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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 894 / 2016

24/10/2016 - 17:50:44

A justiça de Deus e a dos homens

Alari Romariz Torres

Homens e mulheres que compõem a Justiça no Brasil e em qualquer país do mundo são pessoas normais, iguais a qualquer um de nós. Estudam, fazem o curso de Direito, submetem-se a concursos e vão ser promotores, juízes, defensores públicos. Com o tempo vão crescendo em suas carreiras e chegam a procuradores, desembargadores, ministros.

Existem as áreas estadual e federal. São tais criaturas que vão julgar ou defender as pessoas comuns; e elas são sujeitas a erros.

Complementando tudo isso estão os advogados: eles também estudam Direito, mas preferem trabalhar como defensores privados de pobres e ricos.

Um grande problema que enfrentamos nas ações judiciais é a lentidão com que tramitam os processos. Recentemente, em São Paulo, depois de 25 anos, ressurgiu o escândalo Massacre do Carandiru. Muita gente já morreu e só agora o processo foi encerrado.

Em Alagoas, há dezenas de processos envolvendo políticos e não se chega a uma solução. Os “Taturanas” já caminham para 7 anos. O desvio chega a 300 milhões de reais, o Ministério Público denunciou várias irregularidades e ninguém foi condenado. Todos sabem como o sistema funcionava e um dos principais líderes virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, isto é, vai julgar as contas dos municípios. É impressionante a falta de punição ou o presente concedido a alguém que praticou vários crimes.

No caso dos prefeitos é uma verdadeira dança de cadeiras: afastam um, depois ele volta. Muitas vezes o vice não pode assumir. E não se chega a nenhuma solução.

Reconheço que no Brasil, depois de inventada a ajuda de empresas a políticos em campanhas eleitorais, não se sabe mais o que é propina ou verba legal. Há vários anos só são eleitos afortunados que conseguem ajuda do poder público através das empresas. Poucos conquistam o voto com idealismo, palavra empenhada ou trabalho realizado.

O povo, por sua vez, aprendeu a trocar voto por dinheiro, camisa, telha ou emprego. Quem conseguir realizar tais desejos, ganha a eleição.

A Justiça proibiu “showmícios”, verbas de empresas, mas não conseguiu impedir a compra de votos. Nas campanhas deste ano ficou comprovado que até “gente morta” doou dinheiro para os candidatos e o voto foi comprado pelos mais sabidos a peso de ouro.

O trabalho da Justiça Eleitoral foi muito bom no Brasil todo; o povo deu seu recado em vários estados. Ainda existem caciques políticos que não perderam seu reinado; alguns, até encurtaram um pouco seus redutos eleitorais.

Candidatos que respondem a vários processos ainda se arriscaram nas eleições e parecem verdadeiros santos quando se dirigem aos eleitores. Contratam advogados caríssimos e vão empurrando o julgamento de seus crimes para longe, muito longe.

Um fato me assusta: o político pratica vários delitos, os jornais publicam verdadeiros escândalos, mas se um pobre mortal se arrisca a denunciá-lo vira réu. Tem que provar tudo já público e notório, provado e comprovado na mídia.

É uma luta no Brasil uma pessoa humilde e comum provar que determinado político desvia dinheiro público, persegue servidores, engana a própria Justiça.

Para salvação do povo brasileiro surgiu a Operação Lava Jato e o juiz Sérgio Moro! Quem imaginava senadores, empresários famosos, diretores de empresas públicas e privadas estarem presos ou pertinho da cadeia?

O ex-presidente Lula já se tornou réu em três processos. A ex-presidente Dilma vai pelo mesmo caminho. O Partido dos Trabalhadores está acabando!

Entretanto, é preciso que a Justiça de Alagoas puna os “Taturanas” e outros políticos que desviaram dinheiro público. Ainda falta muita gente!

Não vamos esperar pela Justiça de Deus. Ela chegará, com certeza. Todavia, homens e mulheres da terra precisam punir os culpados!

Deus existe; não duvidem!

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