Acompanhe nas redes sociais:

20 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 894 / 2016

24/10/2016 - 17:47:13

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

A explosão dos juros

Pesquisa divulgada semana passada pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) mostrou que das seis linhas de crédito (no comérccio, cartão de crédito, cheque especial, financiamento de automóveis, empréstimo pessoal  em bancos e financeiras), os juros chegaram ao estratosférico percentual de 463,03% ao ano. Isso significa que quem contrata esses mecanismos de crédito e não paga em dia, realmente se encontra no fundo do poço, sem chances de sair. 

Isso é o mais excelente negócio dos bancos, o que garante lucros enormes às custas da política de juros altos que o governo vai continuar adotado, exatamente para controlar a inflação. O consumidor faz um empréstimo no banco, seja a longo prazo ou mesmo a curto (CDC), e vai pagando geralmente o valor mínimo e a dívida aumenta, devido aos juros sobre juros, a multa e taxas diversas cobradas pelo banco. Os juros que o governo divulga a cada mês, depois da reunião do Comitê de Politica Monetária do Banco Central (Copom) funciona só entre bancos, e está fixada atualmente em 14,25% ao ano, infinitamente inferior à que o consumidor paga no mesmo período. Evite esse prejuízo! 

Quem paga                 a conta?

Nós consumidores, claro! Os ricos, vão continuar cada vez mais ricos (agronegócio, comércio, indústria e banqueiros). O que o governo golpista quer, é cortar os seus gastos para enganar os investidores. É vendendo as estatais (Petrobras, Correios, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal), as rodovias, os portos, ferrovias e outros setores, que, privatizados, seus serviços serão cobrados ao consumidor. Não se pensa em criar, por exemplo, o imposto sobre as grandes fortunas. Mas pensa sim em retornar a CPMF, que atinge todos aqueles que precisam dos bancos. 

Congelamento

Quando o presidente da República, que vai governar apenas dois anos, quer congelar os gastos por 20 anos, significa que não vai existir reajuste salarial para os servidores públicos, nem para seus repasses aos Estados e municípios. Alegar que os cortes não vão atingir as áreas de educação e saúde é enganação. Claro que vai cortar sim, começando com os diversos programas sociais que tiraram o Brasil do Mapa da Fome Mundial. Os aposentados e pensionistas do INSS não terão mais reajuste durante esse período. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia