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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 890 / 2016

26/09/2016 - 18:59:54

Pedro Oliveira

Pedro Oliveira

Na calada da noite, gerado nos gabinetes pútridos da Câmara dos Deputados, quase se conclui um plano imoral e afrontoso ao povo brasileiro com consequências drásticas para o combate a corrupção. Um grupo de marginais travestidos de parlamentares tentou sem sucesso golpear de morte a louvável proibição do escabroso “Caixa Dois” nas campanhas eleitorais, item constante das propostas do Ministério Público, chancelada por mais de 2 milhões de assinaturas. Agiram às escondidas e tramaram contra os princípios da moralidade. Foram eles mesmos: canalhas, bandidos e escroques. 

O presidente da comissão que estabelece medidas contra a corrupção, deputado Joaquim Passarinho (PSD-PA), disse que teve, na segunda-feira, 19, uma tentativa de “golpe” com a inclusão na pauta de um projeto para anistiar políticos e empresas que participaram de esquemas de caixa 2.

Passarinho classificou o ato como “lamentável”. “Esse tipo de ação causa um descontentamento, pois isso não cabe mais no parlamento. As coisas têm de ser feitas às claras. Se era para beneficiar alguns partidos, tinham outros que poderiam ser beneficiados também e que não aceitaram esse tipo de conchavo”.

O deputado disse ainda que a Câmara foi convocada para a sessão com uma pauta específica na qual não constava o projeto que tratava da criminalização do caixa 2. A proposta está parada na Casa há oito anos. Passarinho disse ter visto com estranhamento a omissão de nomes dos autores da proposta ou do relator do novo parecer e reiterou que nenhum membro da comissão foi consultado sobre o assunto. “Todo mundo sabia que existia algo rondando aquela Casa, então é muito estranho que ninguém tenha visto esse texto.” 

O parlamento não pode mais se prestar a esse tipo de coisa e a reação do plenário foi muito satisfatória. O primeiro secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP) decidiu retirar a proposta da pauta após ser pressionado por deputados e que protestaram em plenário.

Após um acordo entre grandes partidos, deputados tentaram utilizar uma das 10 medidas de combate à corrupção, propostas pelo Ministério Público Federal (PMF), para garantir a anistia de políticos que se beneficiaram da prática.

São amorais, são indecentes, são calhordas.

Grave não. Gravíssimo 

Comentando a ação do PSDB que pede a impugnação da chapa Dilma Rousseff/Michel Temer das eleições presidenciais de 2014, o ministro do STF e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Gilmar Mendes disse que o PSDB, cujo candidato Aécio Neves foi derrotado no segundo turno, não perdeu pleito por causa da vontade popular.

“Muita gente atribuía e o próprio PSDB entendeu que perdeu as eleições por conta das urnas. Na verdade perdeu as eleições, muito provavelmente, por causa do abuso econômico”, afirmou. Mendes diz não saber qual será o final do processo, mas espera que ele gere um “inventário digno de como se fazia campanha no Brasil e o que foram as eleições de 2014”

Toma Lewandowski

Gilmar Mendes voltou a criticar seu colega de toga, o ministro Ricardo Lewandowski, pela decisão durante o julgamento do impeachment de permitir o fatiamento da análise das penas pelo Senado, o que permitiu que Dilma Rousseff fosse cassada, mas mantivesse seus direitos políticos, o que poderia contrariar o artigo 52 da Constituição, que determina a “perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública”.

“Considero essa decisão constrangedora, é verdadeiramente vergonhosa. Um presidente do Supremo (na época, Lewandowski) não deveria participar de manobras ou de conciliábulos. Portanto não é uma decisão dele. Cada um faz com sua biografia o que quiser, mas não deveria envolver o Supremo nesse tipo de prática”, atacou Mendes.

Exército na eleição. Para que?

A depender da vontade muitos magistrados no interior do Estado a presença do Exército nas ruas no dia da eleição é imperiosa. Há nessa suposta “precaução” um tanto de exagero.

