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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 893 / 2016

17/10/2016 - 18:00:27

A lógica em tudo

Jorge Morais

Em qualquer que seja a situação na vida profissional, pessoal, empresarial, política, esportiva, social ou em qualquer outro momento, tudo deve ser feito obedecendo a uma lógica. Nada deve ser feito no chute, sem planejamento, obedecendo, apenas, a interesses pessoais, mas voltado para o coletivo. Além do mais, deverá existir um equilíbrio natural sobre todas as coisas.

O comentário em relação a aplicação da lógica sobre tudo está relacionado a decisões tomadas pelo  Tribunal Superior Eleitoral  para as eleições no segundo turno. Senão vejamos. No primeiro turno foram 10 minutos, duas vezes por dia, destinados aos partidos políticos, para que seus candidatos pudessem se apresentar e colocar suas propostas, na tentativa de convencer o eleitor a votar nesse ou aquele candidato.

Com esse curto tempo dividido para todos, teve candidato que nem conseguia dizer: “Meu nome é Enéas”. Pois bem, veio o segundo turno para algumas cidades e o tempo disponível virou uma eternidade. Agora, para dois candidatos, além das inserções repetitivas em toda a programação no rádio e na televisão, eles estão agraciados com 20 minutos de programas (10 para cada um), duas vezes por dia. Isso é, no mínimo, injusto com os demais candidatos, que disputaram o primeiro turno.

A divisão desse tempo para o primeiro momento da campanha é feita de acordo com o número de parlamentares nas duas casas do Congresso Nacional. Como é lei e está escrito, nada a questionar. Mas, para o segundo turno, a distribuição me parece ser  flexível e passível de entendimento de uma decisão superior, o que não houve nenhuma iniciativa nesse sentido.

Com isso, diante da injustiça cometida no primeiro turno, o que vemos, agora, é um tempo maior e enfadonho oferecido para dois candidatos, do ponto de vista de propostas cansadas e clipes para tapar buracos. A referência do texto não é, especificamente, à cidade de Maceió, mas em todo lugar do Brasil, onde se disputa, ainda, a eleição. A conversa é a mesma: o bem contra o mal; quem vai fazer mais; quem abraça mais; quem gosta mais do povo; e quem promete mais.

Em Maceió, agora sim, a nossa cidade, Rui Palmeira, que busca a reeleição, recebeu mais votos do que o segundo e o terceiro colocados juntos no primeiro turno. A vantagem é considerável e isso lhe dá um conforto maior para o próximo turno das eleições, mas não tira os olhos do eleitorado de João Henrique Caldas. Cícero Almeida, que já governou a cidade por dois mandatos, aposta nas obras que fez no passado; na maior parcela dos eleitores de JHC; e, ainda, no bloco dos indecisos, para tentar tirar a diferença.

Quanto aos demais candidatos (Gustavo, Paulão, Fernando e Memória) não decidem nada. Petistas convictos não querem nem ouvir falar nos candidatos dos dois principais partidos no impeachment da Dilma Rousseff (PSDB e PMDB), representados, aqui, por Rui Palmeira e Cícero Almeida. Independente do desgaste sofrido por eles e a votação ridícula do candidato em Maceió, o eleitor corre do PT como o diabo da cruz. Os demais candidatos não interferem no processo, é o mesmo que nada nessa briga entre os grandes.

Portanto, com muito tempo de propaganda eleitoral ou não, a cidade continua silenciosa; o povo não se manifesta; as ruas, limpas da sujeira dos papéis, e quase silenciosa quanto aos carros de som; enxergam dois candidatos falando em vitória, usando seus programas de rádio e televisão, tentando chegar, principalmente, aos eleitores indecisos e os que querem distância das urnas. Pois, quem votou antes, acredito que repete o voto, e eles não precisam se preocupar.

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