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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 892 / 2016

10/10/2016 - 17:23:09

Pedro Oliveira

PT o grande derrotado nas eleições

Pedro Oliveira

Na maior derrota de sua história o partido 

perdeu pelo menos 400 prefeituras

O PT é o grande derrotado das eleições municipais de 2016. O partido teve um corte de quase 60% do número de prefeitos no Brasil. Nas capitais, elegeu apenas um prefeito até agora. Outros sete estão no segundo turno, mas apenas dois ou três poderão levar.

Um partido não morre dessa forma, mas sai muito ferido. O PT vai perder cerca de 15 mil cargos comissionados nas prefeituras. Era gente que ajudava a sustentar a legenda financeiramente com parte de seus salários.

O partido encolheu em todo o país, quando se compara aos resultados que teve há quatro anos. Em São Paulo, perdeu na capital (apesar da reação de Haddad), na região metropolitana, incluindo o ABC, e no interior. No placar das urnas paulistas, ficou em 14º lugar, elegendo apenas 8 prefeitos. Havia vencido em 72 prefeituras na eleição de 2012. Outro desastre foi em Minas Gerais: ficou em 9º lugar. Nem apresentou candidato no Rio de Janeiro, preferindo apoiar o PCdoB. Ficou em 3º em Porto Alegre, antigo reduto eleitoral do PT. Na soma geral dos votos, amargou o 10º lugar.

Dá para ver claramente o peso da Lava-Jato sobre o desempenho petista. As denúncias de corrupção, o impedimento de Dilma, seguidos do estardalhaço na grande mídia, causaram danos irreparáveis. A prisão de algumas lideranças do PT na semana que antecedeu a votação, como Guido Mantega e Antônio Palocci, foi mais um balde de água fria nas expectativas petistas. O partido já estava isolado no Congresso Nacional. Agora, é o grande derrotado nas urnas. Daqui para a frente, pode sofrer dissidências internas que o tornem ainda mais adoecido. Quase amaldiçoado. Por outro lado, pode aproveitar a derrota para rever a sua narrativa e retomar as origens ligadas ao movimento social. E ainda tem um trunfo para 2018: Lula. Se o ex-presidente escapar da provável condenação judicial.

 E quem foi o grande vencedor da eleição paulista? Geraldo Alckmin. O governador emplacou João Dória, pouco conhecido do eleitor. Dória fez campanha dizendo que era um gestor e não um político. Funcionou. Alckmin reforça a posição dele na luta interna do PSDB e amplia o cacife para disputar a presidência da República na briga interna com Aécio Neves.

A vez de         Rogério Teófilo

Não se pode dizer que o prefeito eleito de Arapiraca foi um “azarão”, mesmo permanecendo em terceiro lugar durante toda a campanha. Lutou bravamente contra duas candidaturas supostamente fortes (dois deputados com mandato), o vergonhoso uso da máquina pública municipal, o governo do estado, a bancada alagoana no Senado, deputados federais e a liderança fajuta da prefeita Célia Rocha. Rogério Teófilo sempre soube onde queria chegar e conhecia suas chances. Poucos dias antes da eleição ele me foi exibido um “mapa da mina” e ai me convenci da grande possiblidade de sua eleição. Arapiraca devia essa vitória a Teófilo para se redimir do grande equivoco que foi a eleição de Célia Rocha em 2012. Terá agora que mostrar serviço e retribuir os votos que o elegeram com trabalho e determinação. Isto ele vai conseguir. 

O Sertão não tem “dono”

Nestas eleições aconteceu um fato positivo, mas  que não mereceu o destaque merecido pela imprensa. A acachapante derrota dos últimos “coronéis” da política do Sertão alagoano. Não sobrou um sequer. O povo demonstrou que nos tempos atuais não aceita mais o “cabresto” e a ofensiva e imoral história de “donos dos votos”. Perderam os que se imaginavam imbatíveis, quer seja pela compra de votos ou pela violência ameaçadora. O povo perdeu o medo e deu o recado: “somos nós donos de nossa vontade”. Já não era sem tempo disto acontecer. 

