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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 893 / 2016

13/10/2016 - 19:50:50

Prefeito eleito pode não ser empossado

Dr. Flavinho é investigado por distribuição de cartão Bolsa Viva Bem em troca de votos

Vera Alves [email protected]
Dr. Flavinho (D) e o então vice, Dr. Marcelo, entregam cartão a uma família e pedem votos

Está na Justiça Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral cujo resultado pode cancelar a posse do prefeito eleito de Pão de Açúcar, Flávio Almeida da Silva Júnior, e seu vice, Clayton Farias Pinto. Ambos são acusados de abuso de poder econômico e captação ilícita de sufrágio em denúncia feita pela coligação “Por uma Nova Pão de Açúcar”, que disputou a eleição do dia 2 tendo como candidato a prefeito Eraldo João Cruz Almeida.

Disputando pela coligação “Pra Mudar Pão de Açúcar”, Dr. Flávio (PMDB), como é conhecido o prefeito eleito, obteve 7.901 votos, 54%21% do total, enquanto Dr. Eraldinho (PSD) obteve 6.644 votos, 45,59%. Um terceiro postulante à prefeitura, Cliuton Santos (SD) conseguiu apenas 29 votos, 0,20% do total de votos válidos no município.

A denúncia que tramita na 11º Zona Eleitoral sob o número 0000191-90.2016.6.02.0011 está recheada de provas contra o prefeito eleito. As mais contundentes são fotos que registram a entrega, por parte dele, do cartão Bolsa Viva Bem Pão de Açúcar, a moradores carentes do município e depoimentos dados à Polícia de pessoas que receberam o cartão das mãos do então candidato com a promessa de que receberiam uma certa quantia em dinheiro logo após a votação.

As promessas incluíram também a possibilidade de efetuar compras em supermercados e de viajar com o cartão de crédito. Em uma das fotos anexada à denúncia, Flavinho aparece com seu então companheiro de chapa – Marcelo Marcos Tenório de Vasconcelos – entregando o cartão a uma senhora. 

Dr. Marcos acabou renunciando à condição de vice na chapa porque não se desincompatibilizou dentro do prazo legal da função de médico contratado pela prefeitura e acabou sendo substituído por Clayton Farias, o Clayton da Brahma.

O prefeito eleito também é acusado de ter se utilizado eleitoralmente da estrutura  do Instituto Paulina, a entidade que fundou em 2011 no Centro de Pão de Açúcar e que agora tem filiais instaladas em três localidades carentes, no Cohab, no bairro Alto Brasília e no povoado Vila Limoeiro.

SEGURANÇA 

DE PC FARIAS

Um dos poucos candidatos milionários do interior do estado – declarou à Justiça Eleitoral um patrimônio de R$ 3.661.146,00 – Flávio Almeida da Silva Júnior esteve no cerne do noticiário nacional na década de 1990, quando da morte do ex-tesoureiro do ex-presidente Fernando Collor de Mello, Paulo César Farias. 

Flavinho, um ex-sargento da PM e hoje advogado, era o chefe da segurança de PC Farias e teria autorizado a queima do colchão em que o ex-tesoureiro e a namorada, Suzana Marcolino, foram encontrados mortos no dia 23 de junho de 1996. O caso até hoje levanta dúvidas quanto a ter se tratado de homicídio seguido de suicídio (praticado por Suzana) ou queima de arquivo.

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