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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 891 / 2016

07/10/2016 - 06:05:00

Gabriel Mousinho

A hora do voto

Gabriel Mousinho

Depois da campanha nas ruas, no rádio e na televisão, chegou a hora do maceioense escolher quem é o melhor candidato para Maceió. As agressões no Guia Eleitoral ficaram para trás e os eleitores devem ter feito uma avaliação de quem fez mais propostas e de quem realizou muito mais pela nossa cidade.

Na hora do voto, o eleitor consciente vai separar o joio do trigo. Vai decidir se vota em quem trabalhou, em quem é decente, em quem é sério, em quem apresentou boas propostas e quem tratou durante sua vida pública com respeito ao dinheiro do contribuinte. Vai também fazer um retrospecto da vida de cada um se já enfrentou ou enfrenta problemas com a Justiça. Depois disso passa a decidir quem será melhor para o povo, principalmente os mais necessitados.

As retóricas de campanha, principalmente no Guia Eleitoral, ficaram para trás, mas também serão analisadas para saber quem mentiu e quem disse a verdade. E o povo compreende isso.

Neste domingo vamos todos às urnas, exercer a nossa cidadania em toda a sua plenitude e votar em quem é melhor pra Maceió. 

A hora é agora.

O governo ataca 1

Nunca foi nenhuma novidade para a população alagoana a utilização de farta publicidade do governo do Estado sobre obras em Maceió, exatamente em época de campanha eleitoral. O governo tem gasto uma nota com as propagandas, que visaram, sobretudo, a candidatura de Cícero Almeida à prefeitura da capital.

O governo ataca 2

Inquietos, os coordenadores da campanha de Cícero Almeida passaram a semana apresentando vídeos de Biu de Lira, Téo Vilela e José Thomás Nonô, como se isso revertesse votos para o candidato. E ainda mais: como se essas aparições prejudicassem o candidato Rui Palmeira. O povo já cansou de tanta besteira.

Agradecimento ao chefe

Alçado à condição de secretário de Assistência e Desenvolvimento Social há bem pouco tempo, o técnico Antônio Pinaud encontrou uma maneira pouco usual de fazer um penhorado agradecimento ao governador Renan Filho. Numa das suas primeiras ações, não titubeou: levou para Murici, o clã dos Calheiros, o projeto de assistência social, que prevê, entre outras coisas para os idosos, um salário mínimo mensal após os 65 anos. 

Durou pouco

O marketeiro que havia sido contratado para ajudar Cícero Almeida na campanha já foi defenestrado dias atrás. Uma série de desencontros foi a causa da dispensa do profissional, que chegou bem recomendado e com uma larga folha de serviços prestados a outras campanhas políticas. 

Arrependimento

A massacrante aparição do governador Renan Filho nos programas eleitorais parece ter dado um efeito contrário na campanha. Pelas pesquisas comumente chamadas de trekking, Almeida havia começado a perder votos quando apareceu na companhia do governador.

Inquieto

O governador Renan Filho, nervoso com as pesquisas eleitorais que dão Rui Palmeira na frente, pressionou até esta quinta-feira a equipe de produção da campanha. ´´Não aguento mais essa eleição. Tomara que já acabe logo´´, teria dito uma das pessoas próximas ao governador.

Lavando as mãos

O senador Renan Calheiros, experiente em campanhas políticas, quando esteve em Maceió distribuiu gritos a torto e a direito para a tropa que comanda a campanha. Mas ninguém teria lhe dado ouvido.

Dor de cabeça

Quem anda próximo ao deputado Cícero Almeida tem notado que ele está uma pilha de nervos. Anda preocupado com o débito de campanha que já teria chegado a 2 milhões de reais. No final ele teme que vá sobrar pra ele.

Semana negra

A semana passada foi negra para o senador Renan Calheiros, que mais uma vez teve seu nome ligado ao lobista Milton Lyra, aquele mesmo que andou fazendo traquinagens quando atuava em Maceió como assessor do então deputado João Lyra. As denúncias contra Milton vão de ´´operações´´ como a merenda escolar à Máfia do Lixo.

Reta final

Se as pesquisas traduzirem mesmo o sentimento das urnas, só um tusiname fará com que Rui Palmeira perca a eleição nesse domingo. Em todas as pesquisas ele esteve na frente do principal adversário, Cícero Almeida, mas diz o velho ditado que eleição só ganha quando termina a apuração.

Mirabolantes

As propostas de governo de JHC são realmente mirabolantes. Ele promete, se eleito, fazer educação pelo sistema digital, ou seja, para que os alunos da rede pública assistam aulas pelo celular. Além de caro, onde teriam de serem adquiridas dezenas de milhares de aparelhos para serem distribuídos com os alunos, ninguém sabe como seria o acompanhamento desse novo modelo de ensino. 

O dinheiro sumiu

A reclamação de quem prestou serviços às campanhas eleitorais é geral. A grana sumiu e muitos pagamentos em algumas coligações ainda não foram solucionados, com sérios riscos de calote.

Tiro de                         misericórdia

As pesquisas que deverão ser divulgadas hoje pelo Ibope serão um indicativo de quem vencerá as eleições do próximo domingo. Dificilmente o povo mudará de opinião em apenas 48 horas.

Era digital

JHC poderia ter tido um desempenho bem melhor na campanha se suas propostas apresentadas não fossem um pouco vazias, Restringiu-se, apenas, a desafiar seus concorrentes para discutir a era digital.

Mais lúcido

O candidato Paulão vendeu seu peixe nos debates e em certos momentos foi equilibrado, curto e grosso. É pena que não assombre os demais adversários.

Saco de pancadas

Liderando as pesquisas, o prefeito Rui Palmeira foi o saco de pancadas durante os debates promovidos pelos órgãos de comunicação. Mas já era esperado. Mesmo assim foi o mais equilibrado, o que apresentou os melhores projetos e que retribuiu a pancadaria quando teve oportunidade.

O arrastão de Collor

Em apenas quinze dias o senador Fernando Collor teve a proeza de fazer comícios como só ele sabe fazer em mais de trinta municípios alagoanos. Incansável, Collor demonstrou vitalidade e reviveu os grandes momentos de arrastões pelo Brasil quando foi candidato a presidente. Sua disposição foi observada até pelo governador Renan Filho, que perguntou se ele seria candidato em 2018. Collor apenas riu.

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