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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 895 / 2016

01/11/2016 - 09:20:30

A educação reprovada

FERNANDO LIRA

Os estudantes brasileiros vem já há algum tempo demonstrando que não estão satisfeitos com o tipo de ensino que o governo e iniciativa privada, há décadas , vêm adotando nos vários níveis de educação. A insatisfação é generalizada e se expressa  na evasão escolar, no desinteresse ao conteúdo lecionado  e, mais recentemente, em manifestações que fazem ocupando as escolas e denunciando, nas ruas, sua reprovação ao tipo de escola que são obrigados  a frequentar, sem serem ouvidos no que há de mais importante que é o sistema educacional e seu método de ensino no Brasil.

Esse sistema, que é arcaico, anacrônico, autocrático e nada atraente, não consegue dar respostas às dúvidas e aos problemas que os estudantes observam em seu cotidiano. Portanto, em face dessa situação, atualmente há um amplo consenso entre estudantes e seus pais de que a escola está fora da realidade vivenciada e, por isso mesmo,  é rejeitada, pois  ninguém se sente contemplado com o sistema de ensino, na forma que é adotado no país. 

Certos de que o padrão de ensino não atende mais aos objetivos para os quais fora criado, os estudantes e todos que militam na educação são obrigados a reprovar  o método e toda sua matriz curricular, ocupando as escolas e colocando em discussão uma nova agenda, no sentido de construir uma nova escola que abrace e estude a realidade como ela é, e não os métodos fantasiosos que, criados nos gabinetes frios de Brasília, procuram iludir a todos, ou seja, da pré-escola ao ensino universitário.

Assim o modelo atual amplamente rejeitado, sobretudo pelos estudantes, pelo mercado de  trabalho e pela classe média, adota o fatiamento da realidade em disciplinas e ou bloco de disciplinas que não são necessárias, tão pouco suficientes  para  dar conta de explicar a realidade como ela se apresenta no tempo e no espaço vivido. Nessa perspectiva, a escola não pode estar dissociada da realidade e seu método de ensino tem que responder às dúvidas, sem rodeio, sem milagre e sem ação de mágica, pois não ilude mais ninguém.

Esgotada, a velha escola não tem mais o nobre papel de ensino/aprendizagem e se transforma  em espaço pouco atraente que precisa ser reconquistado, retomado e ocupado  pelos estudantes no sentido de transformá-la em instituição de respeito com ensino vigoroso e real. Para  transformá-la, faz-se necessário o aumento de recurso financeiro que venha ancorar a escola de tempo integral e que adote o método multidisciplinar na abordagem dos problemas reais da sociedade.

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