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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 889 / 2016

19/09/2016 - 16:49:24

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL

Pensando na aposentadoria

A reforma da Previdência Social, que vem sendo elaborada pelo novo govrno, vai mudar tudo para quem ainda não chegou à idade da aposentadoria. A idade mínima será de 65 anos para homens e mulheres, podendo logo atingir aos 70, já que a média de vida do brasileiro vem aumentando a cada ano. Será portanto um sistema único para aposentadoria e a própria legislação, sem mais separar o público do privado. Ou seja: acaba a estabilidade no emprego para funcionários públicos, que ficam regidos pelo mesmo sistema do empregado de empresa privada. Pode também acabar com alguns direitos conquistados desde a época de Getúlio Vargas, com a Consolidação das Leis do Trabalho - CLT 

O que os patrões sempre sonharam pode acontecer a curto prazo: aumento da jornada de trabalho, fim do FGTS e até mesmo do décimo terceiro salário. O serviço público vai sendo reduzido com a ascensão dos serviços prestados, já existentes em vários órgãos, mas pode virar lei e não mais existir nem mesmo concurso público, já que tudo será entregue a empresas prestadoras de serviços. Todos seguirão as regras da nova Previdência Social. Nada de aposentadoria com salário integral. As regras serão para todos os trabalhadores, e tudo que o governo quer o Congresso aprova, já que conta com a maioria dos deputados e senadores. 

Uma opção

Para quem se encontra no mercado de trabalho, na faixa etária dos 20 e 30 anos, e é um profissional especializado, com bom nível salarial, a dica é fazer um plano de previdência privada, que funcionava como uma caderneta de poupança, vai pagando uma prestação mensal e indicando a idade que quer se aposentar, o que garante para o futuro o mesmo padrão de vida ou até maior, já que contará com a aposentadoria oficial e a privada. 

Disciplina orçamentária

É a palavra de ordem para esse tempo de profunda recessão econômica, que tão cedo não vai acabar. Organizar um orçamento mensal, anotando tudo que entra e sai e procurando economizar ao máximo, para deixar algum percentual da renda numa caderneta de poupança. Deve pagar suas contas em dia, evitando juros e multas, mudar até mesmo os hábitos alimentares, trocar de marcas de produtos, priorizar os mais baratos, principalmente em se tratando de material de limpeza e higiene. 

Juros, nem pensar

O governo jamais vai reduzir a taxa de juros. Ao contrário, tende a aumentar mais ainda, já que é sua arma de controle da inflação. Assim, faça o possível para sempre comprar à vista, utilizando o dinheiro em espécie ou cartão de débito. Se usar o de crédito, pague o valor total da fatura, nunca amortizando, pois os juros vão aumentando a cada mês e chega ao ponto de não conseguir mais pagar. 

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