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Edição nº 895 / 2016

28/10/2016 - 08:16:12

Sétima pior capital em serviços públicos, Maceió espera soluções

Atual prefeito confia em empréstimos externos; ex fala em criatividade e credibilidade

Odilon Rios Especial para o EXTRA

Termina no próximo domingo a disputa pela Prefeitura de Maceió. Rui Palmeira (PSDB) ou Cícero Almeida (PMDB) governarão a capital pelos próximos quatro anos.

Na campanha de ambos, ataques, baixo nível, pilhas de processos judiciais de um contra o outro por acusações no rádio e TV, muitas promessas e um mundo de ficção: no guia eleitoral, nem parece que o Brasil está mergulhado em uma crise de graves proporções e na última terça-feira (25), a Câmara Federal aprovou, em segundo turno, a PEC 241 que congela gastos públicos por 20 anos arrancando dinheiro da educação, saúde e do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC.

Mas, na campanha, o mundo dourado e a troca de culpas entre o atual gestor e o anterior se desfaz diante dos números.

De acordo com o Observatório das Metrópoles, Maceió é a sétima pior capital do Brasil em serviços públicos. Nem tudo é caos. O trânsito por aqui é melhor que o de São Paulo, apontado como o pior do Brasil.

Porém, a cidade que passou oito anos pelas mãos de Cícero Almeida e mais quatro sob batuta de Rui, tem uma realidade deprimente.

É a penúltima em condição média de bem estar urbano; a 20ª em mobilidade urbana. Reconhece o relatório: está em “boas condições” de mobilidade, porém, o índice está mais próximo do “ruim”. Condição ambiental de Maceió? “Bem ruim”; habitacional? “nível bom”; serviços coletivos (como saneamento básico, coleta de lixo e água nas torneiras das casas)? “Bem ruim”. E na infraestrutura? “Bem ruim”.

Quem fez isso? Cícero ou Rui?

O EXTRA perguntou aos candidatos, pouco antes do debate na TV Ponta Verde - o segundo encontro cara a cara entre os postulantes à Prefeitura neste segundo turno.

E quando se pergunta sobre onde será conseguido dinheiro para reverter este quadro, os dois candidatos dão respostas pouco críveis.

Cícero aposta na “criatividade” e “credibilidade” dele como ex-gestor da capital para atrair os pagantes de impostos.

Rui confia em empréstimos internacionais discutidos há pelo menos dois anos e que ainda não saíram da discussões.

Os empréstimos não dependem apenas da vontade individual do gestor. Mas também do aval do Ministério da Fazenda (que é uma espécie de fiador da operação) e aprovação do Senado Federal.

Para ambos, a aprovação da PEC 241 - que congela gastos públicos por 20 anos e limita investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC- não vai atrapalhar a execução de obras ou ideias à frente da Prefeitura da capital alagoana.

A solução de Cícero Almeida

“O relatório é lamentável. Encontramos sim em 2005 a cidade parcialmente destruída e nós tínhamos vergonha de dizer que éramos alagoanos. Onde a gente chegava era vítima de várias ironias”, disse Cícero, explicando que recuperou a cidade em oito anos. “Não posso falar pelos quatro anos do atual prefeito”, afirma.

“Por isso estou aqui novamente como candidato a prefeito, para tentar reconstruir a nossa cidade e reaver aquilo que perdemos nos últimos quatro anos. Não posso culpar ninguém, a sociedade já tem o discernimento suficiente para julgar quem é quem. Quem foi Cícero e quem foi Rui nos últimos quatro anos”.

E o dinheiro? Onde está para executar tantos projetos e tantas promessas?

“Na criatividade, credibilidade. Dando credibilidade para a população, a população paga seus impostos, parceiros vêm, a parceria público-privada funciona, busca parceria com o Governo Federal que ele investe. É só você credenciar o Estado, a capital para que a gente possa buscar este recurso. Piores dificuldades eu passei durante oito anos e não deixei de fazer com que Maceió crescesse e fosse deixada por mim a cidade mais bela do Brasil”.

A solução de Rui Palmeira

“Temos muito problema histórico em Maceió, desigualdade por exemplo, por isso que a gente vem lutando para melhorar sobretudo na nossa educação. O caminho da mudança é educação, a gente vem se esforçando tanto para mudar a cara da educação, voltar a crescer no Ideb, reformamos mais de 80 escolas e creches, inauguramos 15 creches em quatro anos e queremos fazer mais 20. As grandes escolas do município que a gente reformou, como Hélio Lemos, Rui Palmeira, Aroldo da Costa, a gente já vai transformar no próximo ano em tempo integral. Elas têm hoje estrutura para isso, com ginásio de esportes, refeitório com banheiros adaptados. A gente quer fazer isso e acredito que é o foco da cidade: reduzir desigualdade e investir em educação”.

E o dinheiro? Onde está para executar isso? “As grandes obras a gente vai buscar através de financiamento externo. O Governo do Estado tem as dificuldades financeiras, os cofres do município também, nós temos muita dificuldade para fazer o básico. Então a gente não tem muita sobra para fazer muitas obras, o Governo Federal, idem, então a alternativa que enxergamos são os financiamentos externos, por isso que a gente trabalha com esses dois grandes financiamentos, um desde 2013 outro desde 2014 e espero que a gente inicie a obra no próximo ano”.



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