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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 893 / 2016

17/10/2016 - 18:14:38

Pedro Oliveira

Vaquejada não é esporte. É barbárie

Pedro Oliveira

Considero lúcida e inteiramente procedente a decisão do Supremo Tribunal Federal proibindo a prática da Vaquejada em todo o território nacional. Há muito as entidades protetoras dos animais e a sociedade civil consciente cobravam o fim dessa aberração que muitos ousam chamar de “esporte”.

Os defensores das vaquejadas alegam que ela é um elemento arraigado em nossa cultura, amparada pelo disposto no art. 215, § 1º, da Constituição Federal, que diz que “o Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das manifestações culturais” e que “o Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional”, além de servir de atrativo para o incremento do turismo, movimentando a economia local, com a geração de vários empregos sazonais.

Em sentido contrário, temos o art. 225, § 1º, VII, segundo o qual incumbe ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade.

Com o passar do tempo, as vaquejadas foram se popularizando. Tornaram-se competições, com calendário e regras bem definidas. Viraram “indústrias” milionárias, que oferecem verdadeiras fortunas em prêmios.

Hoje, há centenas de parques de vaquejada no Nordeste. Vaqueiros de todas as partes se reúnem para as disputas, pela glória e pelos prêmios, cada vez mais atrativos. 

O fato aqui repercutiu bastante. Na “casa de espetáculos” chamada de Assembleia Legislativa, pouco dada a tratar de coisas sérias e de assuntos do interesse de Alagoas, chegou a acontecer uma sessão super movimentada e pasmem: com quórum, onde o assunto em altíssimo destaque foi a decisão da Suprema Corte. Vários “deputados vaqueiros” usaram da tribuna (com seus vastos conhecimentos jurídicos) para atacar a proibição. Deu de tudo. Um deputado disse: “Estão mexendo com a cultura do nordestino. Não há nenhuma violência. Afinal, os animais são tratados como verdadeiros atletas”. Outro ainda teve a santa burrice de declarar que a medida do STF “tem uma carga preconceituosa para com o povo nordestino”. E foi além em sua sandice: ”A decisão tomada dentro de um gabinete (não sabe diferenciar um plenário) é preconceituosa”. E ordenou aos ministros: ”Precisa a decisão ser revista o quando antes”. Verborragia e aberrações à parte, mesmo sem nunca ter  montado em um cavalo e não precisando me aprofundar mais sobre o assunto (como me recomendou um gentil seguidor em minha página no Facebook), fico com minha opinião de que Vaquejada não é esporte coisa nenhuma. É barbárie.

Somos bandidos?

Dois fatos me chamaram a atenção fazendo-me pensar se não teríamos retrocedido há pelo menos 30 anos no tempo. Episódios negativos que nos envergonham diante de um país que sempre considerou nosso estado uma “terra de bárbaros”. Feriu minha alma quando ouvi do ministro Gilmar Mendes falar no plenário do STF, por ocasião do julgamento da constitucionalidade da prisão em segunda instância antes do transitado em julgado: “Alagoas é o paraíso do crime de mando”. Não li uma palavra do governo estadual ou dos políticos locais rebatendo a afirmativa. Chego à conclusão de que “quem cala consente”. Somos mesmo bandidos?

A nossa violência

Outro fato que me chamou a atenção foi a reação do diligente juiz que preside o Conselho Estadual de Segurança, Maurício Breda, ao se referir ao saldo de violência pós-eleição, com denúncias de ameaças de morte em vários municípios do interior. – “A gente pensava que Alagoas havia superado esta fase” – disse o magistrado, após reunião na qual a pauta tratou dos inúmeros casos de pedido de segurança de candidatos (vencedores e perdedores) ameaçados de morte. O órgão colegiado decidiu encaminhar e dividir este grave problema com a Polícia Federal, o que está corretíssimo. Se deixar com nossa “briosa” não vai resolver absolutamente nada. 

Infelizmente me confessava um integrante do Conselho de Segurança: - “Se não agir rápido e com eficiência, vai ter morte no interior”. Conclusão: o ministro Gilmar Mendes está certo. 

Honra ao mérito

O promotor Alfredo Gaspar de Mendonça vai ser o novo procurador-geral de Justiça de Alagoas. É por mérito e reconhecimento dos colegas candidato único na eleição que acontece no próximo dia 30 de novembro. O governador não receberá, como sempre, uma lista tríplice para sua livre escolha, mas apenas o nome para homologar. Nada mais justo e promissor para o Ministério Público Estadual para dar prosseguimento à gestão ética e eficaz do atual procurador Sérgio Jucá. 

Certamente o promotor Alfredo Gaspar continuará escrevendo sua história honrada e voltada para o interesse público e o bem dos alagoanos.

A palavra dos candidatos

Neste segundo turno das eleições a coluna continua publicando a cada semana “a palavra dos candidatos” contribuindo para que o eleitor tenha a oportunidade de analisar as propostas e projetos dos dois candidatos à Prefeitura de Maceió.

O espaço continua sendo disponibilizado aos postulantes com a condição de que os textos contenham apenas opiniões e propostas, não sendo permitidas acusações e ofensas de qualquer natureza. 

Cicero Almeida

A atenção à saúde dos maceioenses

Saúde é a essência da vida. Sem ela, não temos nada. No nosso governo, vamos promover um pacto pela saúde com o apoio do Governo do Estado. Reabriremos todas as unidades de saúde fechadas pela gestão atual, vamos estruturá-las e dar todas as condições necessárias aos profissionais. Agiremos junto às equipes de Saúde da Família, pretendemos disponibilizar unidades de saúde de demanda espontânea, garantir o acesso às especialidades, exames complementares e medicamentos para os tratamentos, e criar, em cada região administrativa, uma Clínica de Atenção a Saúde da Mulher, um total de oito dessas unidades por toda Maceió.

Sem dúvida tivemos um grande retrocesso neste setor. O fechamento da maternidade Denilma Bulhões, do Laclin e de várias Unidades Básicas de Saúde em grandes bairros, além da redução de 30% na realização de todos os procedimentos de exames, consultas, cirurgias deixou a população vulnerável. Os indicadores de saúde e as longas filas nas portas dos postos para marcar exames simples provam o que estamos dizendo. Daremos prioridade ao atendimento da mulher e do idoso, garantindo o acesso às especialidades e medicamentos, sem burocracia e com celeridade. (Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato). 

Rui Palmeira

Priorizando políticas públicas para a infância

A minha gestão tem priorizado as políticas públicas voltadas para a infância. No meu mandato, dobramos o número de Conselhos Tutelares, eram cinco e agora são dez, garantindo cobertura integral à cidade. Também fizemos parceria com o Tribunal de Justiça do Estado e qualificamos o atendimento, com cursos preparatórios para quem se habilita a conselheiro. Na educação infantil, construímos 11 novas creches e reformamos escolas preparando-as para o ensino em tempo integral, já implantado na rede municipal. Os alunos das escolas municipais recebem material escolar, fardamento e a merenda tem qualidade nutricional. Na área da saúde, formalizamos parceria com a Rede Cegonha e também qualificamos a atenção materno-infantil.  Neste 12 de outubro, Dia da Criança, assinei a adesão de Maceió ao programa Prefeito Amigo da Criança, da Fundação Abrinq, fortalecendo o nosso compromisso com o desenvolvimento de ações que garantam às nossas crianças seus direitos constitucionais. Continuaremos a avançar com ações no sentido de prepararmos, da melhor forma possível, com trabalho e sensibilidade, o futuro do nosso município. (Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato). 

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