Conversei com duas altas autoridades de nossa Segurança Pública que garantiram “não haver necessidade alguma da presença das tropas federais nos municípios”. Todos sabem que os soldados enviados para “garantir o pleito” são jovens inexperientes, sem o treinamento adequado e ainda sem a maturidade suficiente para a missão. Há sim certo alarme “tupiniquim” e também pouca noção desses magistrados para o item segurança. Eles devem achar muito empolgante os menininhos de “verde oliva” sob suas ordens. Espero que o Tribunal Superior Eleitoral ao julgar corrija esse demasiado equívoco. 

Recado aos presentes

Ainda ecoam em nossos ouvidos as palavras no ministro Celso de Mello (STF), mirando nos olhos das mais altas figuras da política nacional (boa parte deles denunciados ou citados em ações de corrupção pendentes na Justiça) por ocasião da posse da ministra Carmem Lúcia, na presidência da mais alta corte da Magistratura brasileira.  

“A corrupção traduz um gesto de perversão da ética do poder e de erosão da integridade da ordem jurídica, cabendo ressaltar que o dever de probidade e de comportamento honesto e transparente configura obrigação cuja observância impõe-se a todos os cidadãos desta República que não tolera o poder que corrompe nem admite o poder que se deixa corromper”.

“O direito ao governo honesto constitui uma insuprimível prerrogativa da própria cidadania. E que, deste tribunal parta a advertência severa e impessoal de que aqueles que transgredirem tais mandamentos expor-se-ão sem prejuízo de outros tipos de responsabilização, não importando a sua posição, se patrícios ou se plebeus, devendo ser punidos exemplarmente na forma da lei esses infiéis da causa pública, esses indignos do poder”. Recado dado. Na cara de cada um dos “indignos”.

A palavra dos candidatos

Até as eleições a coluna estará publicando o que pensa e o que propõe cada candidato à Prefeitura de Maceió. O espaço foi acordado com as assessorias de imprensa dos postulantes com a condição de que os textos contenham apenas opiniões e propostas, não sendo permitidas acusações e ofensas de qualquer natureza. Por questão de espaço apenas os dois primeiros candidatos apontados nas pesquisas de opinião serão publicados.

Cicero Almeida

Os projetos para o turismo de Maceió

Maceió tem um potencial incrível para o turismo. Hoje este é o setor que mais gera empregos e tenho orgulho de dizer que na minha gestão como prefeito, trouxemos para a nossa cidade o título de mais bonita do Brasil. Esse prêmio foi conquistado graças aos inúmeros projetos que desenvolvemos, desde infraestrutura até a participação em grandes eventos nacionais. 

Junto ao Governo do Estado, pretendemos retomar esse crescimento por meio da captação de novas empresas, pela geração de incentivos ao turismo, o ordenamento dos serviços na cidade levando em conta cada detalhe, e realizando ações em consonância com técnicos e profissionais que atuam diretamente no setor. Assim reconquistaremos nosso título e geraremos centenas de novos postos de trabalho. (Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato Cícero Almeida).

Rui Palmeira

Maceió de frente para a Lagoa

“É prioridade em nosso plano de governo para os próximos quatros anos, o programa Maceió de frente para a Lagoa. Vamos beneficiar diretamente 150 mil pessoas no Bom Parto, Mutange e Bebedouro, construir cerca de 2 mil moradias, estimular a economia com 192 estabelecimentos comerciais, fazer saneamento, pavimentação e nova iluminação, além de três creches, uma escola e uma unidade de saúde. Haverá ainda áreas de lazer, recuperação do campo de futebol, e um novo olhar para o turismo na região da Lagoa. Esse é um projeto que mudará não só a cara da cidade, como trará à população que vive nessa localidade uma melhor qualidade de vida. Maceió precisa seguir em frente, com responsabilidade de gestão e muito trabalho pelo bem do nosso povo”.(Texto sob a responsabilidade da assessoria do candidato Rui Palmeira).

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