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20 de Setembro de 2018

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Edição nº 893 / 2016

17/10/2016 - 18:15:40

Muito prazer, eu sou a morte

LIVRO DO JORNALISTA Jorge Oliveira, é uma reflexão sobre a vida

Susan Faria Faria Jornalista, critica de cinema

Muito prazer, eu sou a morte. Título forte, como o livro do jornalista alagoano, radicado em Brasília, Jorge Oliveira, e que está em segunda edição pela Chiado Editora. É daqueles livros que lhe chamam para ficar em casa e conhecer o que vem pela frente em suas quase 300 páginas. Importante leitura, principalmente para jornalistas e estudantes de Comunicação Social que queiram conhecer parte da história da imprensa brasileira, os bastidores das redações de jornais alagoanos, cariocas e brasilienses, o jornalismo especialmente na década de 60 e 70 no Brasil, referências sobre o acordo nuclear entre o Brasil e a Alemanha, tema que deu a Jorge o Prêmio Esso, o maior do jornalismo brasileiro. 
Com escrita precisa, clara, objetiva e bem-humorada, Jorge Oliveira nos conta sua vida como repórter e editor, o relacionamento com chefes, colegas, amigos, fontes jornalísticas, a vida difícil nos primeiros tempos no Rio de Janeiro, sua determinação por ultrapassar limites e não se conformar com o mais fácil. Tudo isso entremeado de reflexões sobre a morte e de como seria a vida dos que lhes estão próximos e o término do seus próprios sonhos, caso tivesse sido assassinado por um pistoleiro, como foi programado em 1984, quando saia para fazer a cobertura jornalística do carnaval no Rio de Janeiro. Um tema difícil, esse da morte, tão bem tratado por Jorge, Machado de Assis (no livro Memórias Póstumas de Brás Cubas) e Ingmar Bergman (no filme O Sétimo Selo) e que exige reflexão, mesmo daqueles que não seguem os ensinamentos espíritas de Chico Xavier, Allan Kardec e tantos ilustres. 
Ao ler Muito prazer, eu sou a morte - lançado em 2015, em Lisboa; e em 2016, em Brasília e Maceió (AL) - também encontramos, nós jornalistas, um pouco da nossa história, do ritmo das antigas redações, dos plantões, das farras, dos riscos, das falsidades e das verdadeiras amizades que conhecemos tão bem ao exercer a profissão. A partir da leitura, podemos refletir sobre a vida, os nossos aprendizados, a morte e o que realmente vale a pena nessa passagem tão efêmera que fazemos por aqui. 
Jorge encerra o livro na mística Serra da Estrela, no Centro de Portugal, lugar de beleza sem tamanho, silencioso e forte onde “as imensas montanhas beijam o céu”, como diz o autor, casado com outra grande jornalista, Ana Maria Rocha, ambos hoje dedicados à literatura e ao cinema, premiados internacionalmente (em festivais de Lisboa- Portugal; Colorado – EUA; e Festival do Audiovisual do Mercosul, realizado em Florianópolis -SC) com o documentário “O olhar de Nise”, que logo será exibido em Brasília.


Referência: Muito prazer, eu sou a morte, livro de Jorge Oliveira, Chiado Editora, R$ 42,00 está à venda no site www.travessa.com.br. 

Outras informações estão no @[UzpfSTExNDYxNDM3MzI4NjoxMDE1Mjk1MTI2NTUxODI4Nw e https://www.facebook.com/ChiadoEditora/posts/10152951265518287]


Boa leitura, amigos. Eu gostei muito!

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