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Edição nº 895 / 2016

01/11/2016 - 09:23:06

Vodca e suco de tomate. Apresento a você o Bloody Mary

JANIO FERNANDES

Tomar um coquetel é um daqueles prazeres que você precisa repetir sempre que puder. Sobretudo quando falamos de agendas apertadas. Sair de um dia duro de trabalho e tomar um drinque é quase uma obrigação em muitas cidades. Por isso, é importante lembrar que para esses momentos existem coquetéis que são estimulantes do apetite, outros que são refrescantes e, também, existem aqueles que acompanham um bom papo. E até mesmo aqueles que substituem uma sobremesa. Mas há outros cuja função é reparar suas forças, ou seja, aqueles que reanimam o corpo depois de um dia intenso. Nessa categoria figura o “clássico, delicioso e revigorante Bloody Mary”. 

Estamos falando de dos mais famosos coquetéis internacionais. Uma surpreendente combinação a vodca e suco de tomate. Outro dia, falando sobre o Bloody Mary com o amigo André Vajas, que é um apreciador desse coquetel tão atraente e brilhante, devido à sua cor e sua receita, notamos que o Bloody Mary é uma daquelas bebidas que dividem opiniões. Ou você ama ou você odeia o Bloody Mary. Parece que não há meio termo, afinal é um coquetel com muita personalidade. Os mais conservadores nem se atrevem a experimentá-lo. Eu, particularmente, gosto muito. E não só porque me encanta, mas porque adoro prepará-lo. 

Ainda me lembro do primeiro Bloody Mary que provei, quando estudava coquetelaria no Recife, com Júlio Romário. Isso há quase trinta anos, no Mar Hotel, em Boa Viagem. Estávamos na aula prática de bar e foi quando aprendi a preparar este magnífico coquetel. Como disse acima: vodca, suco de tomate, basicamente, mas temperado com alguns condimentos. Quando você se aproxima do Bloody Mary, sua única opção é se tornar um fã. 

Essa mistura é de uma criatividade extraordinária. Mas como você deve estar curioso em saber quais são os outros ingredientes aqui vai: pimenta do reino, molho inglês, molho de pimenta tabasco. Acredite, é incrível. Mas para desfrutar de um bom “Bloody Mary” não basta misturar os ingredientes, claro. É preciso um bom suco de tomate, a vodca certa, tabasco, limão, o molho inglês “Worcestershire”, cubos de gelo, além do sal e da pimenta do reino. Agora podemos falar de um excelente coquetel, porém o coquetel perfeito é muito mais que a soma de tudo isso. 

Se você ainda não conhece o coquetel Bloody Mary, dizem que é a melhor bebida depois de uma noite um pouco louca. Quero dizer, para acabar com a ressaca! Mas não há nada que demostre isso. Eu particularmente, não considero que para acabar com os problemas de excesso de álcool seja necessário ingerir mais álcool, mas tomar um Blood Mary, numa dessas manhãs talvez seja uma decisão sensata. 

Existem diferentes versões para a origem do Blood Mary. Alguns dizem que foi criado pelo barman do Harry New York Bar em Paris, Fernand Petiot, que em 1920 desenvolveu um coquetel para misturar vodca e suco de tomate em partes iguais. Posteriormente, Petiot se mudou para Nova York, onde modificou o combinado adicionando condimentos. 

O nome deste coquetel é bastante curioso, porque é atribuído a Maria I da Inglaterra, filha de Henrique VIII, que era conhecida como Maria, a sanguinária “Bloody Mary”. Ela quis restaurar o catolicismo na Inglaterra, e, por isso, muitas pessoas morreram. Venha de onde vier o nome, e sem entrar em detalhes se é bom ou não para a ressaca, vale a pena desfrutar de um Bloody Mary preparado de maneira clássica. 

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