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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 889 / 2016

19/09/2016 - 16:40:50

Gabriel Mousinho

Reta final de campanha

Gabriel Mousinho

Por mais que os candidatos prometam uma campanha limpa, sem ataques, não há quem resista a denúncias no Guia Eleitoral, principalmente quando as pesquisas abrem um leque de situações dos postulantes à Prefeitura de Maceió. Ela começou flor de laranja, mas já enveredou para baixarias e tende a ficar mais ainda picante.

De agora em diante, mesmo com um Tribunal Regional Eleitoral vigilante, novas denúncias irão aparecer e as velhas requentadas, num tiroteio que vai da televisão ao rádio e nas redes sociais. É a briga pelo poder e o poder de jogo de cada candidato. Até as eleições muita água vai correr por baixo da ponte e as denúncias não irão parar de crescer.

Faltando apenas quinze dias para o encontro com as urnas, todo dia é dia de novidades para a população. Seja de acusações sobre corrupção e outras denúncias graves, como decisões do Poder Judiciário onde candidatos estão com a corda no pescoço. 

A população, por sua vez, mesmo com o curto espaço de tempo da campanha eleitoral no rádio e na televisão, já deu para perceber quem é quem nesse jogo político. E que a campanha termine logo, para que as donas de casa possam assistir as suas novelas com mais tranquilidade.

Fidelidade

Não foi nenhuma surpresa o deputado Arthur Lira contra a cassação de Eduardo Cunha. Foi um voto consciente. Lira chegou a ser presidente da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão de Orçamento da Câmara, cargo que teve a força de Eduardo Cunha. Muito próximo politicamente a ele, Arthur Lira não se escondeu e tampouco se intimidou, ao contrário de muitos outros.

Abandonado

Um dos homens mais poderosos da República até meses atrás, Eduardo Cunha foi literalmente abandonado pelos seus colegas que lhe rendiam homenagens. Os 160 ou 170 deputados que devem prestar contas à Justiça devem estar pensando o que vem por aí na cabeça do ex-deputado, que promete publicar um livro contando as histórias mais escabrosas durante o processo de impeachment e seus bastidores.

Polarização

A campanha já está judicializada, o que se previa antes. A coordenação de campanha de Rui Palmeira acusa o governador Renan Filho de estar utilizando a máquina do Estado para beneficiar seu candidato Cícero Almeida. Já a assessoria de Almeida diz que é desespero do adversário e que a ação interposta na Justiça Eleitora já nasceu morta. A palavra agora está com a Justiça Eleitoral.

A coisa não anda boa

O dinheiro fácil que circulava em campanhas anteriores, parece que tomou chá de sumiço. Pelo menos deu a impressão nos protestos que trabalhadores fizeram na porta da sede do PMDB, em Mangabeiras, na última segunda-feira. Sem receberem o dinheiro prometido para balançar bandeiras e entregar santinhos e adesivos, eles fizeram barulho e foi preciso até a intervenção da polícia.

Cadê o dinheiro?

A campanha deste ano é quase a pão e água, depois que a Operação Java Jato descobriu o rombo que estava sendo feito por empreiteiras contra os cofres da Petrobras e outras instituições públicas. Com o dinheiro fácil de corrupção aparentemente sumido, vamos ver quem é bom de urna.

Olho do furacão

Demorou, mas agora o Ministério Público Federal entrou pesado contra o ex-presidente Lula. Ele foi denunciado como o ´´comandante máximo do esquema de corrupção´´. Lula pode ser preso a qualquer momento, o deve acontecer também com outros figurões da República. É apenas uma questão de tempo.

Euforia

Nos corredores do Palácio, mesmo discretamente, a euforia era grande durante a semana com a decisão do governador Renan Filho de defenestrar o PT de sua aliança política. Pelo jeito não fica ninguém, nem mesmo Joaquim Brito, que estava insistindo para não deixar o cargo. A companhia do PT com o PMDB não estava sendo bem digerida pelo governo.

Sem afinação

O líder do governo, deputado Ronaldo Medeiros, parece que não acompanha o governo em algumas ações políticas. Em Delmiro Gouveia, por exemplo, Medeiros apoia o padre Eraldo, enquanto em Pão de Açúcar faz força para a eleição do dr. Eraldinho contra o candidato Flávio Almeida, do PMDB. Em Palmeira dos Índios Ronaldo apoia a petista Sheila Duarte, que patina em 4% das intenções de voto, enquanto Verônica Medeiros é a candidata do partido.

Carga total

O candidato Júlio Cézar, de Palmeira dos Índios, tem um trio de peso em apoio à sua candidatura a prefeito. Benedito de Lira, Maurício Quintella e Marx Beltrão.

Em alta

O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, tem se revelado uma nova ascensão na política alagoana. Trabalhador, competente e atencioso, Quintella poderá ser uma das grandes surpresas nas eleições de 2018. Desprovido de vaidades, o Ministro, embora com diversos compromissos em outros Estados, não deixa de marcar presença em Maceió e municípios no interior.

Velha prática

Muitos políticos ainda não entenderam que no exercício do mandato têm a obrigação de prestar contas à população. Alguns que têm fraturas expostas na sua vida pública preferem processar jornalistas. Que a Justiça fique de olho nessa turma acostumada a tentar calar a boca dos profissionais de imprensa num flagrante desrespeito à Constituição, que garante o direito sagrado de liberdade de expressão.

Sem surpresas

O anúncio do senador Fernando Collor de que não seria candidato a prefeito de Maceió já era esperado. Afinal de Contas Collor não deixaria de continuar no Senado por mais sete anos, para se aventurar numa disputa que poderia lhe render prejuízos políticos.

Parada dura

Se o deputado e ministro Maurício Quintella se dispuser a disputar um mandato de senador, a parada vai ser dura em 2018. Além dele, já estão em plena campanha Benedito de Lira, Renan Calheiros, Marx Beltrão e Téo Vilela.

No calcanhar

O Ministério Público não deixou por menos e acionou na Justiça os deputados Marcelo Victor, Jota Cavalcante, Inácio Loiola, Fernando Toledo, Maurício Tavares, Sérgio Toledo e Antônio Albuquerque por improbidade administrativa. É que eles foram responsabilizados de não terem entregues as prestações de contas entre 2010 e 2012.

Rolete chupado

Horas depois da cassação de Eduardo Cunha, o senador Renan foi inflexível: ´´quem planta vento, colhe tempestade´´. E arrematou demonstrando sua repulsa pelo ex-deputado: ´´afaste de mim este cálice´´.

Constrangimento

As autoridades que participaram da posse da ministra Carmen Lúcia como presidente do Supremo Tribunal Federal, ficaram impassíveis com os rosários de adjetivos para quem rouba dinheiro público. O clima durante os discursos da própria empossada, do ministro Celso de Mello e do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, foi de desconforto total.

Venda consumada

A Eletrobras Distribuidora de Alagoas será vendida até o final de 2017. A decisão foi do governo federal que irá também privatizar outras concessionárias no mesmo período. Antes, o governo deve discutir como será feito o pagamento dos trabalhadores que ganharam na justiça o Plano Bresser, que já atinge mais de 1 bilhão e 500 milhões de reais.


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