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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 891 / 2016

07/10/2016 - 06:17:30

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

O vilão do condomínio

Moro em edifício de apartamentos há 32 anos, sempre “de olho no condomínio”, procurando saber se tudo realmente se encontra correto em se tratando da administração, ou seja, do síndico, através da prestação de contas mensal com receita e despesa, devendo ser anexada a fatura do condomínio. Mas nunca tinha condições de participar das assembleias que decidiam o reajuste ou qualquer outro tema de interesse dos condôminos por aboluta falta de tempo, devido a minha árdua tarefa diária de trabalho. Hoje, aposentado, decidi ser síndico, prometendo cumprir à risca o que determina a convenção, a lei, o regulamento interno e as deliberações das assembleias. De cara, tenho que enfrentar o verdadeiro vilão: o inadimplente. 

Para tratar essa questão, tenho que conscientizar o devedor que deve pagar em dia a taxa de condomínio e que se atrasar terá de pagar multa, juros correção monetária, honorários advocatícios e taxas de cartórios. Todos já dispõem de um desconto de R$ 40 pagando até a data do vencimento.  Não é justo quem está em dia ter de pagar pelo devedor. Também não se pode aceitar pedidos de isenção de multas e juros, o que é proibido em lei, e nem o síndico, e muito menos a assembleia, poderia dar descontos para aliviar a conta do devedor. Se atender esse apelo, vai ter certeza de que estará abrindo a porta para o crescimento da inadimplência. 

O guardião

É o porteiro responsável pela tranquilidade e proteção dos condôminos. Por isso deve ser um profissional qualificado, com idoneidade moral, formação educacional e capacidade física, além de ter participado de cursos de treinamento e se adaptar às normas, rotinas e regras do condomínio. Sua importância deve ser sempre respeitada pelos moradores, já que sua atuação é vital aos dia a dia de todos. Só quem deve dar ordem ao porteiro e faxineiro é o síndico, pois não é porque se paga o condomínio que deve ser considerado patrão. Toda empresa tem a sua hieraquia, que deve ser respeitada. 

Reajuste

Alguns condôminos acham absurdo o aumento anual da taxa de condomínio, sem lembrar que existem reajustes de salários, de preços dos serviços estabelecidos pelo governo (energia, água, gás, etc) e a própria inflação. Mesma queixa para os chamados rateios, que é um valor a ser pago a mais por determinado serviço urgente para beneficiar o prédio. 

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