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26 de Setembro de 2018

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Edição nº 892 / 2016

10/10/2016 - 17:15:21

Jorge Oliveira

Xô, Ciço

Jorge Oliveira

Cascais, Portugal - O povo de Maceió está de parabéns. A primeira tentativa de impedir que o Ciço volte à prefeitura funcionou. Espera-se agora que a vitória de Rui seja mais avassaladora para não deixar dúvida quanto à rejeição do maceioense ao Ciço, que deixou um rastro de escândalos e quebrou a prefeitura com seus projetos mirabolantes, inacabados e superfaturados. Na verdade, o ex-prefeito levou um banho nas urnas e por pouco, muito pouco mesmo, o Rui não ganhou as eleições no primeiro turno, para desespero dele que ficou no empate técnico com o JHC.

O Ciço é nocivo à sociedade, um cara que deve ser extirpado e expelido da política para o bem de Maceió. Demagogo, populista, chegou na prefeitura às custas do empresário João Lyra para quem virou as costas depois de eleito. Tratou a Lourdinha, sua vice, com desprezo. Não se afastou um dia sequer do cargo para não permitir que ela assumisse a prefeitura. E ainda espalhou que fazia isso por orientação do pai dela para provocar uma cizânia familiar. Ciço não tem amigos, tem interesses. Quando lhe convém é capaz da mais sórdida subserviência para chegar onde quer. É um capacho dos poderosos.

Começou a campanha na frente nas pesquisas. Mas aos poucos foi perdendo terreno porque fazia um programa medíocre, incompetente, mentiroso. Apelou para a baixaria em vez de apresentar propostas para a cidade. Teve o programa suspenso pela justiça eleitoral algumas vezes pelas críticas mentirosas e falsas que fazia contra o atual prefeito. Não respondeu a nenhuma das acusações que lhe foram feitas sobre a corrupção na sua administração. Não explicou também como comprou luxuosos apartamentos a beira-mar e o processo que responde na Operação Taturana. A soma de tudo isso é que levou o eleitor à reflexão na hora de votar.

O resultado das urnas mostrou que a população de Maceió acendeu o sinal vermelho para políticos corruptos como o Ciço, ervas daninhas do dinheiro público. Não quer mais ver os ratos se alimentando do dinheiro dos seus impostos. Por isso, o maceioense decidiu fazer uma assepsia no município reconhecendo a administração séria, competente e honesta do Rui, que certamente será reeleito no segundo turno com mais votos do que obteve no primeiro.

O Rui ganhou do Ciço em todas as classes sociais, desmitificando a ideia de que ele era aclamado pelos mais pobres para quem teria dirigido o seu trabalho à frente da prefeitura. A população disse não ao pão e circo, não às migalhas do Ciço que a enganava pavimentando ruas como se isso fosse uma grande obra social, enquanto deixava a saúde e a educação a pão e água. Além disso, o Ciço desarrumou a cidade com o seu improviso urbanístico para beneficiar a especulação imobiliária e os empresários corruptos. 

Maceió se ressente até hoje de um colapso no trânsito, avenidas entupidas de carros, um verdadeiro caos urbano. Ciço empenhou-se em fazer elevados e viadutos para facilitar a vida dos que se movimentam de carros, esquecendo da educação, da saúde e do bem-estar dos mais desfavorecidos e carentes de tudo. 

Seriedade

Rui, aos poucos, vai reorganizando a cidade e as finanças destroçadas do município que ficaram no vermelho. Por isso precisa de mais quatro anos para arrumar a casa e imprimir a sua marca de administrador sério para que a cidade volte a sorrir. Agora, no segundo turno, conclamo meus dez leitores: digam não à corrupção e à trapaça. Vote no Rui por uma cidade melhor, mais honesta e mais organizada.

