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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 890 / 2016

23/09/2016 - 06:52:57

Sururu

Desrespeito à vida

Da Redação

Sem propostas para Maceió, o candidato Cícero Almeida vem criticando o prefeito Rui Palmeira por implantar o sistema eletrônico de redução de velocidade nas principais vias de Maceió. Para ele, os “pardais” são mera fonte de receita para os cofres do município. 

Fosse o candidato um analfabeto qualquer, até se aceitaria tamanho disparate, mas na condição de deputado federal, Almeida não pode desconhecer a violência do trânsito, que mata mais de 40 mil pessoas por ano no país - 3% delas crianças - sem falar nas centenas de mutilados. 

Estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) – que o candidato deveria conhecer – revela que apesar da tragédia brasileira, o trânsito tem melhorado no mundo graças aos limites de velocidade e multas pesadas para os transgressores. 

Criticar o controle de velocidade e a imposição de multas aos assassinos do trânsito é um ato irresponsável, que beira a criminalidade. Sobretudo partindo de um pretendente a gestor público de uma cidade com trânsito violento e motoristas criminosos. 

Em seu relatório, a OMS destaca ainda que a principal falha brasileira com relação à taxa de mortalidade no trânsito está nos limites de velocidade, tanto nas nas cidades como nas rodovias. 

Fazer campanha contra os “pardais” é incentivar ainda mais a violência no trânsito, que tantas vidas tem ceifado. E ninguém de bom senso aceita tamanho absurdo, principalmente partindo de um parlamentar. 

Roupa suja

O debate entre os candidatos a prefeito de Maceió promovido pela TV Mar, se nada acrescentou para o eleitorado pelo vazio de propostas, ao menos serviu para lavagem de roupa suja dos pretensos gestores públicos. Senão vejamos: 

Cícero Almeida foi instado a se defender das acusações de chefiar a Máfia do Lixo, que desviou R$ 300 milhões da Prefeitura de Maceió e de esconder do Fisco o seu real milionário patrimônio imobiliário. Só declarou bens no valor de R$ 555 mil e uns quebrados. 

O deputado Paulão – envolvido junto com Almeida na Operação Taturana – culpou os “golpistas” pelo resultado medíocre de sua campanha. Um discurso patético que não convence nem aos próprios petistas. 

O jovem deputado JHC até que foi cobrado pelos adversários, mas perdeu a oportunidade de explicar a origem de seu milionário patrimônio. Questionado, desconversou: “É fruto da minha honestidade”. E nada mais disse. 

Excluindo Rui Palmeira - cujo governo ainda está em julgamento – os demais candidatos aproveitaram para se apresentar ao eleitorado apenas para marcar presença no embate político pela Prefeitura de Maceió. 

Viúvas do PT

No momento em que o Governo Temer é atacado pelas viúvas do PT – ainda mamando nas tetas da União – nada é melhor do que lembrar o exemplo deixado por Graciliano Ramos a todos os gestores públicos do Brasil. 

Ao prestar contas de sua gestão à frente da Prefeitura de Palmeira dos Índios, no ano de 1929, mestre Graça escreveu: “Dos funcionários que encontrei...restam poucos: saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. Não sei se a administração do Município é boa ou ruim. Talvez pudesse ser pior”.

É isso o que o presidente Temer precisa fazer, e urgente. Despetizar o governo, afastando todos os petistas que “fazem política e os que não fazem coisa nenhuma”. Apenas se locupletam dos cofres públicos, sem a contrapartida em serviço. Ou alguém já viu algum petista trabalhar na vida?  

Quem é o cara? 

“O fascínio do farsante tem prazo de validade para sucumbir no seu próprio mar de lama. O Brasil foi traído e o mundo enganado. O cara é uma grande e bem construída farsa”. 

(Do publicitário Aloísio Alves). 

Outro escândalo

Está para estourar um novo mar de petróleo, digo, de lama, patrocinado pela gangue do PT no tempo da Cleptocracia. Trata-se da compra da refinaria Okinawa, no Japão, pela Petrobras, que produziu um rombo bilionário. A sucata foi adquirida em 2007 e fechada em março último. Cadeia neles. 

Laranjal de Lula 

Ao analisar a segunda parte da denúncia do MPF, Sérgio Moro ressalta que Lula recebeu o triplex da OAS quando ainda estava na presidência da República.

Segundo ele, todas as provas e depoimentos colhidos confirmam que o imóvel era dele, embora tenha permanecido em nome da empreiteira.

A versão de que Lula e Marisa detinham apenas uma “cota parte” do Solaris e que nunca fizeram opção por qualquer apartamento também caiu por terra. Aliás, o casal deixou de efetuar pagamentos justamente quando a OAS assumiu o empreendimento.

Em seu despacho, Moro fala também da rasura dos termos de adesão, das visitas de Lula e família à cobertura e dos gastos com a reforma e o mobiliário, inclusive da cozinha Kitchens encomendada por Fernando Bittar.

O juiz chega à conclusão de que o modus operandi de Lula no caso do triplex é o mesmo que o do sítio de Atibaia, “consistente na colocação de propriedades em nome de pessoas interpostas para ocultação de patrimônio”. (Diogo Mainard) 

Mantega, o operador

Guido Mantega, o ministro da Fazenda mais longevo da história da República, passou pouco mais de sete horas preso ontem na PF..

Dona Xepa, mulher de João Santana, disse aos investigadores da Lava Jato que recebeu pagamentos de empresários indicados por Guido Mantega.

De acordo com a reportagem de O Globo, foram 10 milhões de reais não declarados à Justiça. 

PF em Rio Largo

A prefeita Maria Eliza Alves (PRB) deve ter novo problema com a Justiça. A Comissão de Combate à Corrupção Eleitoral e a Polícia Federal investigam denúncia do uso da máquina pública para apoiar a candidatura de Pedro Victor (PSC) à Prefeitura de Rio Largo.  

Impugnado

O Ministério Público Eleitoral entrou com ação pedindo a cassação do registro da candidatura de Pedro Victor, sob a acusação de campanha antecipada, com a realização de bingos “eleitorais”. Decisão sai nesta semana.

Marajá

A filha de Kil de Freitas, candidato a prefeito em União dos Palmares, foi flagrada na lista de servidores que recebem sem trabalhar no Senado. Ela está lotada no gabinete do senador Renan Calheiros, mora em Maceió e não dá expediente. Seu salário é R$ 9.791. E pode?


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