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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 896 / 2016

08/11/2016 - 07:07:44

Gabriel Mousinho

O calvário de Renan

Gabriel Mousinho

Mesmo que tenha se manifestado publicamente afirmando que investigações a seu respeito na Lava Jato sejam criações fantasiosas e que a Justiça haverá de reconhecer, o senador Renan Calheiros sabe que aos poucos sua vez está chegando.

Depois de Eduardo Cunha, Antônio Pallocci, Marcelo Odebrecht e outros que estão com a cabeça a prêmio, Renan sabe que falta pouco para chegar até ele. E talvez esta reação contra o Executivo e o Judiciário nos últimos dias, que por pouco não gerou uma crise institucional grave, faça parte de uma estratégia de defesa do presidente do Congresso Nacional.

Sem demonstrar para a população que está em pânico, principalmente agora que peitou a Justiça brasileira, Renan tem a consciência, mais do que ninguém, que ficará mais vulnerável quando deixar a presidência do Senado e prepara com urgência uma blindagem para não cair nas garras da Justiça.

Com onze investigações em curso no Supremo Tribunal Federal, Renan Calheiros poderá escapar de muitos processos, mas talvez não de todas as acusações, avaliam especialistas políticos. Basta, portanto, apenas uma para lhe trazer sérios aborrecimentos.

Decisão corajosa

Independentemente dos últimos acontecimentos em Brasília, a decisão do senador Renan Calheiros de apresentar emenda à Constituição que põe fim à aposentadoria compulsória para juízes e promotores que cometerem crimes e forem condenados judicialmente, foi corajosa. Afinal de contas este assunto estava engasgado na garganta de todos os brasileiros. Cometer crimes e receber uma “aposentadoria-prêmio” é uma afronta ao povo.

Retiro forçado

Depois da fragorosa derrota na capital e no interior, o governador Renan Filho passou uma semana de repouso para resolver dois problemas: o primeiro é definir mudanças no seu secretariado que não correspondeu na campanha do Ciço e, o segundo, avaliar o panorama político no estado que não lhe trouxe boas notícias este ano.

Em plena campanha

Entusiasmado com os resultados das eleições no estado, principalmente em Maceió, o senador Benedito de Lira afunda o pé no acelerador. Como sempre faz de janeiro a janeiro, visita município por município e amplia suas bases eleitorais. “Uma vaga é minha”, diz Biu sobre as eleições para o Senado em 2018.

Não existe

A especulação de que Benedito de Lira poderia topar uma candidatura a vice-governador nas futuras eleições está fora dos planos do senador. Com um preparo físico de fazer inveja a muitos jovens, Biu desafia quem dê assistência nas bases eleitorais mais do que ele.

O negócio tá feio

Afastado do deputado Ronaldo Lessa há algum tempo como se ele não fosse mais útil numa aliança política, o governador está repensando seriamente esta decisão. Pelos comentários “o Zé Renan”, disse um interlocutor, está mudando de ideia para que ele volte a comandar uma secretaria pelo PDT. Resta saber se ele aceita.

O voto é secreto

Muitos dos secretários de Renan Filho, por baixo dos panos, votaram em Rui Palmeira para prefeito. Outros não fizeram força nenhuma pela candidatura de Cícero Almeida.

Decisão de          Quintella

O deputado-ministro Maurício Quintella já admitiu que será candidato à reeleição, pondo fim aos boatos de que poderia disputar uma vaga no Senado. Já seu colega Marx Beltrão sonha em ser senador, mas somente se sair do partido para não competir com o próprio Renan Calheiros.

Chamou pra briga

Já dá pra entender como será a campanha para governador em 2018. Nos últimos debates com Cícero Almeida, no final da campanha, Rui Palmeira chamou os Calheiros para a briga. Bateu forte e disse que o pai não era o imperador de Alagoas, antevendo uma grande disputa nas próximas eleições.

Saldo negativo

Além de processos que irá responder na Justiça, Cícero Almeida ainda não sabe como irá pagar os débitos de campanha. Nos bastidores dizem que os Calheiros não querem nem ouvir falar mais na eleição que terminou na semana passada.

Novo rumo

Com a derrota massacrante que sofreu no último domingo, o destino político de Cícero Almeida é sombrio. Não sabe ainda o que fará nas próximas eleições: se sai candidato à reeleição, o que é muito difícil, ou se disputa uma vaga na Assembleia Legislativa. 

Descrentes

Quase cem mil eleitores parecem que não querem saber de política em Maceió. Perto disso foi o número de abstenções, num recado direto à classe política de que uma reforma é bem vista. Pela contagem do Tribunal Regional Eleitoral, 3,59% foram votos em brancos, 9,91% foram votos nulos e 19,96% se abstiveram de votar.

Decepção

O governador Renan Filho não esconde sua decepção de ter perdido a eleição em Maceió, onde ele investiu muito nos últimos meses. Seus amigos confidenciam que a campanha de Cícero Almeida foi mal planejada, mal executada e grande parte dos aliados não se esforçou como devia.

Sinal de alerta

Essas derrotas estão deixando Renan pai e Renan Filho preocupados com as eleições de 2018, quando os dois voltarão às urnas para renovarem os mandatos de senador e governador. O quadro político está pra lá de ruim para os caciques do PMDB.

O grande derrotado

O senador Renan Calheiros vai ter que refazer todo o projeto político do PMDB, depois da grande derrota do seu candidato Cícero Almeida, em Maceió. O partido chega em 2018 preocupado com as eleições majoritárias.

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