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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 890 / 2016

26/09/2016 - 18:56:01

Eu prometo...

ELIAS FRAGOSO

O momento é mais que adequado. Estamos às vésperas das eleições para prefeito em nosso país, mas pelo que se percebe novamente um dos temas mais importantes para os municípios e para a vida das pessoas irá de novo passar em “brancas nuvens” das discussões. Trata-se da divisão do bolo tributário entre os três entes federados. 

Estamos em plena época eleitoral e numa conjuntura marcada pela desmoralização e exacerbação da descrença nos políticos. Era de se esperar que os candidatos às prefeituras e seus marqueteiros dessem uma reciclada.

Mas o que vemos? Literalmente, o mesmo de sempre. Um conjunto de platitudes pasteurizadas; propostas mirabolantes (mormente em momento de quebradeira geral das prefeituras); acusações de lado a lado e promessas, muitas promessas.

Não há quem não reconheça, desde os primeiros segundos da emissão, a falsidade açucarada dos textos, a delirante pletora de números a respeito de obras feitas ou ainda a fazer, a facilidade automática das denúncias sobre carências que não serão resolvidas, a estridência das promessas sem lastro. E, claro: o momento “autocrítica”, quando o candidato se penitencia do que prometeu e não cumpriu. O que só a velhinha de Taubaté acredita.

O marketing continua se sobrepondo ao debate autêntico dos problemas das cidades brasileiras e escamoteando o que é preciso, urgente, impostergável resolver. 

•O que fazer para melhorar a qualidade da educação (uma das piores do mundo sob todos os contextos); 

•E com a saúde onde as pessoas literalmente morrem à mingua por não conseguirem esperar 45 dias para serem “atendidas” por um especialista ou, mais grave ainda, cerca de 173 dias – isso mesmo – por um procedimento cirúrgico simples); 

•Saneamento básico (apenas 38% das casas no Brasil são atendidas...)

•Transporte público (de péssima qualidade na maioria das capitais e quase inexistente nos demais municípios)?

•E isso deve servir de alerta aos candidatos: cuidado para não virarem a Dilma local. Isso mesmo. Essa eleição pode ser um divisor de águas entre o prometido e não cumprido para os eleitos. A sociedade já aprendeu que somente nas ruas obtém dos políticos o que desejam.

Quando as pessoas foram às ruas pela primeira vez em 2013 a então governante do país fez saber via imprensa que suas reinvindicações seriam acolhidas. Não o fez e deu no  que deu.

E o que as pessoas já pediam lá atrás? O fim da corrupção desenfreada; Atendimento digno na área de saúde; Educação de qualidade; Transporte público eficiente e segurança. Mais recentemente foram acrescidos: retorno do crescimento e emprego.

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