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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 889 / 2016

19/09/2016 - 16:59:44

Município em decadência por incompetência administrativa

“Maquiagem” não consegue esconder o desrespeito à cidadania, como falta de água, deficiência na saúde e insegurança pública

Geovan Benjoino Jornalista
José Maria acusa prefeitura de relegar direitos da população

Mesmo estrategicamente “maquiada”, Palmeira dos Índios mostra de forma evidente a incapacidade administrativa da gestão em superar os desafios vividos pelo município.

É verdade que sob o ponto de vista da construção civil a cidade cresceu, mas isto se deve ao governo petista que construiu mais de 2 mil casas populares. No entanto, os problemas cresceram mais ainda.

A falta de trabalho, a deficiência na saúde, a insegurança pública, o crescimento do tráfico de entorpecentes e a insensibilidade política ecoam fortemente nas ruas, nos lares e em todos os lugares públicos da cidade e zona rural.

Observador atento e com o olhar preciso de um cirurgião, o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Palmeira dos Índios, José Maria Melo da Costa, empresta a sua voz para clamar por políticas públicas de fato e de direito que promovam mudanças em áreas vitais de Palmeira dos Índios, como saúde, trabalho, educação, segurança, esporte e cultura.

“A população palmeirense está sofrendo muito com a falta de um polo multissetorial para absorver a mão de obra ociosa”, enfatiza José Maria. “Muitas famílias saíram do município para a periferia dos centros urbanos em busca de melhores condições de vida, porque a nossa cidade não oferece meios para atender as necessidades básicas, como comer, morar e vestir”, disse.

O representante do setor produtivo chama a atenção para a deficiência da Unidade de Pronto Atendimento (UPA). “O pobre sofre até a alma, porque o rico usa o hospital particular e o plano de saúde”, ressalta indignado José Maria, que defende o retorno do atendimento público realizado tempos atrás pelo Hospital Regional Santa Rita. 

“Sou a favor do atendimento à população por parte do Hospital Santa Rita, que tem estrutura para atender a todos e realizava relevantíssimo trabalho em benefício de Palmeira dos Índios e de outros municípios”, disse o líder palmeirense.

Hospital cobra R$ 90 para acesso

Até pouco tempo, o atendimento, consulta e tratamento eram realizados gratuitamente sem discriminação pelo Hospital Santa Rita. Qualquer cidadão tinha acesso aos serviços do referido Hospital Regional. Entretanto, por conta de briga política com a antiga provedoria, o prefeito transferiu os recursos da unidade hospitalar para a UPA, o que terminou provocando enorme deficiência na saúde pública municipal prestada pelo Santa Rita.

Hoje para adentrar no Hospital Santa Rita é cobrada uma taxa de R$ 90. A consulta também é cobrada conforme o especialista. O hospital só interna paciente se ele for encaminhado pela UPA. 

A população reclama constantemente do atendimento dispensado pela UPA, cuja estrutura é deficitária. Muitas denúncias já foram veiculadas por órgãos da imprensa, mas a problemática continua violando direitos fundamentais.

“A população está sofrendo as consequências dessa triste realidade, que é um pesadelo para todos nós palmeirenses”, ressalta José Maria.

O representante do setor agropecuário destaca ainda a não conclusão do Instituo Médico Legal (IML) localizado à margem da BR-316, cujo prédio inacabado retrata o descaso e a falta de respeito dos governos estaduais e a omissão do município, que, inerte, não fez nada para que a obra seja concluída.

“O IML é outro caso vergonhoso que nos deixa indignados. Há cerca de 10, anos desde o Governo Ronaldo Lessa, que o prédio está abandonado. É um elefante branco que denuncia a insensibilidade do governo e do município”. enfatiza José Maria. “Isso dói fundo na alma, porque é um patrimônio público que está completamente abandonado e poderia estar servindo a Palmeira dos Índios e a outros municípios”, ressalta.

O Parque de Rodeio Geraldo Bulhões – literalmente destruído pela ação do tempo - é outro patrimônio público que poderia estar realizando eventos e gerando renda, segundo José Maria.

“O Parque de Rodeio Geraldo Bulhões, que está localizado num lugar estratégico, às margens da BR-316, poderia também se transformar num centro comercial, estimular vendas dos mais variados produtos e gerar renda ao município e aos palmeirenses. Mas infelizmente está destruído e ninguém faz nada para recuperá-lo e devolvê-lo à coletividade”, disse o líder dos produtores rurais.

José Maria ressaltou também a possibilidade de transformar o Cristo do Goiti num lugar de lazer e ponto turístico atraindo gente do País inteiro. Ele falou ainda sobre a reativação de poços artesianos construídos na gestão Cordeiro na Praça São Vicente, bairros Cafurna e São Francisco, além da zona rural.

José Maria disse que Palmeira dos Índios é um município que tem potencial para se transformar em importante centro econômico e cultural.

“O que falta é gestão e determinação política”, conclui o representante do setor ruralista palmeirense. 

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