Vergonha

Se realmente a ex-presidente Dilma usou de sua influência para se aposentar furando a fila do INSS, como denuncia a revista Época, é golpe baixo. Estamos diante de um desrespeito ao brasileiro jamais visto no país. Quem conhece a geringonça da previdência no Brasil sabe perfeitamente que não é fácil para um cidadão comum requerer a sua aposentadoria, mesmo com todos os papéis legais. Isso sem contar com o constrangimento do desprezo e a humilhação de boa parte dos atendentes.

Zelosos?

No caso da Dilma, alguns desses servidores não pareceram tão zelosos ao analisar os documentos dela alterados 16 vezes para beneficiá-la. A ex-presidente pode, então, sem nunca ter ido à agência do INSS, aposentar-se pelo teto máximo – mais de 5 mil reais, graças à intervenção de Carlos Gabas, funcionário de carreira, ex-ministro da Previdência Social no governo petista, que fez tudo por baixo do pano. O MP avisou que vai apurar o caso que configura crime de improbidade administrativa. E o Ministério do Desenvolvimento Social já anunciou o afastamento dos servidores que participaram do esquema fraudulento.

Estafeta

A ex-presidente não precisou enfrentar filas nem agendar o dia para comparecer ao INSS, como fazem todos os candidatos à aposentadoria. Acionou apenas Carlos Gabas que serviu de estafeta para a ex-chefe furar a fila e conseguir a aposentadoria um dia depois do impeachment. Assim, um grupo devotado de servidores, sob as suas ordens, trabalhou com dedicação exclusiva para beneficiar a Dilma, que agora tem três aposentadorias: a de anistiada, a de ex-presidente e a do INSS, uma vergonha nacional para quem ainda se divulga honesta e se diz vítima de um golpe. Furar a fila do INSS, isto sim, é um golpe contra milhares de brasileiros que tentam diariamente vencer a burocracia do órgão para fazer valer os seus direitos nem sempre respeitados.

Desobediente

Você pode até achar que a ex-presidente não precisaria entrar na fila para se aposentar como fazem os mortais comuns. Ora, como ex-presidente, ela deveria dar o exemplo e aguardar o tempo legal do trâmite da documentação como faz todo segurado. Além disso, ao deixar o cargo de presidente, ela voltou a ser uma pessoa comum e, portanto, teria que obedecer às leis do país sob pena de ser penalizada criminalmente.

Honestidade?

Ao distribuir uma nota oficial negando os privilégios, a Dilma volta a falar em honestidade. Diz, por exemplo, que até seus oponentes apontam essa como uma de suas qualidades. É leviana, mais uma vez, quando generaliza o comentário sem citar sequer um desses adversários. A exemplo do golpe, que não cola mais, agora tenta carimbar nela a palavra honestidade para contrapor o seu envolvimento no caixa dois da sua campanha administrado por Palocci, o ex-ministro que intermediou o roubo nas empresas públicas.

Fraude

A equipe que trabalhou sob as ordens de Gabas foi afastada. Como é forte a suspeita de fraude no esquema, pois não foi obedecido o critério da análise convencional exigido por lei, o governo bem que deveria suspender os seus proventos já que, ao afastar os servidores, coloca sob suspeita todo o processo da aposentadoria da ex-presidente.

Transgressora

O que surpreende a todos nós, de verdade, é saber que durante seis anos essa senhora governou o Brasil, uma das maiores economias do mundo, dessa forma: transgredindo a lei, acumpliciando-se com a corrupção e praticando atos bizarros, mesquinhos e truculentos como esses de furar uma fila do INSS enquanto milhares de brasileiros – muito dos quais seus eleitores – madrugam em infindáveis filas para justificar suas aposentadorias. Ainda bem que o pesadelo acabou. Ufa!      

Afastados

O governo descobriu o favorecimento e afastou três funcionários. Um deles, Carlos Gabas. Ele nega que teria ajudado a sua ex-chefe, mas os dados não mentem. Dilma entrou com pedido de aposentadoria em uma agência do INSS em Brasília que normalmente dá prazo de mais de três meses para concluir o processo, mas ela se aposentou em menos de 72 horas graças à equipe de funcionários chefiada por Gabas, que ficou à sua disposição

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