de 2007, a manchete “PF bota na cadeia chefões do crime” (em alusão à Operação Taturana, que descobriu um rombo milionário de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa de Alagoas) levou o EXTRA a bater seu próprio recorde de vendas. Em apenas dois dias, o tabloide vendeu 10 mil exemplares. 

Capas históricas como a do então deputado Luiz Pedro que com exclusividade afirmou ao saudoso repórter Ródio Nogueira “Nunca matei ninguém”  repercutiram em todo o meio jornalísticp. Durante a entrevista, o repórter questionou o ex-cabo sobre sua fama de violento vir de longa data. Inclusive, que tinha ameaçado surrar um jornalista do EXTRA, o que ele negou.

A farra com dinheiro do povo sempre foi denunciada pelo semanário. Em setembro de 2005 o destaque foi “Ronaldo Lessa gastou R$ 11,3 milhões na campanha de Sextafeira.  Lessa teria tentado eleger Alberto Sextafeira  a prefeito de Maceió, no pleito de 2004). E em outra edição: “Lessa paga R$ 53 milhões em precatórios a amigos?”.

Crimes ambientais envolvendo políticos, Máfia dos Cartórios, o impeachment da presidente Dilma Rousseff, eleições, precatórios e tantos outros assuntos de interesse público sempre estiveram e continuam em pauta no jornal. 

Outra edição bastante concorrida foi a nº 337 com a manchete “Cavalcante promove orgias no Baldomero”. A reportagem retratava as regalias do ex-tenente-coronel Manoel Francisco Cavalcante no presídio alagoano. Ele foi preso em janeiro de 1988 e condenado por liderar a gangue fardada.

A “Operação Gabiru” rendeu várias reportagens no jornal (na época, a polícia levou à prisão vários prefeitos, ex-prefeitos e outros agentes públicos pelo desvio do dinheiro da merenda escolar). Nesse caso, não dá para esquecer o episódio de um prefeito envolvido no esquema que, apesar de ser “volumoso”, tentou se esconder dentro do guarda-roupa.

Maus gestores

Escândalos no município de Rio Largo também não ficaram de fora. Vários gestores foram capas do semanário - todos acusados por corrupção. Mas o caso da posse de vereadores fantasmas em São Miguel dos Campos foi um atrativo à parte. Em seu pronunciamento na Câmara, um dos vereadores “beneficiado” ao invés de se defender das acusações, se dirigiu à Tribuna para proferir palavras impublicáveis contra o EXTRA. 

O Golpe das Letras (escândalo financeiro que provocou um rombo de mais de R$ 3,5 bilhões nos cofres públicos) também foi bastante abordado no EXTRA. O acordo dos usineiros, entre outros assuntos, sempre esteve em pauta no semanário.

Sempre atuais eram os artigos do também saudoso articulista do EXTRA Mendonça Neto. Em “Voto: o ouro dos tolos”, Mendonça, um dos mais combativos parlamentares a passar pelo Legislativo alagoano, destacou que “o titulo do eleitor é uma moeda de troca sem nenhuma importância política. É o ouro dos tolos dos eleitores alagoanos”. 

É assim, há 18 anos, que o EXTRA apresenta um jornalismo corajoso e apaixonado para deleite de seus fiéis leitores.

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