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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 892 / 2016

06/10/2016 - 20:26:33

Juízo final

Da Redação

Passou despercebida de muita gente uma declaração do desembargador Fernando Tourinho Filho que tanto pode selar o destino dos condenados no assalto à Assembleia Legislativa, como adiar por tempo indefinido o julgamento dos recursos dos taturanas. 

No despacho em que comunica o segundo adiamento do processo, Tourinho diz que vai proferir seu juízo de valor acerca de “todas as pretensões discutidas e que sejam suficientemente necessárias ao encerramento dos recursos”. 

Ocorre que das 30 questões preliminares suscitadas em defesa dos condenados, 28 delas foram derrubadas pelos três desembargadores da 3ª Câmara Cível, incluindo o próprio Fernando Tourinho. 

Ao afirmar que vai proferir juízo de valor de “todas as pretensões discutidas”, Tourinho admite rever a sua decisão que derrubou as preliminares em favor dos réus. Se isso ocorrer, serão convocados novos desembargadores para analisar a questão e, com isso, o julgamento do caso pode ficar para o dia do juízo final. 

Fora de combate 

1 - O afastamento do juiz Léo Denisson, da Comarca de Marechal Deodoro, vai destravar processos cabeludos que há anos dormem nas gavetas do magistrado. Um deles trata da disputa judicial por uma área de 170 hectares no pólo industrial de Marechal, que envolve valores milionários e muitos interesses escusos. 

2 - O litígio se arrasta desde a gestão de Ro-naldo Lessa, passando pelo governo tucano de Téo Vilela, que foi enganado por assessores desonestos, mais interessados no próprio enriquecimento ilícito que na solução da pendenga jurídica. 

Por caminhos oblíquos, empresas como Portobello, Cimentos Zumbi, E-Palites, Lemix e outras, foram envolvidas no imbróglio, com risco de sofrerem ações de despejo por ocupação irregular das áreas onde instalaram suas indústrias. 

3 - Herdeiro dessa embrulhada, Renan Filho tenta resolver a questão desde que assumiu o governo, mas tem trombado de frente com vários interesses em jogo, inclusive a omissão de membros da Justiça em dar solução ao caso. Agora, com Léo Denisson fora de combate, talvez a pendenga seja solucionada. Senão, cairá nos braços do CNJ. 

Maior vitória 

A vitória do professor Rogério Teófilo, em Arapiraca, foi o fato político mais surpreendente dessa eleição em Alagoas. Rogério tem liderança e capacidade técnica para comandar seu município, mas nem mesmo os aliados apostavam em sua vitória devido ao rolo compressor que teve de superar. Com poucos recursos, enfrentou o poder municipal e a máquina estadual pilotada pelo próprio governador Renan Filho e seu vice Luciano Barbosa. É, também, a vitória da independência de Arapriaca. 

Lei de Murphy

Segundo a Lei de Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar. Foi o que ocorreu em várias prefeituras de Alagoas, onde o eleitorado trocou seis por meia dúzia e em alguns casos mudou para pior. Gestores despreparados e comprometidos com o crime, a corrupção e a bandalheira foram escolhidos pelo povo soberano.  

Adeus, Paulão

A derrocada do PT em todo o País também se repetiu em Alagoas, como já era esperado. Por aqui, o líder maior do partido, o deputado Paulão, ganhou o adeus dos eleitores e certamente encerrará sua carreira política, sem deixar saudades. 

A mancha

Rio Branco foi a única capital brasileira que elegeu um candidato do PT, e logo no primeiro turno. Mas como o Brasil jamais devolverá o Acre à Bolívia, temos que conviver com essa mancha vermelha no mapa do país. Pelo menos até a próxima eleição. 

O acaso não existe

Assim como o cabo Luiz Pedro – que ainda está solto -, Lobão não se elegeu vereador de Maceió por mero acaso do destino. Sua vitória nas urnas tem origem na omissão do poder público que cria as lacunas sociais, terrenos férteis para o surgimento dessas lideranças identificadas como pais dos pobres. 

Curral eleitoral

Foi nesse vácuo social que o truculento cabo Luiz Pedro emergiu como liderança política e, com a conivência desse mesmo poder público omisso, construiu em Maceió o maior curral eleitoral já visto em qualquer capital do país.  É o único político que tem eleição garantida, esteja solto ou na cadeia. “Vida de gado, povo feliz”, diz a canção. 

Culpa do Gabiru

A vitória do Dr. Flávio em Pão de Açúcar, mais do que demérito para Dr. Eraldinho, traduziu o alto índice de rejeição do prefeito Jorge Dantas, que sequer teve coragem de disputar a reeleição. Mais conhecido como “Jorge Gabiru”, Dantas faz uma das piores gestões entre as prefeituras alagoanas. 

Toma lá dá cá

A nomeação do novo ministro do Turismo, o deputado alagoano Marx Beltrão, foi usada pelo go-verno como isca para ter o apoio do PMDB na aprovação da PEC do teto de gastos. Mas parece que a turma de Renan continua insatisfeita com o petisco.

Toledo derrota Anselmo Brito

O conselheiro Fernando Toledo derrotou o colega Anselmo Brito na disputa pelo cargo de corregedor do Tribunal de Contas do Estado. Brito, coitado, só teve o voto dele, e mais uma vez fica isolado na casa.

Resposta 1

Em relação à nota “Caixa preta”, da edição passada, o Sinteal encaminhou resposta afirmando estar à disposição da Justiça, do Ministério Público do Trabalho ou de qualquer outra instituição de controle social para todos os esclarecimentos e pedidos de provas que venham a ser necessários.

Resposta 2

Afirma, ainda, a entidade: “Alertamos que o Sinteal sempre esteve e estará à disposição para esclarecer todas as dúvidas e questionamentos dos/as sindicalizados/as. 

Resposta 3

Por fim, afirma: “Em nenhum momento de nossa história colocamos obstáculos a qualquer pedido de informação ou esclarecimento. Temos a plena convicção de que a grande maioria das/os nossas/os sindicalizadas/os confia no trabalho desta diretoria, e é isto que nos incentiva a continuar trabalhando arduamente em defesa de todos os trabalhadores e trabalhadoras em educação”. 


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