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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 891 / 2016

07/10/2016 - 06:15:28

Meio Ambiente

Da Redação

Queixadas 

Câmeras espalhadas pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR) registraram imagens de queixadas (Tayassu pecari) – animais também conhecidos como porcos-do-mato – que não apareciam na região há mais de duas décadas. Originários das florestas tropicais das Américas, as queixadas correm risco de extinção em virtude, principalmente, da caça predatória e da destruição de habitat. No Brasil, são considerados vulneráveis à extinção em todos os biomas do país. Como se alimentam de frutos e vegetais, esses animais destacam-se pela sua contribuição na dispersão de sementes e por controlar o crescimento de plântulas, o que favorece a diversidade florestal.

Ameaça aos quelônios

A população de quelônios na Reserva Extrativista do Médio Juruá, a cerca de 800 quilômetros de Manaus, no Amazonas, está entrando em declínio. Ainda não há um estudo para apontar as causas, mas a situação já é considerada alarmante. O alerta é do gestor da Resex, Manoel Lima. Para ele, a principal causa é a captura ilegal das tartarugas e tracajás para serem vendidos ilegalmente. “É um crime ambiental que parecia quase extinto, mas está voltando com força e justamente em época de reprodução”, afirma. O monitoramento e o manejo dos quelônios ao longo do rio de quase 60 quilômetros são feitos pelos próprios ribeirinhos, treinados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio

Sagui-leãozinho

O menor macaco do mundo cresce no máximo até 16 cm de altura e vive na Amazônia. O rabo, usado para manter o equilíbrio, tem 20 cm de comprimento. Esse animal costuma viver em grupos de até 9 indivíduos e, quando a fêmea dá à luz, o macho fica por perto para “ajudar” no parto. Ele também está entre os filhotes mais bizarros do mundo.

Harpia

O gavião-real (Harpia harpyja), também conhecido como harpia, é a maior águia encontrada no Brasil, medindo até 105 centímetros de comprimento. Os machos pesam de 4 a 5 quilos e as fêmeas podem chegar até 9 quilos. A envergadura chega a 2 metros de comprimento. De asas largas, tarsos e garras bem desenvolvidos, com a unha medindo até 7 centímetros, consegue capturar presas com mais de 6 quilos. Alimenta-se de mamíferos: preguiças, primatas, veados, quatis e algumas aves como seriemas, araras, além de répteis. Devido ao desmatamento e alteração do hábitat, a ave é dificilmente avistada em boa parte do Brasil. Desde 1997 é estudada pelo Instituto Nacional de Pesquisa da Amazônia (Inpa) através do projeto Gavião Real, que busca conhecer e conservar a espécie no País.

Novas espécies 

Durante a expedição no Parque Nacional da Serra da Mocidade (RR), biólogos do Instituto Chico Mendes (ICMBio) catalogaram 40 novas espécies de plantas e animais. Cerca de 70 profissionais participaram do projeto e passaram 25 dias em trabalho de campo. Diante do volume de conhecimento científico gerado, será produzido um documentário sobre a expedição, que deve ser lançado ainda este ano. 

Serra do Mar

Pelos próximos dois anos, pesquisadores da ONG Projeto Dacnis conduzirão um projeto científico de levantamento da avifauna no Parque Estadual da Serra do Mar (SP). O objetivo do estudo é colher informações para que seja traçado um plano de manejo para a região e, a partir deste plano, embasar a conservação e proteção das espécies ameaçadas ou endêmicas  e de seus habitats. Em menos de dois meses, o trabalho de campo já registrou 134 espécies de aves. 

Rio Meirim

Técnicos do Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA-AL) constataram a presença de águas-vivas, algumas de grande porte e que apresentam toxicidade na região estuarina do Rio Meirim, localizado no bairro da Pescaria. De acordo com o biólogo consultor do IMA, Juliano Fritsche, essa região se encontra represada, sendo abastecida apenas por marés mais altas, o que ocasiona a formação de uma zona com pouco fluxo de água onde as águas-vivas podem se proliferar com facilidade pela ausência de predadores. O Instituto recomenda que as pessoas não utilizem esse trecho do rio e alerta ainda que, no caso de queimaduras, os banhistas procurem atendimento médico imediatamente.

Energia limpa

Os EUA estão investindo em energia eólica . Exemplo disso é o fato inédito que aconteceu no Texas no início de 2016. Sem condições de armazenar toda a eletricidade produzida por meio do vento, o governo acabou dando energia elétrica de graça à população. Pois eis que surge mais uma grande iniciativa do setor. Composta por cem turbinas eólicas no meio do mar, trata-se da nova maior usina offshore do mundo, que ficará sediada no estado da Califórnia e tem capacidade para produzir até 765 megawatts de energia limpa. O projeto promete abastecer mais de 200 mil residências. A usina fica a mais de 53 quilômetros de distância da costa. Programada para começar a funcionar em 2025, espera-se que essa seja uma iniciativa inovadora que, quando aprimorada, terá custos menores e pouco impacto para o meio ambiente. É esperar para ver.

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