As rezas do                  padre Eraldo 

Conheço o padre Eraldo há muito tempo e nunca duvidei de sua capacidade eleitoral. Agora enfim teve sua chance. Sei que ele é bom de reza e também de voto e mostrou isto derrotando todo o suposto poderio do prefeito Lula Cabeleira e o “ilusionismo” do deputado Givaldo Carimbão, que se sentia mais perto de Deus do que o carismático reverendo. No inicio ameaçado por conta de alguns “amigos” que o traíram, deu a volta por cima e arrebentou nas urnas. Mais uma resposta no Sertão que se liberta. 

Procissão dos  endividados

Encontrei um candidato derrotado para vereador em Maceió derramado em lamentações e com problemas complicados para resolver. Considerado “malandro” no xadrez eleitoral, teve mandato e gastou muito dinheiro na busca de uma vaga na Câmara Municipal. Usou e abusou do famigerado “cadastro” que para ele não funcionou. Fez dívidas com agiotas imaginando pagar com o dinheiro sujo do seu suposto mandato. Agora não tem como pagar. Como ele existem vários outros sem mandato e com mandato. Ao que parece o povo recebeu o dinheiro desses políticos safados e votou no consagrado Lobão, o recordista de votos espontâneos e livres do povo humilde de Maceió. 

A Cézar o  que é dele

“A César (com s) o que é de César”. Palavras de Jesus nos evangelhos sinóticos. E essa foi a decisão do povo de Palmeira dos Índios ao dar a vitória mais emblemática da política alagoana nas últimas eleições elegendo prefeito Júlio Cézar. Fez melhor: à Palmeira o melhor para resgatar sua dignidade perdida por equívocos políticos de anos. Derrotou as maiores forças políticas locais e do estado, a máquina da administração e até a truculência que ameaçou e pressionou. Foi a vitória do povo sem temor e com esperança. 

A palavra dos candidatos

Neste segundo turno das eleições a coluna volta a publicar a cada semana “a palavra dos candidatos” contribuindo para que o eleitor tenha a oportunidade de analisar as propostas e projetos dos dois postulantes à Prefeitura de Maceió.

Cicero Almeida

“Recomeço neste espaço agradecendo ao jornalista Pedro Oliveira pela oportunidade dada a mim de apresentar, a cada semana, propostas que tem por objetivo transformar a realidade da nossa cidade. Nunca é demais lembrar que em meus oito anos de governo, Maceió viveu uma realidade de grandes mudanças, foi um período onde projetos inovadores e transformadores foram trazidos, dando uma nova identidade à cidade e fazendo a diferença na vida das pessoas, seja na infraestrutura, na saúde, educação, assistência social, turismo, entre outras áreas.

Neste momento entramos no 2º turno da campanha com o mesmo propósito: apresentar projetos para retomar o crescimento de nossa capital. Vamos usar deste precioso espaço para propor ações reais e imediatas, e faremos isso ouvindo as vozes das pessoas nas ruas, especialmente as mais humildes. Nosso caminho sempre foi trilhado com os pés no chão, e desse modo sempre soubemos fazer a diferença para melhor, então que assim seja”.

Rui Palmeira

“Estou agradecido pela votação expressiva no primeiro turno, pelos abraços, incentivos e carinho do povo de Maceió a nossa candidatura e aos projetos que apresentamos para nossa cidade. Agradeço também às nossas lideranças políticas e comunitárias, aos nossos vereadores e à minha família pela presença constante, por cada voto conquistado.

Peço que neste segundo turno, possamos duplicar esse trabalho e multiplicar esses votos para Maceió seguir avançando. Vamos manter a mesma estratégia propositiva do primeiro turno, continuar a mostrar o que fizemos nesses quase quatro anos e reforçar os nossos projetos em benefício das pessoas que mais precisam”.

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