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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 890 / 2016

26/09/2016 - 18:58:27

Dry Martini, a história de um mito da coquetelaria

JANIO FERNANDES

A origem do coquetel situa-se, com toda certeza, nos Estados Unidos, embora existam diversas histórias para colocar a criação do drink em vários lugares e em diferentes circunstâncias. Mas uma coisa de que ninguém pode discordar é que a mistura do Gin com o Vermute seco se tornou o coquetel mais famoso do mundo. 

Quem teria pensado que uma fórmula tão simples poderia gerar todo um universo ao redor de si? Quem poderia imaginar que a partir de uma combinação simples - o Dry Martini é apenas Gin, Vermute seco e uma azeitona -, se criaria uma bebida capaz de ser um verdadeiro mito? 

As grandes receitas, as obras dos grandes mestres e as grandes ideias são assim. Simples, transparentes, mas com a capacidade de gerar infinitas interpretações que a tornam gigantes. Nesta ocasião é a vez de uma combinação despretensiosa, mas perfeita e que se tornou um ícone da coquetelaria. O Dry Martini é delicado, fresco e aromático. Existem diferentes teorias sobre sua origem, mas um elemento é comum em todas elas: seus ingredientes. Para que um Dry Martini seja perfeito, deve ter sempre uma parte de Gin e outra de Vermute seco. 

Diferentes histórias lhe dão a fama e a reputação de ser uma grande bebida. Alguns dizem que foi criado em Londres, por uma garçonete que trabalhava no Hotel Savoy. Outros que se originou em Nova York e quem o criou foi alguém chamado Martini, em uma festa para o magnata Rockefeller. Provavelmente surgirão, ao longo do tempo, mais histórias semelhantes ou alguma que se torne totalmente encantadora, mas alguém irá se importar com a sua origem quando você pode preparar o seu Dry Martini em casa?

O sabor desse coquetel combina muito bem com algo salgado como biscoito salgado, frutos secos, etc. Isso ajuda a preparar o estômago e a mente para receber o trago etílico do Dry Martini, uma bebida forte, estimulante do apetite. Quando bebe um Dry Martini você vê a vida de outra cor, é básico que você tenha isso em mente. Com dois, começa a ver o seu companheiro de bar como o melhor amigo que já teve na vida. Você provavelmente precisará estar aberto a essa possibilidade. E com três, é possível que a articulação das palavras não saia tão fluida como de costume. Agora, se você decidir encarar um quarto drink, meu conselho é que você tente selecionar com cuidado as palavras. A partir daí, falar deve ter se tornado muito mais fácil. 

O Dry Martini é um coquetel extremamente seco, de um sabor forte que chega a encher os sentidos. Já me disseram que o melhor Dry Martini se toma no Dukes Bar, de Londres, que fica no luxuoso hotel boutique do mesmo nome. Apesar de eu nunca ter estado lá, para mim o melhor Dry Martini se toma no “Dry Martini Cocktail Bar” do mestre Javier de las Muelas, em Barcelona. 

Uma das coisas que poucos entendem é que quando se atinge a fama deve-se aceitar uma série de condições. Cumprir com os requisitos e obrigações, avaliar fatos, lendas, controvérsias e dogmas. Esse é o caso do Dry Martini, o mais gourmet dos coquetéis, o mais sensual e também o mais sutil.

Sem dúvida o Dry Martini merece atenção. É uma bebida de presença e eu poderia citar uma centena de qualificativos para me referir ao Rei dos Coquetéis, mas, por ora, vou apenas dizer que ele é maravilhoso, elegante, chique, mítico e fascinante. 

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