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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 895 / 2016

01/11/2016 - 09:22:44

Eu, eleitor

CLÁUDIO VIEIRA

Há cinquenta e dois anos votei pela primeira vez. Foi um momento solene e inesquecível. Afinal, ali tornava-me cidadão. Por essa razão, seguindo o costume da época, ataviei-me de terno e gravata, assim como via meu pai fazê-lo durante toda a vida, especialmente nos dias de manifestação cívica.

Como hoje, o voto era obrigatório; todavia, jamais senti-me obrigado a comparecer às urnas e, talvez por isso, nunca deixei de apor meu voto, consciente de que os destinos da minha cidade, do meu estado e do meu país estavam nas minhas mãos de eleitor. Nesse segundo turno das eleições municipais irei votar normalmente, apesar de a idade dispensar-me. E como votarei? 

Conheço os dois candidatos, mas cultuo mais afinidades com o candidato à reeleição, o prefeito Rui Palmeira, pois relaciono-me bem com seu pai, Guilherme Palmeira, político conceituado por seu passado digno, ao lado de outros que, na política, engradeceram nosso estado, tais como Rui Palmeira (o avô do prefeito), Arnon de Mello, Muniz Falcão, Afrânio Lages, Abraão Fidélis de Moura, Oséas Cardoso, Major Luiz Cavalcante, o folclórico Sandoval Caju, Divaldo Suruagy, João Sampaio. A relação não se esgota aqui, mas estes são suficientes para representar aqueles que fizeram política com dignidade e honestidade.

Que devo então dizer aos candidatos que remanescem para este segundo turno? Ao Rui, quero dizer que continue com o seu caminhar, assim como se revelou no seu administrar a Prefeitura de Maceió e, agora, na campanha política: sinceridade, lealdade, honestidade jamais duvidosa, proposições sérias e confiáveis, coragem de assumir ônus para manter o Município operante, apesar da crise econômica, política e moral por que atormenta o País.

Ao candidato Cícero Almeida, que aprenda a humildade; que de outras vezes faça campanha propositiva, contendo-se no afã de destruir o adversário; que, se deseja representar o nosso povo, abandone a filosofia lulista/dilmista, aquele lastimável “para ganhar uma eleição faz-se o diabo”, inclusive mentir ao eleitor; que, se tiver tempo, leia a Arte da Guerra, de Sun Tzu, e aprenda esta lição do sábio general chinês da antiguidade remota: “O general encerra sabedoria, credibilidade, benevolência, coragem e retidão”.  Dessas qualidades, tão carentes aos nossos líderes (?), ressalto que o termo benevolência deve ser entendido segundo o confucionismo: a vontade de fazer o bem. E já que estamos falando sobre a sabedoria chinesa do antes de Cristo, lembre-se que usar o nome de Deus em vão é, como ensinou Confúcio, ofensa ao Céu que torna inútil qualquer prece.

A ambos os candidatos, diria Confúcio: “Um cavalheiro (homem de bem) considera o que é justo; um homem (moralmente) pequeno, o que é vantajoso”. 

Assim, votarei naquele que se apresentou como um cavalheiro.

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